Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Gulinha.

Peixe, carne, legumes. Entradas, sobremesas, petiscos. Experiências. Dicas. Erros. Um forno temperamental. Mesas para dois ou para dez. Dias bons, muito bons e assim-assim. A minha cozinha tem de tudo. E é o meu sítio mais feliz.

Peixe, carne, legumes. Entradas, sobremesas, petiscos. Experiências. Dicas. Erros. Um forno temperamental. Mesas para dois ou para dez. Dias bons, muito bons e assim-assim. A minha cozinha tem de tudo. E é o meu sítio mais feliz.

Gulinha.

27
Fev18

Peixinho escondido.

Empadão rico do mar.

 

Adoro experimentar receitas novas (se assim não fosse então é que não fazia mesmo sentido nenhum ter um blog). Por receitas novas entenda-se receitas minhas e receitas de outras pessoas – que, dependendo dos casos, adapto ou sigo à risca.

 

Os blogs (com os seus respetivos Instagrams) são a minha grande fonte de inspiração. É graças a eles que tenho uma lista enoooorme de receitas em espera – tão grande que nem que viva até aos 100 anos consigo experimentar tudo. E todos os dias descubro, sem grande esforço, mais umas cinco para juntar à festa, pelo que... Enfim.

 

Fora os blogs, os canais de culinária também têm o seu lugar. Confesso que em parte já me cansam – sim, os MasterChefs são uma riqueza, e alguns até dão para aprender umas coisas, mas eu perdi um bocadinho a paciência. E depois há aquele problema de os programas serem repetidos e rodados até à quinta exaustão. Não digo que não sejam bons! Mas tudo o que é demais cansa...

 

Ainda assim, fiz questão de ver o «Rudolph's Bakery» de fio a pavio. Pelas receitas (tirei muitas, como por exemplo esta, e todas as que já experimentei são m-e-s-m-o boas) mas também pelas dicas. Deu centenas, ao longo daqueles episódios. Centenas. Coisas simples mas que fazem toda a diferença.

 

Além do Rudolph, sigo também com entusiasmo a Filipa Gomes. Acho-a inspiradora de uma série de formas. E podia ter tudo a ver com a presença dela, com o percurso que fez para chegar ao sítio onde está, com o empenho e a dedicação e o amor que entrega a este mundo das comidinhas (imagino com que esforço e sacrifício, por vezes). Tem a ver com tudo isto, sim. Mas também com o resultado final. Sigo-a porque quero ver o que faz. Porque as receitas dela têm muito a ver com as minhas – isto é, com o tipo de receitas que eu me sentiria inclinada a experimentar mesmo que as encontrasse noutro lugar.

 

Já fiz várias receitas do «Prato do Dia» e (como é o caso da de hoje) do «Cozinha com Twist». Todas deliciosas. Este empadão foi o teste mais recente. Por motivos logísticos (...) tive de lhe fazer uma pequena alteração, mas não correu mal. Pelo contrário! A receita é ótima. Saborosa e reconfortante. Dá algum trabalho? Dá. Dá algumas "voltinhas" até ficar pronta? Dá. Mas é tudo simples de fazer. E vale bem a pena experimentar! Que delícia!

 

Empadão rico do mar.

 

---

 

sep receitas.png

Empadão rico do mar

Receita da Filipa Gomes | «Cozinha com Twist»

Ingredientes [para seis pessoas]:

Para o puré:

1 kg de batatas

500 g de couve-flor

4 c. de sopa de manteiga

125 ml de leite

Sal, pimenta, noz-moscada e queijo parmesão ralado q.b.

Para o "creme" de peixe:

1 alho-francês

500 g de lombo de salmão

500 g de lombo de atum

200 g de camarão inteiro

200 g de miolo de lombinhos do mar

500 ml de leite

4 c. de sopa de manteiga

5 c. de sopa de farinha

200 g de macedónia de legumes

Azeite, cebolinho e sal q.b.

 

***

 

Empadão rico do mar.

 

Para começar, trate de lavar e arranjar as batatas (que vai descascar e cortar em cubos) e a couve-flor (que vai separar em floretes). Coza tudo junto em água temperada com sal.

 

"Nos entretantos", pique um alho francês (ou corte-o em rodelas finas) e leve a refogar com azeite num wok (ou então numa frigideira ou num tacho, desde que sejam grandes). Vá mexendo de vez em quando e, entre mexidelas, corte o peixe em cubos (retire a pele e alguma espinha que apareça), tempere-o com sal e reserve.

 

Coloque os camarões (que já devem estar limpinhos) no copo da varinha mágica, junte o leite e triture. Coe as batatas e a couve e deixe-as a escorrer, para que percam o máximo de água possível.

 

Entretanto, já o alho-francês deve estar no ponto – junte-lhe a manteiga e deixe derreter. Depois acrescente a farinha, mexa e deixe cozinhar um bocadinho (em lume brando, para não pegar). A seguir junte, em várias adições, o "leite de camarão", e vá sempre mexendo. No final terá um molho grosso (e delicioso, já agora – mas aproveite para retificar os temperos).

 

A seguir, junte a este molho a macedónia (bem escorrida), os lombinhos do mar desfeitos com a mão e o peixe. Junte também o cebolinho picado (cortar com uma tesoura diretamente para o molho ajuda muito!), mexa e desligue o lume.

 

Agora, esmague a batata e a couve-flor, juntas, e leve novamente ao lume, com a manteiga, o leite, a noz-moscada, a pimenta e o parmesão (reserve um pouco para o final). Deixe aquecer e vá envolvendo.

 

Por fim, vamos montar o empadão. No fundo do tabuleiro que escolher coloque o creme de peixe, e depois cubra com o puré. Decore como preferir, regue com um fio de azeite, polvilhe com o parmesão que reservou e leve ao forno a 200º C.

 

Quando o empadão estiver douradinho, é só tirá-lo do forno, deixá-lo descansar um bocadinho cá fora e servir.

 

É tão bom! :)

 

Empadão rico do mar.

 

sep notas.png

 

Notas:

* Originalmente a receita leva 400 g de camarão, e nada de lombinhos do mar. Foi aqui que eu tive de improvisar – comprei camarão a menos e percebi isso tarde demais. Por sorte tinha no congelador uma embalagem dos ditos lombinhos... E juro que resultou!

06
Fev18

Que nunca nos faltem os espargos.

Peitos de frango com espargos.

 

Os espargos chegaram cá a casa meio por acaso. E foi uma descoberta tardia – eu sei que há quem os coma habitualmente desde sempre, mas nós estreámo-nos só há coisa de uns dois anos. Vidas...

 

A estreia deu-se num restaurante que adoramos – chama-se A Cabana, fica em Arronches e é um pequeno paraíso gastronómico. Arronches (já agora falo-lhe um bocadinho deste assunto) é seguramente um dos sítios deste país onde melhor se come. Não há restaurante que experimentemos ali e que não seja bom. A comida é sempre deliciosa e bem servida, e a relação qualidade-preço é imbatível. Tudo é ó-t-i-m-o; só que A Cabana tem qualquer coisa que a leva além do ótimo. O espaço, a simpatia do Luís (dono, cozinheiro e anfitrião), o conforto, a hospitalidade, o menu pequeno mas de se perder o juízo... Não sei. Só sei que ir a Arronches e não passar por lá é sacrilégio.

 

(Aparte: não – este post nao é patrocinado.)

 

Bom. Vem isto a propósito de espargos (por incrível que pareça). Há algum tempo – eu diria, sim, uns dois anos –, numa das nossas visitas ao dito restaurante, decidimos experimentar carne (entrecosto, se não me engano) com migas de espargos. E claro que descobrimos (sem grande surpresa, note-se) que espargos é bom. Aqueles, então... Biológicos, colhidos à mão pela família, amarguinhos na medida certa... Enfim. Acho que já se percebeu a ideia. E isso foi quanto bastou para entrarem no cardápio cá de casa.

 

(É claro que aqui, em Lisboa, é um bocadinho mais difícil conseguir os espargos ideais. Mas não é isso que me trava, já se sabe.)

 

Peitos de frango com espargos.

 

Os espargos são, portanto, a estrela da receita de hoje. Descobri-a aqui há tempos no blog do Casal Mistério, mas vem de outro que também sigo – o I Wash, You Dry. A boa notícia é que só precisa de três ingredientes (e mais uns temperos); outra boa notícia é que isto se faz em três tempos. E ainda há mais três notícias boas: esta é uma receita (quase) light, que fica d-e-l-i-c-i-o-s-a e que é muito boa ideia para quem leva almoço para o emprego.

 

Tudo pronto desse lado? ;)

 

---

 

sep receitas.png

Peitos de frango com espargos

Ingredientes [para duas pessoas]:

2 peitos de frango (abertos ao meio)

Sal, pimenta preta, alho em pó, colorau e raspa de limão q.b.

6 a 8 espargos

4 fatias de queijo mozzarella em bola

1 c. de sopa de azeite

 

***

 

Peitos de frango com espargos.

 

Antes de mais, ponha o forno a aquecer nos 220º C.

 

Enquanto o forno aquece, tempere o interior dos peitos de frango com sal, pimenta preta, alho em pó, colorau e raspa de limão. Disponha depois duas fatias de queijo mozzarella em cada peito e por cima coloque três a quatro espargos (não se esqueça de antes lhes cortar os pés). Feche os peitos de frango – palitos ou cordel de cozinha podem ajudar – e tempere a parte de fora com os mesmos temperos que usou no interior.

 

Coloque o azeite a aquecer numa frigideira (se tiver uma em ferro fundido, use-a, porque depois pode levá-la ao forno; se não tiver, use qualquer outra – depois transfere a carne para um tabuleiro). Cozinhe os peitos de frango uns três a cinco minutos de cada lado, até que fiquem douradinhos.

 

Cubra a frigideira com papel de alumínio (ou o tabuleiro, se transferir a carne) e leve ao forno por mais 15 a 20 minutos.

 

Quando o tempo passar, retire a frigideira/o tabuleiro do forno e deixe repousar cá fora por cinco minutos, ainda com o papel de alumínio. (Esta parte é essencial para que a carne fique suculenta – não a salte!)

 

Eu servi, como se vê, acompanhado com arroz selvagem. E fizeram um ótimo par!

 

Peitos de frango com espargos.

 

sep notas.png

 

Notas:

* Eu usei mozzarella em bola. A receita original sugere provolone, que cá nem sempre se consegue encontrar. Mas, se tiver aí outro queijo, vá em frente! Queijo ralado resulta. Aliás: qualquer queijo, em qualquer formato, resulta.

 

Peitos de frango com espargos.

 

30
Jan18

Eis a comida de conforto perfeita para uma noite de inverno.

Chowder de frango. 

Chowder.

 

(Antes de continuar: as fotografias não fazem jus à delícia que isto é. Era de noite, a luz não ajudava... Mas que isso não seja motivo para desmotivação: isto é mesmo, mesmo, m-e-s-m-o bom. Vá por mim.)

 

Chowder é sopa. Mas não é sopa assim como sopinha de legumes, nem como canja. É sopa que serve – se serve! – de prato principal. E chowder é conforto. E sabor. E quentinho no estômago e até no coração.

 

Eu sei. Parece que me deu para a poesia. Mas a culpa disto é dele – do chowder. Ou melhor: primeiro que tudo, a culpa é do Jamie Oliver, que é o autor desta receita (que eu adaptei ligeiramente).

 

Chowders há muitos. Feitos com muitos ingredientes diferentes. Tudo me parece francamente promissor, e hei de experimentar outras receitas. Mas cá em casa adorámos esta! (Como já se percebeu...)

 

Nas versões mais típicas o chowder é uma sopa rica feita com leite, peixe e alguns legumes. Esta versão é de frango. E é – mesmo, mesmo – o prato ideal para uma noite invernosa. Aproveite este frio, que teima em não se ir embora, e experimente! Vai ver que vale a pena, e que o chowder vai passar a ser receita de inverno obrigatória aí em casa.

 

Chowder de frango.

 

---

 

sep receitas.png

Chowder de frango

Ingredientes [para quatro pessoas]:

2 peitos de frangos cortados em cubinhos

2 fatias de bacon picadas

1 alho-francês grande picado

1 cebola grande picada

1 dente de alho grande esmagado

2 c. de sopa de azeite

2 c. de chá de manteiga

2 cenouras médias picadas

2 batatas grandes cortadas em cubinhos

2 c. de sopa de farinha

400 ml de caldo de galinha

400 ml de leite meio-gordo

Sal, pimenta preta e manjericão q.b.

 

***

 

Ideia-chave: corte e pique tudo antes de começar. É essencial para isto fluir. ;)


Num tacho grande deite uma colher de sopa de azeite e cozinhe ligeiramente a cebola, em lume brando, só até ficar macia. Junte depois a manteiga, o alho-francês, o alho, as cenouras, o bacon e o frango. Mantenha o lume baixo e vá mexendo esta mistura até que já não haja pedaços de frango com partes rosadas. Tempere entretanto com sal, pimenta preta e manjericão.

 

Quando o frango estiver no ponto certo, junte a farinha e mexa bem. Depois deite o leite e o caldo de galinha no tacho. Quando o líquido começar a fervilhar, entram as batatas. Deixe cozinhar, a ferver devagarinho, aí uns vinte minutos. Vá sempre mexendo, porque o creme tem tendência a pegar.

 

Assim que as batatas estiverem cozidas, retifique os temperos e sirva o chowder.

 

Chowder de frango.

 

sep notas.png

 

Notas:

*A receita original leva o dobro da farinha. Mas para mim a mistura acaba por ficar demasiado espessa...

23
Jan18

Sol de inverno numa tarte.

Tarte de maçã.

 

Que bom que é fotografar com sol. Eu não percebo nada de nada de nada do assunto, mas que a comida fica logo mais bonita, mesmo sem grandes enquadramentos... Isso fica.

 

Quanto a esta tarte de maçã, também ela é sol. Na mesa e no coração. É linda, douradinha, suave, leve e deliciosa. Fica doce q.b. – nem muito nem pouco. E é tão fácil de fazer! Mas fácil assim do género mais fácil era impossível. A sério. Mesmo quem não faz sobremesas porque isto e porque aquilo pode avançar para esta à confiança. Não tem por onde correr mal! E uma tarte de maçã nunca desaponta... Muito menos esta. Pode bem ser a solução ideal se, por exemplo, vai jantar a casa de alguém e quer levar alguma coisa que agrade a meio mundo e provavelmente a outro meio e que esteja no forno dez minutos depois de pôr o avental. Ou se tem um almoço aí em casa e entre entradas e pratos fica com pouco tempo para "saídas".

 

(E, sendo tarte de maçã, há sempre aquele lado psicológico do "é mais ou menos fruta...".)

 

A receita não é nova. Muito menos é minha. Tem anos e anos e existe, com pequenos "twists", em muitas casas. E em muitos blogs. E em muitos sites. Mas fica aqui, também – mais não seja para que eu nunca a perca, que esta é daquelas que dá sempre jeito ter à mão!

 

Tarte de maçã.

 

---

 

sep receitas.png

Tarte de maçã (rápida e fácil)

Ingredientes:

1 base de massa quebrada ou areada

3 a 5 maçãs reinetas

2 ovos

1 pacote de natas (ou de creme de soja)

3 c. de sopa de açúcar mascavado

Canela q.b.

 

***

 

Tarte de maçã.

 

Antes de preparar a tarte, coloque o forno a aquecer nos 180º C e retire a massa do frigorífico.

 

Descasque as maçãs e corte-as em oito pedaços (ou, provavelmente, mais finas – mas depende do tamanho delas).

 

Numa taça misture bem, mas sem bater, as natas/o creme de soja, os ovos e o açúcar.

 

Coloque a massa numa tarteira e pique o fundo com um garfo. A seguir vai lá colocar as fatias de maçã, bem arrumadinhas (fica bonito e coze tudo por igual). Depois polvilha a maçã com canela (a gosto – eu devo ter usado aí umas duas colheres de sobremesa...) e por cima deita o creme. Se houver pedacinhos de maçã muito "à tona", é pressioná-los ligeiramente, para que não fiquem demasiado tostados.

 

Para evitar que a massa queime (e também para a tarte ficar mais bonitinha) dobre-lhe os bordos para dentro.

 

E está tudo feito! É só levar ao forno até a massa dourar e o creme cozer. Isto vê-se a olho: quando o líquido já não "abanar", está pronto. Uns 25 minutos devem chegar, mas varia muito de forno para forno.

 

Tarte de maçã.

 

sep notas.png

 

Notas:

* Eu usei creme de soja, e a tarte ficou ótima – mas o resultado final é bastante diferente se se usarem natas. Aliás, eu uso creme vegetal quase sempre e acho que nunca notei tanto as diferenças como nesta tarte. Com creme de soja o sabor fica mais suave; com natas, a tarte é mais "gulosa"... ;)

 

* A receita habitual leva entre duas e três colheres de sopa de açúcar branco. Mas eu tenho um amor especial por aquele "travo" do açúcar mascavado, por isso decidi usá-lo aqui. E resultou muito bem.

 

* Dependendo do tamanho da tarteira, pode ser preciso acrescentar mais um ovo e mais meio pacote de natas/creme de soja (e eventualmente mais um bocadinho de açúcar).

16
Jan18

Não diga a ninguém, mas isto é massa com legumes.

Mac & cheese de legumes.

 

É. É mesmo. E é das melhores invenções de sempre, sobretudo para quem tem criançada em casa e passa um tormento para os fazer engolir uma rodela de cenoura que seja. Aqui há cenoura, precisamente. E também há abóbora e couve-flor. E ainda há cogumelos.

 

Além de esta receita de "mac & cheese" meio a fingir (que descobri no BuzzFeed)  ser fácil de fazer – é mesmo –, tem aquele lado feliz de ser comida de conforto com muitos legumes lá pelo meio. Engana-se os miúdos, pois. Mas a verdade é que até nós acabamos por nos deixar enganar! E depois, quando nos lembramos de que isto está cheio de coisas que fazem bem, sentimo-nos ainda melhor.

 

Mesmo tendo um prato de massa à frente.

 

Que leva queijo. "Algum" queijo.

 

Mas também leva cenouras, e abóbora, e couve-flor, e cogumelos! Portanto... ;)

 

Resumindo: muitos legumes, forno ligado (no inverno é tão bom, não é?), conforto e simplicidade. Não podia ser melhor!

 

Mac & cheese de legumes.

 

---

 

sep receitas.png

"Mac & cheese" de legumes

Ingredientes [para seis pessoas]:

450 g de massa cozida (cotovelinhos, espirais, penne, búzios, macarrão, ...)

1 a 2 chávenas de couve-flor (em floretes)

1 a 2 chávenas de abóbora-manteiga (em cubos)

1 a 2 chávenas de cenouras (em rodelas)

200 g de cogumelos shiitake

2 chávenas de leite

2 chávenas de queijo ralado

115 g de queijo creme light

Azeite, sal e alho em pó q.b.

 

***

 

Mac & cheese de legumes.

 

Para começar, há que cozer os legumes num tacho grande e largo. Simples, até aqui (e continua).

 

Enquanto os legumes cozem, pré-aqueça o forno, aí nos 200º C. E aproveite também para saltear os cogumelos num pouco de azeite, temperados com sal e alho em pó. Assim que estiverem prontos, reserve.

 

Quando os legumes cozerem, há que triturá-los – com a varinha mágica, num processador de alimentos, num liquidificador... Onde preferir. Pode ser necessário triturar em duas ou três vezes. Para ajudar, junte meia chávena da água da cozedura.

 

A seguir, deite este creme para o tacho onde os legumes cozeram. Leve a lume médio, médio-baixo, e junte o queijo creme e o leite. Vá mexendo e juntando também o queijo ralado (em duas ou três vezes, para ser mais fácil ir mexendo e deixando derreter). Reserve um pouco, para polvilhar.

 

Assim que o creme de legumes estiver suave, sem pedaços de queijo inteiros, só tem de juntar a massa e os cogumelos e envolver bem. Depois basta passar tudo para um tabuleiro, polvilhar com o queijo que reservou e levar ao forno até gratinar.

 

E está feito! Junte a família à mesa, não diga a ninguém o que usou para fazer aquele molho e aprecie – a massa e os palpites que cada um vai dar. ;)

 

Mac & cheese de legumes.

 

sep notas.png

 

Notas:

* Eu acrescentei cogumelos à receita original para ter ali qualquer coisa além de massa e molho. Não têm de ser shiitake – eu usei desses porque tinha cá em casa, mas pode usar outros. Também pode, em vez de cogumelos, juntar outros ingredientes: pedaços de couve-flor, cenoura e/ou abóbora inteiros, outros legumes, bacon em tiras... Ou pode ainda manter-se fiel à receita original – o creme de legumes, a massa e mais nada. De certeza que é bom na mesma.

 

* Quanto ao queijo ralado, use o que tiver à mão ou aquele de que gostar mais. Só um, uma mistura... Como preferir. (Eu usei emmental.)

 

Mac & cheese de legumes.

11
Jan18

Ano novo, brinquedos novos – e uma receita com um nome giro.

Shakshuka.

 

Pedi brinquedos ao Pai Natal cá de casa. E ele foi, como é sempre, muito generoso. Pedi uma frigideira em ferro fundido (essa coisa linda e retro-vintage que inundou Instagrams, Pinterests e blogs desta vida) e o Pai Natal trouxe; pedi mini-cocottes da Le Creuset e o Pai Natal não trouxe – entusiasmou-se e em vez disso trouxe-me uma cocotte das grandes.

 

Cocotte Le Creuset

 

(E pedi livros de receitas e o Pai Natal trouxe, e não pedi uma balança antiga linda-mas-linda mas o Pai Natal também trouxe...)

 

Ora, como é que se agradecem presentes destes? Com muito amor e com muitas receitas boas!

 

Para o arranque do Gulinha neste novo ano, voltemos ali atrás, à frigideira de ferro fundido. Além de, sim, ser uma das coqueluches (isto ainda se diz?) da Internet, tem a vantagem clara de tudo o que é em ferro: dá para fogão (a gás ou elétrico) e forno. Ou seja, dá para começar uma receita em cima e acabá-la em baixo. (...) E dura uma vida!

 

É verdade que estas meninas têm, pelo menos cá, o problema do preço. Se queremos apostar numa marca que nos ofereça garantias temos de pagar qualquer coisa por isso – sendo que lá fora há ótimas alternativas por bons preços, só que os portes estragam tudo. A sorte foi que, semanas antes do Natal, andava eu por essa Amazon fora a namorar frigideirinhas quando encontrei uma da Kitchen Craft no site espanhol a um preço lindo de morrer. Parecia mentira. E então, lá está, dei a dica ao Pai Natal, explicando-lhe que aquilo era um ótimo negócio. Pronto, e o resto da história já se sabe qual foi...

 

Brinquedo novo, ideias novas. Montes delas. Mas na verdade a estreia da frigideira aconteceu meio por acaso, numa daquelas noites pós-festividades em que não havia sopa feita (fazer sopa no Natal até deve ser pecado) e era preciso desencantar uma ideia simples para o jantar. Meia dúzia de pesquisas por sites e blogs e cheguei à shakshuka. Isso: à shakshuka. E ainda bem que cheguei!

 

Para quem não sabe o que é e se dá bem com o inglês, há este magnífico artigo do The Guardian, que explica tudinho. Mas, resumindo, a shakshuka é um prato com raízes no norte de África e em Israel, que tem como base das bases tomate e ovos. Juntam-se ervas e alguns outros temperos e está feito. Serve, dependendo de onde é feito, de pequeno-almoço, entrada ou prato principal. É tudo cozinhado – e servido – no mesmo recipiente (no caso, na dita frigideira).

 

É bom? Se é! Aliás, é bem melhor do que o que eu esperava. Quer dizer, inicialmente o conceito até me convenceu – caso contrário eu não tinha experimentado. Mas enquanto estava a cozinhar só pensava «então mas isto é molho de tomate com ovos em cima...». Só que não é. Parece, mas não é. É muito mais. E muito melhor.

 

Como fiz isto à experiência, fiquei-me pela versão mais básica (vi várias receitas, e mais uma vez a do Guardian ganhou – de acordo com os entendidos no assunto, reúne todos os essenciais e não vai em nada além deles). E nem sei se me apetece experimentar mais alguma – gostámos tanto, tanto desta!

 

Shakshuka.

 

---

 

sep receitas.png

Shakshuka

Ingredientes [para duas pessoas]:

2 c. de sopa de azeite

½ cebola grande, bem picadinha

3/4 pimento vermelho em cubinhos

1 dente de alho esmagado

1 c. de chá de colorau

1 pitada de cominhos

1/4 c. de café de pimenta-de-caiena

400 g de tomate muito maduro ou em calda

1 c. de sopa mal cheia de açúcar

½ c. de sopa de sumo de limão

2 a 4 ovos

Coentros picados q.b.

 

***

 

Shakshuka.

 

Para começar, aqueça o azeite em lume médio. (Se usar um recipiente em ferro, não se esqueça de o pôr a aquecer aí minuto e meio antes de colocar o azeite.) Junte depois a cebola e deixe-a cozinhar até começar a ficar douradinha. A seguir vai juntar o pimento e deixar refogar mais um pouco. Quando o pimento estiver suave, junte o alho e as especiarias, mexa e deixe cozinhar por mais uns dois minutos.

 

Depois, vai juntar o tomate e desfazê-lo já na frigideira (ou no tacho), com a ajuda da colher, e vai também envolver o açúcar. Baixe o lume o mais possível e deixe tudo a fervilhar (devagarinho, quase nada) durante uma meia horinha. Vá mexendo, para que não pegue, e retifique os temperos.

 

Passada a meia hora, abra espaços neste "molho" (um por cada ovo). Com todo o amor e carinho, para não rebentar a gema, abra os ovos para esses espacinhos. Tempere-os só com um pouquinho de sal e pimenta. Mantenha o lume muito baixo, tape e deixe que os ovos cozinhem por uns 10 minutos – a ideia é ficar com a clara cozinhada e a gema líquida.

 

Assim que os ovos estiverem prontos, apague o lume. Salpique com o sumo de limão e os coentros picados e sirva com pãozinho acabado de torrar.

 

Simples, leve e d-e-l-i-c-i-o-s-o!

 

Shakshuka.

 

sep notas.png

 

Notas:

* A pimenta-de-caiena é, digamos, intensa. Por isso, se não estiver habituado a usar, vá com calma, está bem? Comece por ¼ de colher de café e se lhe parecer bem junte depois mais um pouco. Antes isso do que fazer um petisco todo bonito mas impossível de comer. ;)

 

* Em vez de coentros, pode usar salsa. Ou até experimentar juntar louro ou tomilho. Além disso, há também quem use canela.

 

* Ainda sobre os temperos: eu uso cominhos em doses "homeopáticas". Temos uma relação complicada – falando bem e depressa, tudo o que me sabe a cominhos sabe-me a morcela. E eu gosto de morcela! Não acho é muita piada a comida que não a tem lá pelo meio e que mesmo assim lhe toma o sabor. E os cominhos são muuuuito fortes, já se sabe... Daí que tenha sugerido uma pitada. Ponha a gosto. (Eu só não saltei essa parte porque, visto que estava a experimentar a receita, quis-lhe ser o mais fiel possível... E verdade seja dita que pus tão mas tão poucos que o sabor acabou por nem se notar.)

 

* O tomate, como escrevi lá em cima, é a base das bases. O pimento é a "base número 2" – segundo percebi na receita israelita também é essencial, aliás. Mas a partir daqui vale tudo: batata, feijão, milho, alcachofras, courgete... É correr as internetes desta vida e há ideias diferentes para um mês de refeições.

14
Dez17

Natal e Ano Novo. Mas, antes disso, o livro!

Por várias razões (umas mais felizes que outras), o Gulinha fecha hoje para férias de Natal. Regressa em 2018 – que, espero, será um ano mais feliz, mais tranquilo e de mais conquistas.

 

Mas, antes de ir, quero partilhar aqui uma novidade feliz:

 

As Presidentes – com Chakall

 

O livro! :)

 

2017 foi complicado. Se foi. Ainda está a ser. Mas mesmo os anos mais "confusos" (é melhor ficar-me pelos eufemismos...) têm lá pelo meio – ou mais para o fim, neste caso – coisas boas. Este livro é um orgulho para mim. Todo o processo para chegarmos até ele o foi. Começou em 2016, num desafio de culinária da Président Portugal. Fomos dez semi-finalistas, primeiro, e cinco finalistas, depois. N'«As Presidentes» cozinhámos muito e aprendemos ainda mais. E, além disso, foi um caminho que me tornou – aqui já só posso falar por mim – mais confiante. Pela primeira vez acreditei realmente no meu potencial. Comecei a arriscar mais. Cresci muito, muito. E este livro é em parte o culminar de toda essa caminhada.

 

As Presidentes – com Chakall

 

O As Presidentes – com Chakall sai já amanhã, dia 15. São mais de 100 páginas de receitas deliciosas, fotografias lindas e queijinho – muuuito queijinho. Há entradas, pratos, sobremesas... E até um "Especial Natal", com ideias boas e bonitas para a ceia!

 

As Presidentes – com Chakall

 

O livro é digital e é uma oferta exclusiva para os membros do Clube Président. Quem ainda não está inscrito que se inscreva! Vale a pena por várias razões – sendo este livro, para mim, a mais querida de todas elas. :)

 

As Presidentes – com Chakall

 

---

 

A todos os que por aqui passam, votos de um Natal muito feliz! Que seja doce e quentinho. E, sobretudo, que seja passado dentro dos abraços dos que nos são mais queridos. Não há calor nem aconchego maior.

 

E que 2018 seja o ano das etapas superadas e dos sonhos realizados.

 

Boas Festas! :)

 

Sofia

12
Dez17

Peixinho, coentros e broa de milho. Há lá melhor?

Lombinhos de pescada no forno com maionese de coentros.

 

O frio não dá tréguas (bom, aqui há uns dias até deu) e eu e o meu forno somos (ainda mais) felizes um com o outro assim. A época é de assados, gratinados e afins. Bem sei que com as festividades à porta se calhar agora mais valia apostar em grelhadinhos, e sopinhas, e saladinhas, mas com o gelo que se pôs uma pessoa precisa de qualquer coisa mais aconchegante, não é verdade?

 

A receita de hoje é da tão querida e magnífica Isabel, do Cinco Quartos de Laranja. Faz-se algumas vezes por ano cá em casa. Adoramos. Tudo, diga-se – é deliciosa, fica pronta em três tempos, cheira bem, é uma forma diferente de comer peixe, fica bonita... Além disso, é um prato bom para quando há visitas surpresa, ou para quando temos um jantar em nossa casa mas o tempo para cozinhar não é muito.

 

Guarde esta sugestão com carinho. A sério. Tem tanto de simples como de útil e tanto de útil como de saborosa. À primeira garfada vai logo dar-me razão!

 

Lombinhos de pescada no forno com maionese de coentros.

 

---

 

sep receitas.png

Lombinhos de pescada no forno com maionese de coentros

Receita da Isabel Zibaia Rafael, do blog Cinco Quartos de Laranja

Ingredientes [para duas pessoas]:

4 lombinhos/medalhões/mimos/... de pescada

1 ovo

1 ramo de coentros

1 dente de alho

Sumo de ½ limão

150 ml de azeite

Sal e pimenta branca q.b.

Pão de milho q.b.

 

***

 

Lombinhos de pescada no forno com maionese de coentros.

 

É mesmo fácil. Quer ver?

 

Primeiro que tudo faça uns golpes, não muito profundos, nos lombinhos de pescada, de um lado e de outro, para que o tempero seja absorvido com mais facilidade. Depois, tempere o peixe com sal e pimenta e reserve (pelo menos uma meia hora).

 

A seguir desfaça o miolo da broa de milho, com a ajuda de um processador ou mesmo com as mãos (a logística é menor e resulta na mesma). A ideia não é ficar com pó, mas sim com uma espécie de migalhas grossas.

 

Ligue o forno nos 200º C. Enquanto o forno aquece, aproveite e trate da maionese. Num copo coloque o ovo, os coentros (folhas e talos), o dente de alho, o sumo de limão e o azeite. Tempere com sal e pimenta e triture tudo com a varinha mágica. Prove e se for preciso retifique os temperos. (Se souber muito a alho, não desespere – a coisa disfarça, e muito, depois de o prato ser cozinhado.)

 

Coloque um fio de azeite no fundo do tabuleiro que vai usar. Disponha os medalhões e deite sobre eles a maionese. Depois, polvilhe com a broa... E leve ao forno aí uns 20 minutos.

 

Et voilá!

 

(Vai ver que é delicioso!)

 

Lombinhos de pescada no forno com maionese de coentros.

 

sep notas.png

 

Notas:

* Para acompanhamento, sugiro puré de batata. Legumes salteados, salada ou arroz de legumes também são boas hipóteses.

 

* Não é grande fã de coentros? Bom, a boa notícia é que por incrível que pareça aqui o sabor a coentros não é assim tãããão forte. Mas experimente com salsa. (É a sugestão do costume, eu sei. E não vai ficar igual, obviamente. Mas é uma solução de compromisso...)

 

* Se usar lombinhos congelados, antes de os temperar esprema-os (com delicadeza, vá) entre folhas de papel de cozinha, para retirar o excesso de água que acumulam.

 

Lombinhos de pescada no forno com maionese de coentros.

07
Dez17

Carne quentinha num dia de frio.

Lombinho de porco com moscatel e queijo de cabra.

 

Nestes dias frios, tão frios, tão mas tão frios, que horror de frio que se pôs, tudo é uma desculpa para ligar o forno. Almoço, jantar, umas bolachas para o lanche, um bolo para o pequeno-almoço... Fosse o gás dado e eu passava o dia de forno ligado. (Ainda que nos últimos tempos não me tenha sobrado o tempo que eu gostava tanto de ter para receitas e mais receitas.)

 

Há aquelas alturas em que conseguimos planear ementas para 15 dias. Entre os pratos habituais e as receitas que queremos experimentar têm-se ideias para almoços e jantares num abrir e fechar de olhos. No meu caso, essa parte, a das ideias, não falta. Nunca! O que me falta é mesmo o tempo. O tempo para ir comprar as coisas que não tenho, o tempo para estar umas poucas de horas ali na cozinha... Por isso ultimamente tenho andado muito pelas receitas rápidas e práticas. Uma salada, um peixe no forno, uma carne grelhada... Nada que exija grande investimento de tempo.

 

Os domingos vão sendo (pelo menos por enquanto) a exceção. Não chegam, claro, para experimentar tudo – nem pouco mais ou menos. Mas dão, pelo menos, para aqueles acessos de criatividade que passam por olhar para o congelador, o frigorífico e a despensa e inventar qualquer coisa com base no que se tem em casa.

 

Foi assim que no domingo este lombinho de porco chegou à nossa mesa de almoço. Temperado de véspera com muitas coisas boas e assado com o devido tempo, ficou mesmo, mesmo bom. Suculento, tenro... Delicioso! (E bonito, pois.)

 

---

 

sep receitas.png

Lombinho de porco com moscatel e queijo de cabra

Ingredientes [para duas a quatro pessoas, dependendo do tamanho do lombinho]:

1 lombinho de porco

Queijo de cabra (em "rolo" ou já em medalhões)

Sal, alho, pimenta preta e colorau q.b.

1 raminho de salsa

1 folha de louro

4 c. de sopa de azeite

2 dl de vinho moscatel

3 c. de sopa de mel

Sumo de 1 laranja

1 cebola grande

 

***

 

Lombinho de porco com moscatel e queijo de cabra.

 

De véspera, ou de manhã se o lombinho for para o jantar, trate de temperar a carne. Tire algum excesso de gordura que possa ter e dê-lhe alguns golpes na diagonal, sem cortar até ao fundo e deixando cerca de 1 cm entre cada um.

 

Na taça onde vai deixar o lombinho a marinar, misture duas colheres de sopa de mel com o moscatel, duas colheres de sopa de azeite e o sumo de laranja. Coloque depois nessa taça o lombinho. Tempere com sal, pimenta, alho e colorau. Junte a folha de louro e o raminho de salsa (que pode "rasgar" com as mãos). Envolva tudo muito bem e leve ao frigorífico, com o lado dos golpes voltado para baixo. A meio do tempo, rode a carne, para que tome sabor do outro lado.

 

Quando for altura de pôr o almoço (ou o jantar) em andamento, ligue o forno nos 180º C. Corte a cebola em rodelas e disponha-as no fundo de um tabuleiro. Regue com uma colher de sopa de azeite. Por cima vai pôr o lombinho, com os golpes voltados para cima. Dentro de cada golpe, coloque um medalhão de queijo de cabra (ou meio – depende da profundidade do golpe). Regue com uma colher de sopa de mel e outra de azeite. Junte aí dois terços da marinada e leve ao forno. Uma hora deve bastar. (De vez em quando vá regando a carne com o molho, para que não seque. Se for necessário junte o resto da marinada.)

 

E bom apetite! :)

 

Lombinho de porco com moscatel e queijo de cabra.

 

sep notas.png

 

Nota:

* Se achar o queijo de cabra muito forte, pode usar outro. Ou pode até nem usar nenhum. Ou pode experimentar, por exemplo, colocar meias rodelas de laranja nos intervalos da carne. Também fica ótimo!

(O queijo de cabra tem duas vantagens, aqui: por um lado, aquece mas não derrete; por outro, há uns bocadinhos que acabam por se dissolver no molho e que por isso o deixam com uma textura meeeesmo boa.)

 

Lombinho de porco com moscatel e queijo de cabra.

05
Dez17

Cogumelos: lavo ou não lavo?

Cogumelos.

 

Não.

 

Eu sei, eu sei. No princípio esta ideia também não me agradou nada. Às vezes vêm cheios de terra – e, vindo ou não vindo, a verdade é que uma pessoa está habituada a lavar tudo...

 

Há uma razão para que os cogumelos não se lavem: sabor. Já falei disto há uns tempos, aqui, mas achei melhor dedicar um post só a este assunto.

 

Os cogumelos são como esponjas. Por isso é que quando os cozinhamos eles tendem a absorver aquele molhinho bom e a desfazerem-se na boca, cheios de líquido e sabor. Ora, quando os lavamos, em vez de absorverem tempero absorvem água... Por isso perdem na consistência, no sabor próprio e na capacidade de receber os sabores que hão de vir depois.

 

Mas é verdade que às vezes trazem terra. Muita, até. E como é que isso se resolve? De três maneiras.

 

1. A primeira coisa a fazer é sacudi-los. Vai logo perceber se isso é suficiente para que a terra saia ou não. Normalmente, e lamentavelmente, não é. Se não for, passe para a segunda hipótese.

 

2. Molhe uma toalha de papel, esprema-a e limpe os cogumelos. Sim, um a um. Quando são daqueles pequeninos, ou se são muitos, é dose – eu sei isso tão bem... Mas o que queremos é sabor e por ele tudo vale a pena, não é? (Um mantra culinário por dia...)

 

3. Supondo que os cogumelos têm tanta mas tanta terra que a coisa não vai lá nem com paninhos húmidos (ou supondo que não tem tempo nem paciência para estar a fazer festinhas aos ditos – mas eu não disse isto), a alternativa é abrir a torneira, mas a deitar só-um-fiozinho de água, e passá-los ali, também um a um. Não é muito melhor do que as toalhas de papel, mas a terra sai mais facilmente.

 

Em rigor, a hipótese 3 só se usa mesmo em último caso. Esta conta é simples de fazer: menos água é mais sabor. Ponto. Daí que lavar cogumelos em água abundante seja má ideia. E daí que tê-los de molho seja mais ou menos crime.

 

A maneira que encontrei para facilitar isto – ainda para mais adoro cogumelos – não foi comprá-los em lata. Foi comprá-los frescos, sim, mas avulso. Isso permite-me escolher o tamanho, o que às vezes é essencial, mas sobretudo permite-me escolher os que têm menos terra. É claro que há certas espécies que não se encontram avulso, mas...

 

Outra possibilidade é usar cogumelos desidratados. Já ouvi dizer mil coisas boas sobre eles em termos de sabor, mas ainda não experimentei. Não são baratos, mas lá descobri um saquinho de shiitake aqui há uns tempos. Um dia destes uso-os e logo lhe digo como correu.

 

Cogumelos.

Sofia.

Mais Gulinha.

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Dar sangue. Dar medula. Dar vida.

Arquivo

  1. 2018
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2017
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D