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Gulinha.

Peixe, carne, legumes. Entradas, sobremesas, petiscos. Experiências. Dicas. Erros. Um forno temperamental. Mesas para dois ou para dez. Dias bons, muito bons e assim-assim. A minha cozinha tem de tudo. E é o meu sítio mais feliz.

Peixe, carne, legumes. Entradas, sobremesas, petiscos. Experiências. Dicas. Erros. Um forno temperamental. Mesas para dois ou para dez. Dias bons, muito bons e assim-assim. A minha cozinha tem de tudo. E é o meu sítio mais feliz.

Gulinha.

22
Jul20

Quem inventou as quiches merece um prémio.

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Merece mesmo. Porque as quiches ganham em tudo. São fáceis de fazer. São rápidas. Há para todos os gostos. Pode seguir-se uma receita à letra ou por para lá o que houver à mão. Comem-se quentes ou frias. Os restos dão imenso jeito no dia a seguir. Servem bem para o almoço e ainda melhor para o jantar. São uma bela entrada – e uma entrada que se pode levar alegremente para casa de alguém quando nos convidam para o repasto. Transportam-se com facilidade. Agradam a miúdos e graúdos. Não faltam versões vegetarianas. E eu podia continuar nisto...

 

... mas se calhar vamos para a receita de hoje, que é uma bela quiche de cebola e bacon. Esta, por acaso, não é exatamente daquelas que se "montam" em cinco minutos. Mas não deixa de ser muito simples, bem bonita e uma delícia! Experimente e vai ver se não tenho razão.

 

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Quiche de cebola e bacon

Ingredientes:

1 base de massa folhada ou quebrada

500 g de cebolas pequenas (ou chalotas)

4 c. de sopa de azeite

2 c. de sopa de vinagre balsâmico

Sal e pimenta preta q.b.

1 ovo grande

1 requeijão (ou uma embalagem de ricotta)

¾ de chávena de parmesão ralado

5 c. de sopa de cebolinho picado

¼ de chávena de natas (ou de creme de soja - foi o que eu usei)

5 fatias de bacon

 

***

 

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Primeiro que tudo, coloque o forno a pré-aquecer aí nos 180º C. Estenda a base de massa numa tarteira, pique o fundo com um garfo e reserve.

 

Depois de descascar as cebolas, corte-as em quartos e coloque numa frigideira ou num tacho. Junte três colheres de sopa de azeite, o vinagre balsâmico, sal e pimenta. Leve a lume médio-baixo e deixe cozinhar. Vá mexendo. Ao fim de uns 45 minutos deverá ter cebolas cozinhadas e com um tom mais escuro. Se for preciso, durante este processo junte mais um pouco de azeite.

 

Entretanto, corte o bacon em tiras e frite-o na própria gordura. Quando estiver pronto, escorra-o bem em papel de cozinha.

 

Separe a gema da clara do ovo, que vai reservar para a cobertura. Quanto à gema, bata-a e depois junte o requeijão bem desfeito com as mãos, a restante colher de azeite, meia chávena de parmesão ralado e o cebolinho. Espalhe esta mistura uniformemente na tarteira, sobre a massa. Por cima disponha as cebolas que cozinhou e as tiras de bacon.

 

Noutra tacinha, bata a clara de ovo que reservou com as natas e o restante parmesão. Depois, espalhe esta mistura sobre a tarte.

 

Agora, vai cobrir com papel de alumínio e levar este pitéu ao fono por uns 35 minutos. Depois, tire o papel de alumínio e deixe no forno por mais uns 10 a 15 minutos, até que a parte de cima esteja a borbulhar e a massa esteja dourada. (Claro que estes tempos vão varias muito de forno para forno.)

 

E ja está! Quando a quiche lhe parecer pronta, tire-a do forno, deixe-a repousar uns dez minutinhos e sirva. Vai ver que é uma maravilha!

 

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Nota:

* É claro que aqui o vinagre balsâmico não pode ser substituído por outro. É o que vai dar cor (e um sabor particular) à cebola.

14
Jul20

Carninha e batata-doce. Perfeito!

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Nos fins de semana, como tanta gente, aproveito sempre para cozinhar a contar com a semana. E não há praticamente sábado ou domingo em que não ligue o forno – porque os pratos de forno são dos melhores para guardar e ir aquecendo nos dias seguintes. Claro que agora, com o calorzinho a apertar, viro-me mais para saladas, para pratos frios ou para "comida de tacho". Mas no fim de semana passado ainda fiz este empadão. E enquanto estávamos a almoçar pensei que não fazia sentido esta receita ainda aqui não estar... É das que mais "rodam" cá em casa, é deliciosa, é simples de fazer, os miúdos gostam e se for preciso alimenta-se meio mundo!

 

Vamos a isto? :)

 

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Empadão de carne e batata-doce

Receita adaptada de uma do chef Henrique Sá Pessoa

Ingredientes:

1,2 kg de batata doce

2 c. de sopa de manteiga

2 gemas

250 g de cogumelos shiitake

Azeite e folhas de tomilho q.b.

1 kg de carne picada (eu costumo usar uma mistura de vaca e porco, com um bocadinho de chouriço)

2 dentes de alho bem picadinhos

Pimenta preta q.b.

1 folha de louro

1 copo de vinho branco

5 c. sopa bem cheias de polpa de tomate

 

Comece por descascar as batatas-doces e por levá-las a cozer em água temperada com sal. Quando estiverem tenrinhas, coe e esmague-as, para fazer o puré. Junte depois a manteiga e as gemas. Prove, não vá ser precisa mais uma pitadinha de sal.

 

Enquanto as batatas cozem, corte em tiras 250 g de cogumelos shiitake. Leve ao lume um tacho grande, com o fundo coberto de azeite, e quando estiver quente junte os cogumelos. Tempere-os com sal e com o tomilho e deixe-os fritar. Se for preciso, porque os shiitake são umas "esponjinhas", junte mais um pouco de azeite.

 

Quando os cogumelos estiverem fritos, junte a carne ao tacho. Tempere com sal, o alho picado e a pimenta, junte a folha de louro e adicione ainda o vinho branco e a polpa de tomate. Envolva tudo muito bem e deixe a carne estufar aí durante uns vinte minutos, em lume médio. Vá mexendo, para que toda a carne core e ganhe sabor.

 

E já está! Agora é só montar o empadão. Para já, pode colocar o forno a aquecer nos 200º C. Enquanto o dito aquece, no fundo de um pirex ou de um tabuleiro de ir ao forno coloque a mistura de carne e cogumelos, e depois, por cima, disponha o puré de batata-doce. Enfeite como preferir e leve ao forno uns vinte a trinta minutos (ou até as pontinhas do puré começarem a tostar).

 

Et voilà! :)

 

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Notas:

* Eu usei cogumelos desidratados, e por isso coei a água de os hidratar e juntei parte dela à carne, para dar sabor e molhinho extra. Mas pode perfeitamente não o fazer – e usar cogumelos frescos.

* Ainda sobre os shiitake: ficam muito bem aqui, mas, se não encontrar, use cogumelos "normais" (brancos ou marron).

* Quanto à batata-doce, desta vez usei da branca, porque foi a que consegui comprar. Mas gosto ainda mais com a cor de laranja.

* Se tiver um saco ou uma seringa de pasteleiro, esta é uma boa altura para lhe dar uso! O empadão fica muito mais bonito se o puré for colocado em "montinhos". :)

* Se puder, não omita o tomilho. Pode usar fresco ou seco. Mas use – dá um travo muito particular e muito bom à carne.

07
Jul20

Sobras? Então, arroz chao-chao!

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Não sei se uma das últimas boas ideias da Filipa Gomes vos passou ao lado. Cá em casa, não passou – experimentámos assim que pudemos. E nunca mais queremos outra coisa na vida feita com os restos do frango assado. Aqueles peitos desengraçados ganham uma vida nova e a-b-s-o-l-u-t-a-m-e-n-t-e deliciosa!

 

Explicando um pouco melhor: é preciso ter os tais restos do frango, restos de arroz (ou arroz feito no momento, pronto), legumes vários e mais uns "pós" – e está feito um arroz chao-chao caseiro e bom mas bom. Viciante, aliás!

 

O meu foi feito com arroz de tomate, porque era o que havia. A receita original pede arroz branco, mas juro que com arroz "vermelho" também fica um pitéu glorioso.

 

E nunca mais os peitos do frango de churrasco serão uma coisa triste!

 

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Arroz chao-chao (feito de sobras)

Receita adaptada de uma da Filipa Gomes

Ingredientes:

2 chávenas de arroz cozinhado (branco, de tomate... O que houver)

2 peitos de frango desfiados (ou o equivalente de outra sobra de carne ou até de peixe que tenha no frigorífico)

1 cenoura em cubinhos pequenos

½ alho francês médio cortado em tiras/meias-luas

1 chávena de milho (ou 1 lata das médias)

½ chávena de ervilhas congeladas

3 ovos

3 c. sopa de azeite

2 c. de chá de óleo de sésamo (é opcional mas faz muita diferença)

Sementes de sésamo e cebolinho q.b.

 

***

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Comece por aquecer, no wok, num tacho ou numa frigideira grande e larga, o azeite e o óleo de sésamo. Quando estiver quente, junte a cenoura em cubinhos e deixe fritar uns três minutinhos. A seguir, vai juntar o alho francês e deixar fritar mais um minuto ou dois, até que ele quebre.

 

Agora, junte o frango, o arroz e as ervilhas. Envolva tudo muito bem e deixe fritar mais uns cinco a sete minutos. Vá mexendo.

 

Numa frigideira mais pequena, à parte, coloque a terceira colher de azeite. Bata os ovos, deite-os na frigideira e mexa-os. Quando estiverem quase prontos, transfira-os para a frigideira grande e envolva bem nos restantes ingredientes.

 

E está pronto! Agora é só decorar com sementes de sésamo e bastante cebolinho picado, servir e deliciar-se!

 

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Nota:

* Dica para cortar o cebolinho: com uma tesoura! É a forma mais prática.

30
Jun20

É bolo mas é salgado. E é uma delícia!

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Quem disse que bolos só podem ser doces? Pronto. Vá. Bolos-mesmo-bolos são doces. Mas depois há bolos como este que aqui chega hoje.

 

A receita é do blog português From My Orchid Kitchen e quando a descobri decidi logo que tinha de a experimentar assim que possível. E ainda bem que não perdi tempo! Estão a ver aquela textura meio húmida das bolas de carne? E aquele travozinho salgado? Este bolo tem tudo isso mas sem a carne: em vez de fiambre, presunto e afins, há queijo, nozes e rúcula. Pode parecer demasiado original – e é, só que em bom.

 

Este bolo/pão (eu chamo-lhe as duas coisas) fica levezinho, suave e mesmo muito saboroso. É uma ótima novidade para a mesa de domingo, por exemplo, ou para aquele lanche ajantarado (esse conceito tão português). Experimente. Vale mesmo a pena!

 

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Bolo (ou pão) de queijo, nozes e rúcula

Receita do blog «From My Orchid Kitchen»

Ingredientes:

3 ovos

100 ml de leite

3 c. de sopa de azeite

Sal fino e pimenta preta q.b.

1 c. de chá de alho em pó

1 c. de chá de cebola em pó

1 embalagem de rúcula (100 g)

100 g de queijo da ilha ralado

40 g de nozes pecã (picadas grosseiramente)

180 g de farinha

1 c. de chá de fermento

 

***

 

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Para começar a fazer o seu bolo, coloque o forno a aquecer nos 180º C. Unte a forma, que deverá ser do tipo bolo inglês, e forre-a com papel vegetal.

 

Agora, comece por bater os ovos, e quando estiverem batidos junte-lhes o leite e o azeite. A seguir, vai adicionar os temperos – o sal, a pimenta, o alho e a cebola. Depois, junte a rúcula aos ovos, e também o queijo e as nozes.

 

Misture bem a farinha e o fermento e vá juntando aos poucos à mistura dos ovos. Envolva bem, mas sem bater.

 

Quando a massa estiver homogénea, chega a altura de a deitar numa forma e de a levar ao forno durante cerca de 40 minutos (já sabe: teste do palito).

 

Assim que o bolo estiver pronto, retire-o do forno, deixe-o descansar uns minutos, desenforme... E prove!

 

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Notas:

* Eu sei que há quem seja alérgico a rúcula (com reações na língua, por exemplo), mas assim, cozinhada, no pasa nada.  Pelo menos cá em casa foi pacífico!

* Usei nozes pecã porque era as que tinha em casa. Mas use nozes "comuns" e fica ótimo na mesma.

* Se não encontrar cebola em pó/desidratada (em Lisboa só consigo comprar no El Corte Inglés...), pique uma cebola pequena bem picadinha e leve-a a alourar em azeite. Não deixe fritar muito; a ideia é ficar pouco mais que translúcida. E escorra-a antes de adicionar à massa.

* O queijo da ilha dá um travo muito bom, e na verdade suave, a este bolo. Se preferir usar queijos não tão fortes, opte por emmental – mas o efeito não vai ser o mesmo...

23
Jun20

Agora, sim: bacalhau!

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Na semana passada vim para aqui toda contente para partilhar uma receita de bacalhau. Passou-me a alegria quando descobri que afinal não tinha fotografias do dito – e isto de ter um blog não é só escrever, também é mostrar... Por isso a minha ideia teve de ficar pelo caminho (mas foi substitída por um não menos feliz e delicioso petisco).

 

Mas desta vez é que é. Hoje, sim, há bacalhau! Com legumes. No forno. É muito, muito saboroso. Mesmo para mim, que (já aqui o disse) não sou assim aquela fã de bacalhau que o meu gene português mandaria que fosse. Gosto, claro, e sobretudo cozinhado de determinadas formas. Mas daí a morrer de saudades se emigrasse... Não. Não morria.

 

Seja como for, mesmo para está cética que aqui se vos revela este bacalhau vale muito a pena. Estou desejosa de repetir a receita (sim, porque não repeti – entretanto encontrei foi as fotografias). Assim que puder vou fazê-la outra vez. Porque isto é muito, muito, muito bom!

 

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Bacalhau no forno com legumes

Ingredientes:

850 g de bacalhau

2 cebolas

3 dentes de alho

4 c. de sopa de azeite

1 folha de louro

2 cenouras

100 g de batata-palha

Coentros picados, sal e pimenta q.b.

200 g de mozzarela ralado

Para o molho béchamel:

1 l de leite

3 c. sopa (cheias) de farinha

2 c. de sopa de margarina

Sal, noz-moscada e pimenta q.b.

 

***

 

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Para começar, desfie o bacalhau – não é preciso ficar muito fininho; só em lascas. Reserve-o.

 

Agora, coloque o forno a pré-aquecer, nos 180º C.

 

Leve ao lume uma frigideira grande com o azeite, as cebolas em meias-luas, os dentes de alho picados e a folha de louro. Deixe cozinhar e vá mexendo, até a cebola ficar translúcida. Nessa altura, junte a cenouta ralada, tempere com sal e pimenta, envolva bem, deixe mais uns três minutinhos e retire do lume.

 

Agora, o béchamel: junte todos os ingredientes num tacho, leve ao lume (não muito alto, para não pegar), e mexa sempre, sempre, sempre... Até o molho levantar fervura e ganhar consistência. Depois reserve.


À mistura da cenoura vai agora juntar a batata-palha, o bacalhau, os coentros e metade do molho béchamel.

 

Unte o tabuleiro que vai usar com um pouco de azeite e disponha nessa travessa a mistura de bacalhau. Por cima deite a outra metade de béchamel, espalhe-a para cobrir todo o tabuleiro e polvilhe com o mozarella.

 

Leve ao forno durante cerca de meia hora – ou até que tudo esteja bem douradinho. Nessa altura, retire do forno, deixe descansar durante cinco minutos cá fora e sirva.

 

Vai ser um repasto feliz! :)

 

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Notas:

* Pode comprar bacalhau já em lascas, claro. Pode comprar o béchamel já feito, pois. Eu é que sou uma alma antiga – e a verdade é que bacalhau demolhado e lascado em casa é mais saboroso e béchamel caseiro não tem conservantes nem aditivos afins. Por isso a "preguicinha" do comprar feito fica-me pela batata-palha.

 

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16
Jun20

Naan a fazer-se de pizza. Que petisco!

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Na verdade eu hoje vinha toda lançada para partilhar convosco uma receita de bacalhau. O que é que sucede? Sucede que Sofia se esqueceu de a fotografar.  O que significa que agora só há a dita receita quando eu puder fazer o tal bacalhau outra vez. (É que ainda para mais é mesmo bom! É gratinado, leva muitos legumes e faz um belo e feliz pratinho de forno.)

 

Mas nada se perde. Não há bacalhau, há petisquinho. Não há prato principal, há entrada (ou jantar de dia de bola, por exemplo, que pede assim uma coisa amiga de comer à mão). Basta ter pão naan – ando há meses para fazer caseiro, que é TÃO melhor, mas confesso que ainda não foi desta. Ou, se não tiver naan, pode usar uma base de pizza, por exemplo. Depois, peras, queijo de cabra, mel, tomilho, mais uns pozinhos e já está. É fácil, é rápido e cá em casa toda a gente adorou – tanto que em duas semanas fiz duas vezes. 

 

A ideia vem do site By Gabriella e este petisco vai seguramente entrar na rotação cá de casa. (Só é pena que a rotação de jantares de família e de amigos nunca mais regresse...) Experimente assim que puder. É um belo mimo para si e para a sua família!

 

 

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Naan com pera, queijo de cabra e tomilho

Receita do blog «By Gabriella»

Ingredientes [para 2/3 pessoas]:

½ (ou ⅔ de) pera, não muito madura, com casca e cortada em fatias finas

¼ c. de sopa de manteiga

120 g de queijo de cabra

½ cebola média cortada em meias-luas finas

½ c. de chá de açúcar

Sal fino q.b.

2 c. de sopa de azeite

Tomilho seco q.b.

2 c. de sopa de mel + q.b. para finalizar

1 pão naan

 

***

 

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Então vamos lá.

 

Para começar, ponha o forno a pré-aquecer nos 200º C e forre um tabuleiro em que o naan caiba com papel vegetal.

 

Depois, numa frigideira ou num tacho pequeno salteie a cebola numa colher e meia de sopa de azeite, com o açúcar e uma pitada de sal fino. Mantenha o lume médio baixo e deixe a cebola ir caramelizando – com cuidado, para não queimar as pontas.

 

Noutra frigideira, derreta a manteiga. A seguir junte as fatias de pera (sem as sobrepor) e deixe-as cozinhar por uns cinco minutos em lume médio. Depois vire-as e deixe-as ficar mais uns três a cinco minutinhos. A ideia é cozinharem (vão reduzir e escurecer ligeiramente), mas sem tostar.

 

"Nos entretantos", numa tigela coloque a restante meia colher de sopa de azeite e folhas de tomilho (seja generoso/a), misture e reserve.

 

Para outra taça, vai desfazer o queijo de cabra com as mãos, e depois vai juntar o mel e mais folhas de tomilho. A seguir, varinha mágica nisto tudo, com calma e serenidade, até obter um creme (se sobrarem uns vestígios de queijo mais inteiro não há problema, mas a ideia é mesmo no final ter uma textura cremosa). 


Nesta altura já deve ter as peras e a cebola prontas. Pincele o naan dos dois lados com o azeite que reservou e coloque-o no tabuleiro que preparou. Por cima espalhe o creme de queijo de cabra (e espalhe o melhor que puder). Junte a cebola (distribua-a uniformemente) e a pera (idem) e leve ao forno por cerca de dez minutos – ou até o queijo e a pera estarem douradinhos.

 

Retire do forno, finalize com um fio de mel e mais umas folhinhas de tomilho, deixe arrefecer ligeiramente (para não queimar a língua) e seja feliz!

 

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Notas:

* Se não tiver peras, maçã também resulta muito bem.

08
Jun20

Para o regresso do fresquinho: frango, uvas e burrata.

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Eu achava que a época das comidas de forno já tinha fechado. Que tínhamos entrado definitivamente na feliz era das saladas, dos grelhados, dos petiscos crus... Só que pelos vistos os tabuleiros ainda não têm ordem de descanso – o verão passou por cá num instantinho mas já foi à vida dele outra vez.

 

Sendo assim, ainda há tempo, espaço e temperatura para mais umas receitinhas de assados e afins. A de hoje é inspirada numa do Half Baked Harvest, é uma espécie de outono na primavera e é absolutamente deliciosa. Envolve frango, uvas, tomilho e burrata (ou mozzarella, se burrata for coisa difícil de arranjar). É um belo repasto para um almoço de domingo – que hoje em dia é toda uma nova realidade, mas deixemos isso. Ou para aquela noite em que querem fazer um jantar diferente e bonito.

 

Tudo a postos? :)

 

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Frango com uvas e burrata

Receita inspirada numa do blog «Half Baked Harvest»

Ingredientes:

700 g de peito ou coxa de frango, com ou sem pele (eu prefiro com...)

2 c. de sopa de azeite

2 c. de sopa de tomilho fresco picado (ou 1 c. de sopa se for tomilho seco) + q.b. para decorar

Sal, pimenta e pimenta-de-caiena q.b.

2 dentes de alho

1 folha de louro

¼ de chávena de farinha

4 tiras de bacon grosso, depois cortadas a meio

1 cebola em meias-luas finas

¾ chávena de vinho branco

½ chávena de vinagre balsâmico

2 chávenas de uvas doces (eu usei red globe)

1 c. de sopa de mel

2 bolas de queijo burrata (ou mozzarella)

 

***

 

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Na véspera (vá lá – quer que a carne fique saborosa, não quer?) tempere o frango com sal, pimenta, os dentes de alho esmagados, a folha de louro, a pimenta-de-caiena (vá com muuuuita calma, que esta pimenta é forte...), o tomilho e uma colher de sopa de azeite.

 

No dia, já sabe por onde vamos começar: pré-aqueça o forno, aí nos 200º C.

 

Enquanto o forno aquece, polvilhe o frango com a farinha e envolva bem, para cobrir com uma capa fina toda a carne. A seguir, coloque uma frigideira grande a aquecer e, quando estiver quente, coloque lá o bacon e deixe-o fritar, até ficar estaladiço. Quando estiver pronto, retire-o da frigideira e deixe-o escorrer em papel absorvente.

 

Coloque agora as peças de frango na frigideira. Vai selar a carne na gordura do bacon – isto é: quatro ou cinco minutinhos de um lado, até estar bem dourada, vira e deixa mais uns três minutos, para dourar do outro lado.

 

Quando o frango estiver selado, tire-o da frigideira e reserve-o (pode ser já diretamente no tabuleiro que vai levar ao forno). Junte a segunda colher de sopa de azeite à frigideira e depois adicione a cebola em meias-luas. Passados uns três minutos (não queremos que a cebola frite), baixe o lume, junte o vinho branco e o vinagre balsâmico e deixe ferver um pouco.

 

A seguir, junte este molho ao tabuleiro onde tem já o frango e leve ao forno por quinze minutos. Passado esse tempo, tire o tabuleiro, disponha as uvas em redor do frango e regue-as com um fio de mel. Leve de novo ao forno, por mais dez a quinze minutos.

 

Antes de servir, disponha o bacon que fritou pelo tabuleiro e desfaça a burrata grosseiramente sobre o frango. Deixe tudo descansar durante cinco minutos e a seguir sirva.

 

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É perfeito! :)

 

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Notas:

* Um arroz ou uma massa simples dão um ótimo acompanhamento, porque casam bem com o frango e com o molhinho.

* Se optar por manter a pele do frango, comece por selar esse lado (o da pele).

* A pimenta-de-caiena é MESMO forte – comece aí com ¼ de colher de café (e mal medida). Depois, se for necessário, pode juntar um nadinha mais ao molho.

* Se tiver uma frigideira grande que possa ir ao forno (em ferro, por exemplo), ótimo! Pode fazer tudo nessa frigideira, fica bonito e é menos louça que se suja.

 

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03
Jun20

Bolo que leva courgete mas que só sabe a chocolate.

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"Mas então porque é que leva courgete?"

 

Para ficar BOM. E fica!

 

Eu explico: este bolo não leva óleo nem manteiga. O que lhe dá o "molhadinho" e a consistência certa é a courgete. E não lhe dá mais nada – nem cor nem sabor.

 

A receita é da Filipa Gomes (fiz-lhe uma ou duas alterações) e andava ali perdida na gaveta. Mas não passou de sexta-feira!

 

Vamos a isto. Sem mais demoras. :)

 

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Bolo de chocolate e courgete:

Receita da Filipa Gomes | «Prato do Dia»

4 ovos

1 chávena de açúcar branco

1 chávena de açúcar amarelo

1 c. chá de extrato de baunilha

2 chávenas de farinha

1 c. chá de fermento

2 c. chá bicarbonato de sódio

75 g de chocolate em pó

Sal grosso q.b.

3 chávenas de courgete ralada (+/- uma courgete das grandes ou 1 + ½ das médias)

 

***

 

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Primeiro que tudo, e como sempre, pré-aqueça o forno, nos 180º C. Aproveite e despache também a forma (unte e forre o fundo com papel vegetal) e a courgete.

 

Agora, vamos lá ao bolo propriamente dito. Para começar, vai bater os ovos com o açúcar e a baunilha. De seguida, vai envolver, sem bater, os ingredientes secos – a farinha, o fermento, o bicarbonato, o chocolate em pó e ainda uma pitada de sal grosso.

 

(Nesta fase, a massa vai parecer muito grossa, muito seca, mas não se preocupe porque é mesmo assim.)

 

Agora, junte a courgete ralada e envolva mais uma vez.

 

Depois, é só levar ao forno, na forma que preparou, durante uns 40 a 50 minutos (depende muito do forno, por isso faça o infalível teste do palito).

 

Quando o bolo estiver cozido basta tirá-lo do forno, deixá-lo arrefecer uns cinco a dez minutos e desenformar – se tiver uma daquelas redes, ótimo; senão, vire-o diretamente para o prato.

 

Deixe-o arrefecer totalmente (morno é bom mas à temperatura ambiente é bem melhor) e vá-se a ele! :)

 

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26
Mai20

Aquele (ler com a entoação certa) bolo de banana.

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Declaração de interesses número 1: eu não sou lá grande fã de banana. Se a comer com queijo ou em pizza (a descoberta da minha vida), sou feliz. Mas é só. Uma banana assim, sozinha, descascada e comida, para mim é um fastio. E acho tudo o que é à base de banana entre mau e péssimo: batidos, iogurtes, sobremesas em geral (tirando a mousse que a minha mãe faz – que saudades!!), o próprio cheiro.

 

Declaração de interesses número 2: naturalmente, já fiz e já provei vários bolos/pães de banana mas nenhum me convenceu.

 

Até fazer este.

 

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Banana, coco (em teoria – na prática o sabor não se sente), mel e chocolate (porque sim). É um bolinho fácil de fazer e delicioso, criado pela minha amiga (cá em casa já a tratamos assim) do Half Baked Harvest. E é a solução ideal para aquelas bananas muito escurinhas que estão aí na fruteira quase a ir desta para melhor. Fez um sucesso muito grande cá em casa, e também noutras casas em que já experimentaram a receita.

 

Vamos lá? :)

 

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Bolo de banana, coco e chocolate

Ingredientes:

4 bananas maduras esmagadas

¼ de chávena de óleo de coco (derretido)

¼ de chávena de mel

2 ovos

2 c.de chá de extrato de baunilha

1 + ½ chávenas de farinha

1 + ½ c. de chá de bicarbonato de sódio

1 c. de chá de canela em pó

½ c. de chá de sal grosso

1 chávena de chocolate preto partido grosseiramente em pedaços (+/- 180 g)

 

***

 

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Esta receita começa como todas as receitas de forno: com o dito a pré-aquecer. Desta vez é nos 175º C.

 

E, como todas as receitas de bolo, untar a forma é o passo a seguir. A ideia é usar uma forma de bolo inglês, e além de a untar forrá-la também com papel vegetal.

 

Agora, numa taça vai misturar as bananas esmagadas, o óleo de coco, o mel, os ovos e a baunilha. Depois vai juntar a farinha, o bicarbonato de sódio, a canela e o sal, e misturar novamente. A seguir junte os pedaços de chocolate e envolva, para os distribuir bem pela massa.

 

E pronto. Está feito. É só deitar a massa na forma e levá-la ao forno por uns 40 a 50 minutos (o teste do palito nunca falha, mas não abra a porta antes dos 40 minutos). Quando o bolo estiver pronto, tire-o do forno, deixe-o arrefecer meia hora... E vá-se a ele! Vale muito a pena experimentar quando ainda está morninho!

 

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19
Mai20

Brie. Risotto que não é para mexer. É preciso dizer mais alguma coisa?

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Risotto. De brie. Com cogumelos. Sem mexer. Tudo certo, aqui, não é?

 

Tinha esta receita à espera de ser feita há já algum tempo. Tinha tanta certeza de que ia ser ótima que quis guardá-la para um dia especial. Guardei. Mas quando a fiz confesso que até eu fiquei supreendida – era ainda melhor do que o que eu imaginava, sendo que eu já imaginava que ia jantar muito, muito bem nessa noite.

 

A ideia inicial é do infalível Half Baked Harvest, mas decidi dar-lhe duas ou três voltas. E nem vou dizer mais nada. "Ala" para a receita, que até as fotografias falam por si. A lista de ingredientes é um bocadinho longa, mas nada tema – este risotto é rápido e muito fácil de fazer.

 

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Risotto (assim mesmo muito fácil) de cogumelos e brie

Ingredientes [para seis pessoas]:

6 chávenas de caldo de frango ou de legumes (mas pela certa tenha sete a jeito)

3 c. de sopa de azeite

5 c. de sopa de manteiga com sal

3 dentes de alho picados ou esmagados

2 chávenas de arroz para risotto (eu usei arbório)

1 chávena de vinho branco

Sal q.b.

1 c. de sopa de raspas de laranja + 3 c. de sopa de sumo

¼ de chávena de queijo parmesão ralado

1 triângulo de queijo brie (200 g) cortado em cubos não muito grandes

600 g de cogumelos frescos

2 c. chá de tomilho seco (ou 2 c. de sopa tomilho fresco)

Pimenta preta q.b.

 

***

 

Primeiro que tudo, tenha o caldo bem quente, pronto a usar.

 

Aqueça duas colheres de sopa de azeite e duas colheres de sopa de manteiga num tacho grande, com o lume médio-alto. Junte dois dos dentes de alho e deixe-os começar a soltar aquele cheirinho bom – com cuidado, para não queimar. Junte o arroz (sem lavar!) e vá misturando durante dois a três minutos, até começar a ver algumas pontinhas tostadas. Nessa altura, vai juntar o vinho e temperar com sal, e depois vai deixar que continue a cozer por mais uns dois ou três minutinhos, até o vinho ser absorvido. Nessa altura junte cinco chávenas de caldo, suba o lume, deixe levantar fervura, tape o tacho, baixe o lume e deixe o arroz cozinhar durante quinze minutos.

 

Neste intervalo, salteie os cogumelos no que resta de azeite e manteiga, com o tomilho, a raspa de laranja e o dente de alho que falta usar. Não se esqueça de temperar com sal e pimenta.

 

Passados os quinze minutos do risotto, destape o tacho, junte a sexta chávena de caldo, o sumo de laranja e o parmesão, e mexa até estar tudo bem envolvido e muito cremoso, quase ainda líquido (risotto seco é a coisa mais desengraçada que há). Adicione os pedaços de Brie, mexa e apague o lume. Se vir que o risotto ficou demasiado espesso, adicione mais um pouco de caldo e misture.

 

E agora é só servir. Num prato (fundo é melhor) coloque o risotto e por cima os cogumelos. Se quiser junte um pouquinho de pimenta preta fresca. E delicie-se!

 

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Notas:

* Se não adorar cogumelos ou não os tiver à mão, salteie outro legume – espargos, por exemplo, são uma ótima ideia. Mas use o que houver no frigorífico aí de casa.

 

* Pode substituir a laranja (raspa e sumo) por outro citrino. Se gostar, limão e lima funcionam bem, também, sendo que dão um toque mais ácido.

 

Sofia.

Mais Gulinha.

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