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Gulinha.

Peixe, carne, legumes. Entradas, sobremesas, petiscos. Experiências. Dicas. Erros. Um forno temperamental. Mesas para dois ou para dez. Dias bons, muito bons e assim-assim. A minha cozinha tem de tudo. E é o meu sítio mais feliz.

Peixe, carne, legumes. Entradas, sobremesas, petiscos. Experiências. Dicas. Erros. Um forno temperamental. Mesas para dois ou para dez. Dias bons, muito bons e assim-assim. A minha cozinha tem de tudo. E é o meu sítio mais feliz.

Gulinha.

30
Nov17

Ovo, espinafres, cogumelos. Brunch, almoço, jantar.

Tacinhas de espinafres e cogumelos com ovo.

 

Quando era miúda havia um conceito que me deixava imediatamente aos pulos (de forma literal, talvez, mas sobretudo de forma simbólica): "lanche ajantarado". Sempre que a minha mãe, normalmente a propósito de um aniversário ou de outra data especial, dizia que se ia fazer lá em casa um "lanche ajantarado", toda eu era festa. Além de sempre ter gostado de comer (oh, criança santa!), a ideia de se avizinhar uma tarde de petiscos vários e demorados fazia-me genuinamente feliz. Ainda hoje faz, a bem dizer.

 

Apesar de tudo isto, ainda não aderi ao equivalente matinal: o brunch (que seria mais um "almoço alanchado"). Porquê? Não sei... O facto de eu sofrer de uma espécie de DOC*, que me impede desde logo de me levantar mais tarde do que as 9h30 em 99% dos dias, é capaz de ter parte da culpa. Levantar tarde? Saltar esses momentos tão definidos que são o pequeno-almoço e o almoço e misturar os dois? Então e as horas das refeições? Vou acabar por atrasar o dia todo. Uma coisa é não ter horas a partir da tarde; outra é não as ter durante a manhã, quando ainda há praticamente um dia inteiro pela frente.

 

(Sim. Eu sou maluca. Corro quase tanto no dia de semana mais atarefado como num domingo em que não se passa nada. Mas horários são horários, caramba... Almoçar às quatro, por exemplo, é coisa para a qual eu não trouxe software instalado.)

 

Bom. Passando à frente esta pequena introdução biográfica... As tacinhas. As magníficas tacinhas. As tacinhas que fazem parte do menu cá de casa desde que as experimentámos. As tacinhas para as quais comprámos as primeiras loiças a dois.

 

Porque é que isto é tão bom? Porque tem espinafres. E cogumelos. E ovo. E porque se pode pôr no pão ou comer assim. E porque cheira bem. E porque, passadas algumas primeiras eventuais dificuldades, é fácil e rápido de fazer. E também, sim, porque é bom para um brunch mas também para o almoço ou para o jantar. Ah, e porque é versátil – eu mudei boa parte dos ingredientes da receita original (que é uma criação do Henrique Sá Pessoa).

 

Resumindo: nesta receita é tudo bom. Experimentem, testem, alterem... Se não sair perfeita da primeira vez, não desistam! Vale a pena tentar, tentar e voltar a tentar. Cá em casa não foi fácil mas depois atingir "o ponto"... Ai! :)

 

Tacinhas de espinafres e cogumelos com ovo.

 

*DOC - distúrbio obsessivo-compulsivo.

 

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Tacinhas de espinafres e cogumelos com ovo

Ingredientes [para duas pessoas]:

1 molho (grande) de espinafres

200 g de cogumelos (use os que preferir ou os que tiver aí em casa)

75 g de bacon em tiras ou cubos

½ cebola grande picada

1 dente de alho picado

Azeite, sal, pimenta, tomilho fresco e piri-píri q.b.

2 ovos

Queijo ralado q.b.

Pão q.b.

 

***

 

Para começar, lave os espinafres e arranje os cogumelos (se forem muito pequenos, podem ficar inteiros; caso contrário, corte-os a meio ou em quartos).

 

A seguir, num wok, numa frigideira ou num tacho vai colocar azeite a aquecer. Quando estiver quente, junta a cebola e o bacon. Deixa fritar um bocadinho e a seguir junta também os cogumelos, as folhas de tomilho e o alho picado (mesmo bem picadinho). Vá salteando e ao fim de uns cinco, dez minutos junte os espinafres. Tempere com sal, pimenta e piri-píri a gosto.

 

Enquanto os espinafres reduzem, aproveite para untar duas taças (para doses individuais) com um pouco de azeite e coloque o forno a aquecer nos 180º C. (Espreite as notas, por favor.)

 

Quando a mistura de cogumelos e espinafres estiver pronta, distribua metade por cada tacinha. A seguir abra, com-muito-cuidado, um ovo para cada taça. Tempere os ovos com sal e leve as taças ao forno, aí uns 10 a 12 minutos.

 

Quando a clara estiver branca e cozinhada (no fundo isto são ovos escalfados no forno), ponha as tacinhas cá fora, polvilhe-as com o queijo ralado e sirva logo, ainda quentinho, com uma fatia de pão a acompanhar.

 

Bom apetite! :)

 

Tacinhas de espinafres e cogumelos com ovo.

 

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Notas:

* A questão do forno é... Bicuda, vá. Aqui indiquei os "valores" da receita original – 180º C, 10 a 12 minutos. Acontece que no meu forno, que é a gás e que só tem calor em baixo, isto não resulta. De todo. Se fizer assim, passados os 10 minutos tenho a gema seca e a clara crua. Por isso encontrei – depois de várias tentativas, lá está – outra solução: forno baixo (130º C, mais ou menos) e aí uma meia hora. Não é tão rápido, claro, mas é a forma que resulta aqui em casa.

 

* Quando puser os espinafres nas taças, alise-os o mais que puder. Quanto menos arestas houver em baixo menos hipóteses há de a gema se abrir. De resto, é mesmo uma questão de alguma sorte e alguma técnica... Deite o ovo devagarinho e o mais em baixo que conseguir.

 

* A receita original leva queijo da ilha. Mas pode alterar – se não gostar, ou se preferir usar outro, ou se tiver outro aí em casa, vá em frente. E o mesmo vale para os ingredientes. Eu substituí chouriço por bacon e tomate seco por cogumelos, porque prefiro assim. Vá experimentando combinações!

 

Tacinhas de espinafres e cogumelos com ovo.

28
Nov17

Sem esperar descobri que eu é mais risottos.

Risotto de pato e cogumelos.

 

Quando 2017 chegou (como é que já está quase a acabar?...) fiz duas resoluções culinárias: comermos muito mais legumes cá em casa e atirar-me sem medos a risottos.

 

A primeira foi alcançada logo. Desde janeiro até agora. Sempre comemos legumes, mas este ano eles ganharam um lugar – "o" lugar, por assim dizer. Porque faço pratos vegetarianos com alguma frequência, sim, mas sobretudo porque ultrapassaram massas, arrozes e quaisquer outros acompanhamentos. Não me canso de dizer: os legumes são deliciosos, bonitos, saudáveis e versáteis. Há para todos os gostos e há sempre mais uma forma de os cozinhar. (Além de tantos e tantos se comerem crus, claro.)

 

Quanto à segunda resolução... Essa demorou mais. Não por falta de vontade mas por falta de tempo. Ali até meio, mais ou menos (um pouco mais, na verdade), este ano foi muito intenso para mim (e "intenso" é quase eufemismo). Pouco tempo me sobrou – para a vida além do trabalho em geral e para a culinária em particular. Ora, tendo em conta que ouvia sempre falar de risottos como sendo complicados, difíceis, cheios de subtilezas... Enfim. Digamos que eu não tinha lá grande espírito para sagas, e por isso a coisa foi sendo adiada.

 

Quando tudo acalmou um pouco, e depois de completamente por acaso ver uma receita de risotto do Jamie Oliver, achei que estava na altura de me aventurar. Comprei arroz arbóreo... E lá fui eu.

 

Comecei precisamente por essa receita do Oliver. Não a deixo aqui por enquanto porque não tenho fotografias que lhe façam jus (aliás, para mim risotto é coisa particularmente difícil de fotografar...). Mas o que posso dizer sobre essa minha primeira tentativa é que correu tão bem ou tão mal que ao fim de duas semanas a fiz outra vez, após pedido expresso e encarecido.

 

Ultrapassada que estava a história do "fazer risotto é uma aventura", a receita seguinte já foi feita a olho e toda como a minha cabeça mandou. Dias antes tinha feito pato no forno e tinha guardado a água de o cozer. Tive pena de deitar tanto sabor fora e de repente ocorreu-me fazer um risotto... Precisei de comprar mais carne e miúdos, mas caldo tinha que chegasse e sobrasse. Juntei-lhe uns "pós"... E fiz magia! Garanto que é das melhores coisas que saíram desta cabeça. Fica absolutamente delicioso. A consistência dos cogumelos ali no meio é indescritível. E o pato dá uma goma extra à água e ao arroz que torna este risotto ainda mais cremoso do que os risottos habituais.

 

Faça isto aí em casa. Por favor. Não imagina o que está a perder... É bom mas bom mas bom!

 

Risotto de pato e cogumelos.

 

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Risotto de pato e cogumelos

Ingredientes [para quatro pessoas]:

400 g de carne de pato

275 g de miúdos de pato

125 g de cogumelos shiitake

125 g de cogumelos pleurothus

1 tira de bacon (30 g, aproximadamente)

300 g de arroz arbóreo

1,5 a 2 l do caldo de cozer o pato

3 cebolas grandes

3 dentes de alho

1 folha de louro

Sal, pimenta preta, cravinho e azeite q.b.

150 ml de vinho tinto

1 laranja

30 g de grana padano (ou parmesão) ralado

1 noz de manteiga

 

***

 

De véspera (sim, esta receita começa no dia anterior...) coloque o pato (carne e miúdos) na panela de pressão. Cubra com água, tempere com sal e pimenta preta e junte dois dentes de alho, a folha de louro, uma cebola e cabeças de cravinho (eu usei umas cinco). Tape a panela de pressão, leve ao lume e, quando começar a ferver bem, conte 20 minutos. Passado esse tempo, desligue o lume.

 

Retire o pato da panela e reserve a água da cozedura (coada). Deixe-a a arrefecer e leve-a ao frigorífico de um dia para o outro. (Lá em baixo, nas notas, isto está explicadinho.) Quanto ao pato, pode desossá-lo e desfiá-lo nesta altura ou no dia seguinte.

 

Quando for hora de preparar o risotto, leve ao lume um tacho grande com azeite, duas cebolas picadas e um dente de alho também picado. Enquanto a cebola refoga, corte a fatia de bacon em tiras e arranje os cogumelos. Os shiitake podem ficar inteiros, se forem pequenos (caso contrário corte-os em metades ou em quartos, dependendo do tamanho); quanto aos pleurothus, desfie-os com as mãos, não muito finos.

 

Quando a cebola estiver translúcida, junte os cogumelos e as tiras de bacon e salteie. Assim que os cogumelos começarem a quebrar, adicione a carne de pato desfiada, envolva e deixe saltear mais um bocadinho (para tudo receber sabor de tudo).

 

"Nos entretantos", trate do caldo. Retire o excesso de gordura, coloque numa panela e deixe que levante fervura – mas que ferva devagarinho, porque não queremos que a água evapore.

 

Voltando ao pato e aos cogumelos, encoste-os a um lado do tacho e do outro lado deite o vinho. Mexa e raspe bem tudo o que estiver colado ao fundo ou aos lados – é sabor que se ganha.

 

Assim que o vinho evaporar, é altura de colocar o arroz no tacho e mexer. Deixe fritar aí durante uns dois minutos, mexendo uma ou duas vezes... E depois avance para a saga do caldo.

 

(Já sabe que a partir daqui não pode fazer mais nada. Eis um bom pretexto para outra pessoa pôr a mesa, por exemplo.)

 

Deite uma concha de caldo no tacho. E misture. E misture. Quando evaporar, deite outra concha. E misture. E misture. E vai ser assim concha após concha, até que o arroz esteja cozido. Vá provando, para ver quando está pronto. Não desespere – se nunca fez risotto, no início vai-lhe parecer que nunca na vida o arroz vai cozer. Mas ele coze! E é essencial que não passe do ponto – caso contrário, em vez de risotto fica com papa.

 

Quando o arroz estiver cozido, junte sumo de laranja (a gosto), o queijo e a manteiga e misture (outra vez...). Depois, sirva de imediato, decorado com mais um pouco de queijo e raspas de laranja.

 

Vai ver: é MESMO bom!

 

Risotto de pato e cogumelos.

  

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Notas:

* Pode cozer o pato no mesmo dia? Pode. Mas há uma razão simples para o cozer de véspera. O pato larga muita gordura quando coze. Se o cozer no dia, essa gordura vai toda para o risotto – o que não é bom por diversos motivos. Já se o cozer de véspera, para pode levar o caldo ao frigorífico, a história é outra: no dia seguinte a maior parte da gordura vai estar solidificada e "à tona". Basta tirá-la com uma colher. Et voilà! Problema do excesso de gordura resolvido.

 

* Se preferir pode não colocar bacon. Eu usei porque tinha cá em casa. Dá um gostinho extra aos cogumelos, é claro... Mas é opcional.

23
Nov17

Vivam os caldinhos caseiros!

Caldo de legumes caseiro

 

Nunca esta casa viu caldos de compra. (Bom, ou se viu não fui eu que os comprei.) Não me passa pela cabeça comprar tal coisa. Em casa dos meus pais nunca se usou e eu, filha linda, decidi ir pelo mesmo caminho. Se é preciso caldo, faz-se caldo. Pronto, é verdade que isso pode exigir algum planeamento extra, ou um tempinho a mais na cozinha. Mas nem uma coisa nem outra são um problema para mim – além de que o sabor e o saber o que estou a comer compensariam sempre qualquer esforço.

 

Ainda para mais, os caldos são muito fáceis de fazer. Se me disserem que compram massa folhada ou quebrada já feita eu juro que entendo. Eu própria faço isso. Aliás, um dia ouvi a Filipa Vacondeus (...) dizer que comprava as massas todas e a partir daí senti paz culinária quanto a essa opção. E também entendo que comprem os caldos, claro! (Embora o trabalho que dá fazer caldo e fazer massa folhada nem se compare...)

 

Uns dos caldos que fiz nas últimas semanas foi este, de legumes. Não tem mesmo nada que saber e dá um sabor bom, mas mesmo b-o-m, àquilo para que o utilizem. (Este foi para um risotto.)

 

Da próxima vez que precisar de um caldinho de legumes, experimente lá fazer este... Pense nisso um dia antes, para ter tempo de comprar as coisas. Mas tente. No final, vai ver que a hora e meia extra de fogão ligado vale a pena!

 

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Caldo de legumes caseiro

Ingredientes [para 4 litros de caldo]:

8 litros de água

3 bons talos de aipo

1 talo grande de alho francês

3 a 4 cenouras grandes

1 cebola grande

Sal q.b.

1 raminho pequeno de salsa

1 dente de alho pequeno

 

***

 

Claro que a preparação disto se explica em duas linhas. Leve a água a ferver. Lave e corte os legumes em pedaços. Junte tudo à panela, com um nadinha de sal, e quando levantar fervura baixe o lume e conte hora e meia. Vai ferver sempre em lume brando e sem tampa.

 

No final, basta coar o caldo e usar – ou guardar no frigorífico ou no congelador.

 

Caldo de legumes caseiro

 

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Notas:

* O sal é quase simbólico. Tudo vai depender do uso que depois der ao caldo; por isso, pela certa, ponha mesmo pouco. Depois ajusta na outra receita.

 

* O mesmo vale para o alho e para a salsa. Ervas e alho dão sabores muito fortes ao caldo. A ideia é haver um ligeiro aroma e nada mais. O que se quer, aqui, é o gosto dos legumes.

 

* Pode (e deve) guardar os legumes que cozeu. Gaste-os depois numa sopa! (Ainda assim, se guardar o aipo talvez seja boa ideia tirá-lo da sopa antes de a passar. Na maioria das vezes deixa mesmo muito fio.)

21
Nov17

Legumes no forno. Sol na mesa e no prato.

Batatas-doces, abóbora, castanhas e laranja – tudo assadinho no forno.

 

No último post contei a história de um almoço de domingo bem bonito (e bom!). Aquele pato assado no forno, de facto... Coraçãozinho para ele. ;)

 

Na altura prometi que depois falaria do acompanhamento: batatas-doces, abóbora e castanhas, tudo assadinho no forno. Nada mais simples nem mais saudável. E além disso fica bem bonito!

 

(Aparte: a cozinha é muito dada aos laranjas, não é? Pelo menos a minha. Apercebi-me disso depois de criar a conta de Instagram do Gulinha. Laranja por todo o lado... Eu bem tento evitar, ou pelo menos intercalar cores, mas não há hipótese. Nesta casa come-se muito em tons laranjas.)

 

Bom. Voltando ao acompanhamento... Fica lindo, sim. Com um ar rústico, simples e despreocupado, e lá dentro cheio de sabor. Para mim, encaixa especialmente bem se acompanhar carnes assadas ou grelhadas.

 

A receita não vai ter quantidades porque se faz ao gosto e à medida de cada um. Aliás, na verdade é quase exagero chamar a isto "receita"... É uma ideia para gastar legumes (e afins) que tenha aí em casa e para variar nos acompanhamentos. E ainda para mais fica linda, pois!

 

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Batatas-doces, abóbora, castanhas e laranja – tudo assadinho no forno

Ingredientes:

Batatas-doces (da cor que tiver ou que preferir; eu usei brancas e laranjas – lá está...)

Laranja (rodelas e sumo)

Castanhas congeladas

Abóbora-manteiga

Sal, pimenta preta, tomilho fresco, alho em pó, colorau e azeite q.b.

 

Batatas-doces, abóbora, castanhas e laranja – tudo assadinho no forno.

 

***

 

Nada mais simples. A sério.

 

Pré-aqueça o forno aí nos 200º C e enquanto isso trate de arranjar as batatas e a abóbora. Quanto às batatas, lave-as bem, com a ajuda de uma escovinha, e corte-as em cubos ou rodelas grossas (depende muito do formato das ditas); quanto à abóbora, corte-a de forma a que fique em "gomos", ou em meias-luas.

 

Deite as batatas e a abóbora num tabuleiro. Junte também as castanhas e umas rodelinhas de laranja. Tempere, regue com um fio de azeite e um pouco de sumo de laranja e agite, para o tempero agarrar bem a todos os pedaços.

 

Batatas-doces, abóbora, castanhas e laranja – tudo assadinho no forno.

 

Leve ao forno até que tudo esteja bem cozinhado. E sirva quentinho.

 

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Notas:

* Se quiser pelar castanhas em vez de usar congeladas, vá em frente! Eu usei congeladas porque tinha ali um resto. E ainda para mais eram ótimas! Pequeninas e docinhas. :)

 

* A abóbora-manteiga é das melhores para este tipo de receitas. Se tiver outra, experimente – mas não garanto que fique com a textura que se pretende...

 

* Invente à vontade nos temperos. Nas ervas, nos pós... É ao gosto do freguês. Mesmo.

 

* Quanto às batatas-doces: se usar mais do que um tipo, controle a cozedura com especial atenção. É que batatas de cores diferentes podem não cozer à mesma velocidade... Pode ter uma pronta e a outra ainda nem a meio caminho. Já agora: habitualmente a batata-doce laranja cozinha-se um pouco mais depressa.

 

Batatas-doces, abóbora, castanhas e laranja – tudo assadinho no forno.

16
Nov17

Pato, assadeira de barro e um domingo feliz.

Pato assado com laranja.

 

O domingo passado foi dia de almoço cá em casa. Éramos só três, nós e a minha mãe, mas isso não importa – se eu até para dois invento que me farto, imagine-se quando vem mais alguém!

 

A minha assadeira de barro está cá desde setembro. Bendita Feira da Luz, que me resolve os problemas logísticos da cozinha como mais nenhum lugar. O meu tachinho de barro veio de lá. Já tem uns quatro anos. É tão bem tratado que ainda não se partiu. Quanto à assadeira, estreei-a precisamente no domingo. Não levou tratamento nenhum (há quem deixe a loiça de barro de molho uns dias antes de a usar pela primeira vez) e passou no teste com distinção.

 

Cozinhar em barro é toda uma experiência. Pede um pouco de cuidado, é verdade, mas nada que não se faça – mesmo! E o que se ganha em sabor é tanto mas tanto que compensa aquele bocadinho de atenção extra que temos de dar ao refogado, ou ao assado, ou ao que seja. O cheiro do barro ao lume não tem descrição possível. E a comida que ali se faz... Enfim. Se eu pudesse acho que cozinhava sempre em barro.

 

Mas voltando ao almoço... Patinho. Porque eu adoro pato, porque tinha saudades de comer pato com laranja e porque a assadeira já merecia a estreia. E, como os domingos são dias em que tudo pode demorar mais um pouco a fazer-se, foi um domingo que escolhi para pôr este plano em prática.

 

A casa ficou quentinha, graças ao forno; já nós ficámos de estômago e coração aconchegados. Que coisa tão boa!

 

Pato assado com laranja.

 

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Pato assado no forno com laranja

Ingredientes [para duas a três pessoas]:

½ pato do campo

1 cebola

3 dentes de alho

5 cabeças de cravinho

1 folha de louro

Sal e pimenta preta q.b.

2 a 3 laranjas

Azeite e vinho branco q.b.

 

***

 

Pato assado com laranja.

 

Porque a carne de pato tem os seus "quês" (e também os seus "quás"), há que começar por cozê-la. Ponha a metade do pato na panela de pressão, com a cebola (cortada a meio), os dentes de alho (com casca e tudo), a folha de louro, as cabeças de cravinho e sal e pimenta a gosto. Cubra o pato com água, feche a panela e leve ao lume. Depois de começar a ferver bem conte 20 minutos. Passado esse tempo, apague o lume. Quando todo o vapor sair, abra a panela e retire o pato. (Guarde a água da cozedura – já lá vamos.)

 

Ponha o forno a aquecer aí nos 190º C. Enquanto isso, parta o pato em duas ou três partes. No fundo da assadeira ou do tabuleiro que for usar coloque um fio de azeite, e depois disponha o pato, com a pele voltada para cima. Salpique com vinho branco e regue com o sumo de uma laranja e com mais um fio de azeite. Nos intervalos dos pedaços de pato, coloque rodelas de laranja cortadas em meias-luas.

 

Leve ao forno até o pato estar bem tostadinho. Se começar a secar, vá regando com um pouco do caldo de cozer o pato. Mas atenção! Se estiver a usar uma assadeira de barro e a água estiver fria, ou só morninha, aqueça-a um pouco no microondas, antes. Caso contrário, já sabe: líquido frio em barro quente... E era uma vez uma assadeira.

 

Assim que o pato estiver tostado, pode retirar do forno e servir. Cá em casa o acompanhamento foi uma mistura de batata-doce, abóbora e castanhas. Tudo assado no forno, também (a receita está aqui).

 

Bom apetite! E bons almoços de família. :)

 

Pato assado com laranja.

 

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Notas:

* Se não encontrar pato do campo, que seja do outro. Mas é que o do campo, além de ser mais saudável, é MUITO mais saboroso...

 

* Ainda está para vir o post em que digo tudo o que sei (que é poucochinho, note-se) sobre cozinhar em barro. Mas não está esquecido! Seja como for, a nota mais importante está ali em cima, na receita: deitar líquidos frios em barro quente são nove décimos de caminho andado para o barro partir. E a meio da cozedura, ainda para mais... Não queremos isso. O especial cuidado é mesmo esse, portanto – se tiver de juntar algum líquido, aqueça-o primeiro.

 

* Não deite o caldo que sobrar fora. Use-o como caldo de carne. Pode congelar, se quiser. Eu usei-o para fazer um risotto de pato e cogumelos... (Que, deixe-me que lhe diga, ficou d-e-l-i-c-i-o-s-o.) Partilho a receita um dia destes!

14
Nov17

Um snack de grão pode não parecer viciante. Mas é!

Snack de grão crocante.

 

Grão. Um snack de grão. Caseiro. Saudável. Facílimo de fazer. E rápido, também, se o forno ajudar.

 

Não sei se esta ideia lhe parece estranha. A mim, há coisa de um ano, havia de parecer. Porque grão... Enfim. Em miúda era coisa a que não achava gracinha nenhuma. Já crescida, poucas vezes comi, e também verdade se diga que nunca lhe dei lá muita atenção. Mas aqui há uns anos eu e o grão ficámos amigos. Tudo começou pela sopa – e começou muito bem, porque fizemos as pazes logo à primeira colherada. Mas em que mundo terei eu andado até àquela altura?

 

Episódios biográficos à parte, a verdade é que hoje eu e o grão damo-nos bem. Aqui há tempos descobri o húmus e tenho feito umas experiências; outra experiência que fiz foi este snack. Não vou dizer que correu bem à primeira, porque não correu (ui!). Nem que correu bem à segunda, porque também não correu. Mas à terceira foi de vez! Fiz os ajustes todos e finalmente cheguei ao ponto certo: grãos crocantes, bem temperadinhos e deliciosos.

 

(Lá em baixo, nas notas, está tudo explicado – o que fazer e o que não fazer para a coisa correr bem e sem acidentes.)

 

O que é que se faz com isto? Bom, desde logo faz-se um snack. (Ainda para mais isso é inevitável, pelo menos comigo – mal os tiro do forno começo logo a "roer", mesmo que tenham outro destino.) Mas são ótimos para pôr em saladas ou para juntar à sopa (já no prato, como se faz com as sementes). Isto é bom de qualquer maneira. Resumidamente, é isso.

 

Snack de grão crocante.

 

Se tem aí em casa grão para cozer, ou um frasquinho ou uma latinha de grão, experimente lá fazer este petisco. Garanto que os cinco minutos que leva a preparar (fora o tempo de forno, claro) não são mal empregados. Muito pelo contrário! Tem aqui uma bela alternativa a pipocas. E bem mais saudável... ;)

 

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Snack de grão crocante

Ingredientes:

Grão cozido

Sal fino, pimenta preta, alho em pó, colorau, noz-moscada, açafrão e canela q.b.

Azeite q.b.

 

***

 

Snack de grão crocante.

 

Nesta receita não pode haver quantidades. É mesmo ao gosto de cada um... (E isso começa logo nas especiarias – use as que preferir! Eu desta vez usei as que estão ali, nos ingredientes. Mas da próxima vez logo se vê.)

 

É muito, muito fácil. Para começar, ponha o forno a aquecer nos 180º C. Depois, coloque o grão num tabuleiro de ir ao forno, junte-lhe os temperos, regue com um fio de azeite e envolva tudo muito bem (para todos os grãos ficarem temperados).

 

Cubra bem o tabuleiro com papel de alumínio – por-favor-não-salte-esta-parte (e aqui "saltar" é o verbo certo – espreite as notas). Faça uns furinhos no topo, com a ajuda de um palito, só para que o ar circule.

 

Leve ao forno por uns 20 minutos. Passado esse tempo abane bem o tabuleiro, para dar uma volta aos grãos, e volte a colocar no forno. Deixe passar aí mais uns dez minutos. Depois tire o tabuleiro cá para fora e destape-o, para ver qual é o ponto de situação. Se estiverem douradinhos (assim um dourado para o escuro...), estão bons. Se não estiverem, deixe-os ficar mais um tempinho no forno. Sempre tapados! Vá vendo e controlando (e abanando, se for o caso), até lhe parecerem prontos.

 

E está feito! É só começar a "roer", como eu. Ou então juntar à salada (deixe-os arrefecer, nesse caso) ou à sopa.

 

Depois diga-me se correu bem! ;)

 

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Notas:

* Aquela parte do papel de alumínio é m-e-s-m-o importante, porque o grão salta. Mas é que salta muito. E para todo o lado. Os grãos a aquecer parecem pipocas – na verdade acho que em termos de estoiro ainda conseguem ser um bocadinho piores.

A primeira receita que vi de um snack deste género sugeria que se cozinhassem os grãos na frigideira, salteados num fio de azeite. Escusado será dizer que quando experimentei houve grão "explodido" por metade da cozinha. E o que não explodiu ficou mirradinho e sem ponta de graça.

Na segunda tentativa já levei os grãos ao forno. Mas fui tontinha! Quer dizer, a ideia do forno não foi má – mas é claro que os grãos também explodiram... Um bocadinho menos, é certo, mas mesmo assim cheguei ao fim com uma série deles no fundo do forno, já rebentados. E para a coisa não correr ainda pior tive de os tirar antes de estarem "no ponto".

Daí que o papel de alumínio seja essencial. O que saltar salta lá dentro e fica lá dentro. Não há desperdício nem sujidade. Nem sustos! Sim, porque aqueles "estrondinhos"...

 

* O tempo de forno vai variar muito, consoante o forno em si e a quantidade de grão. Eu fiz aí umas seis a oito colheres de sopa mal cheias (com o calor os grãos encolhem). Mas se a ideia for uma dose maior pode ser preciso mais tempo.

 

Snack de grão crocante.

10
Nov17

E assim matei o frio e os desejos de salmão.

Empadão de salmão com legumes e batata-doce.

 

O frio chegou. Veio depressa e forte. Em menos de nada passámos das sandálias para as botas, do pijama de alças para o pijama polar e das noites amenas para os dias de nariz frio a pontos de cair. Quanto a si não sei, mas eu sinto que em três dias passámos do pico do verão para o inverno rigoroso. Que há uma semana estavam 38 graus e agora estão 3,8. Que isto foi tudo muito rápido, muito de repente.

 

Bom. Passando à frente este breve intróito meteorológico (o tempo é sempre um bom desbloqueador de conversa), e enquanto tenho uma sopinha quentinha a fazer-se ali ao lume, vou contar a história do almoço de ontem. Conta-se depressa, na verdade (seja como for, a sopa está quase pronta).

 

É verdade que me ando a dar mesmo mal com este frio. Eu, que nem sou friorenta, vivo gelada de manhã à noite (vá – ontem sempre aqueci um bocadinho, entre a roupa que engomei e as coisas que "se deram" na cozinha). Mas o frio tem aquele lado aconchegado (nem que seja em mantas...) e convidativo de se poder ligar o forno sem ter receio de que a casa se transforme também ela num forninho. Frio pede o forno ligado, e acima de tudo pede comida de forno. Comida quentinha, que cheira bem, que sai dali a fumegar e que nos aquece logo desde a primeira garfada.

 

Era mesmo, mesmo isso que me andava a apetecer fazer. E ao mesmo tempo andava há dias com uma vontade doida de comer salmão. Pareciam aqueles apetites de sushi repentinos e violentos que se têm (tem quem gosta, claro). Juntando o útil ao agradável, lá pus mãos à obra para fazer qualquer coisa parecida com um empadão de salmão.

 

Empadão de salmão com legumes e batata-doce.

 

Imaginei que muito mal não podia correr. Salmão, legumes e batata-doce soava a aposta ganha. E a verdade é que eu tinha razão. Ficou TÃO bom... Tão leve, tão saboroso... Foi um êxito tal que prometi que vai passar a ser receita habitual cá em casa. Confortou-nos o estômago e o coração! A sério!

 

Aí em casa, quando faltarem ideias para inovar com o salmão, experimente esta. Com um pouco de organização faz-se rapidamente. É saudável... E vai ver que vai adorar!

 

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Empadão de salmão com legumes e batata-doce

Ingredientes [para quatro pessoas]:

800 g de salmão (limpo de peles – se as quiser tirar – e espinhas)

600 g de batata-doce

500 g de brócolos (em floretes)

180 g de espinafres

½ cebola

Azeite, alho, sal, pimenta branca e ervas-finas q.b. (para o salteado)

Sal, pimenta preta, alho e mel q.b. (para a marinada do salmão)

200 ml de creme de soja

Parmesão (ou grana padano, ou semelhante) ralado q.b.

 

***

 

Empadão de salmão com legumes e batata-doce.

 

A chave para esta receita se fazer de forma rápida é organização. Por isso comece por arranjar tudo o que vai utilizar. Descasque as batatas e, se for necessário, corte-as a meio; lave bem os brócolos e separe-os em floretes; lave e arranje os espinafres; e parta o salmão em cubos (com as mãos fica melhor, mas cuidado para não amassar o peixe nem o deixar desfiado – a ideia é ter mesmo cubinhos, aí de 1x1 cm).

 

Nesta altura deixe logo o salmão a marinar: tempere com sal, alho, pimenta preta e mel (aí um terço de chávena de café é suficiente). Envolva bem e reserve.

 

Agora que já tem tudo arranjado, vai pôr uma panela com água e sal ao lume para semi-cozer os brócolos e outra para escaldar (ou pouco mais) as batatas-doces. Quando a água das panelas ferver, junte a uma os brócolos – que vão cozer aí uns quatro minutos, até ficarem mais tenros mas não totalmente cozidos – e à outra as batatas – vá controlando com um garfo, mas lembre-se que a ideia é só amolecê-las ligeiramente. Depois vai cortá-las já cá fora, e isso ajuda.

 

Quando as batatas estiverem prontas, escorra-as bem e corte-as em palitos. Depois, corte os palitos a meio, de forma a que fiquem (sensivelmente, claro) aí com uns 2 cm de comprimento. Entretanto, não se esqueça dos brócolos: assim que estiverem prontos, escorra-os e reserve – destapados, para não ficarem amarelos!

 

Numa frigideira, ou num tacho médio, aqueça azeite e junte a cebola em meias-luas e o alho picado. A seguir leve os brócolos a saltear, com um pouco de pimenta branca e de ervas finas. Quando estiverem prontos, retire-os do lume. No mesmo tacho (ou frigideira) coloque mais um pouco de azeite e salteie os espinafres (temperados com sal e alho picado). Não deixe que "mirrem" totalmente. Dois minutinhos e estão ótimos.

 

Entretanto, ponha o forno a pré-aquecer nos 180º C.

 

Agora basta montar o empadão e levar ao forno. Unte o recipiente que vai usar e no fundo disponha os brócolos e os espinafres, misturados. Regue com um quarto do creme de soja e polvilhe com um pouco de queijo. Por cima coloque, numa camada uniforme, o salmão, e repita – um quarto de creme e um pouco de queijo. Finalmente, vai colocar as batatas, que no fim irá regar com o meio pacote de creme que ainda tem e polvilhar com mais um pouco de queijo.

 

Montado que está, é levar ao forno aí uma meia horinha – se calhar nem tanto. Se o seu forno tiver grill, antes de servir ligue-o um bocadinho, para a parte de cima ficar mais dourada.

 

E está pronto! Só falta um copo de vinho branco fresquinho para acompanhar. :)

 

Empadão de salmão com legumes e batata-doce.

 

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Notas:

* Se preferir use natas em vez de cremes vegetais. Cá em casa rendemo-nos ao de soja, não porque sejamos intolerantes à lactose mas porque é mais saudável do que natas. E às vezes também usamos creme de arroz, por exemplo. Mas é claro que com natas a sério isto resulta bem na mesma!

 

* Pode optar por usar só brócolos ou só espinafres. Ou até por usar grelos ou nabiças, por exemplo. Para mim esta combinação resultou mesmo muito bem, e eu nem sou assim a maior fã de brócolos... Mas a verdade é que deram um sabor e uma textura que para mim são provavelmente os ideais para esta receita.

 

* Se aproveitar a pele do salmão – eu nunca a deito fora! –, depois de a tirar do peixe corte-a em quadradinhos. Provavelmente será mais fácil fazer isto com uma tesoura do que com uma faca.

 

* Antes de usar o mel na marinada, aqueça-o uns segundinhos no microondas. Vai ficar líquido, e assim é mais fácil envolver.

 

Empadão de salmão com legumes e batata-doce.

07
Nov17

Molho de tomate – porque o que é caseiro é sempre melhor.

Molho de tomate.

 

Aqui há dias disse, a propósito da receita dos rolinhos de courgete, que raramente uso molho de tomate de compra. Só compro se preciso de pouquíssima quantidade e não tenho molho "do meu". Como se vê, sou pouco de comprar feito aquilo que posso fazer – mas reconheço que por meia dúzia de colheres de sopa de molho não vale a pena fazê-lo em casa.

 

Ainda assim, quando não uso molho feito por mim compro molho biológico. Se é um pouquinho mais caro? É. Mas não é coisa que eu use todas as semanas, nem sequer todos os meses... E além disso os molhos biológicos são deliciosos e habitualmente (convém ter atenção à etiqueta) só levam tomate, azeite e temperos (sal, ervas e afins). Não há cá nada de aditivos nem de coisas que nem sabemos bem o que são nem para que servem. É quase como fazer o molhinho em casa. Depois a questão é mais acertar com os sabores... Eu gosto particularmente do molho que se vende no Celeiro. Mas verdade seja dita que também não experimentei muitos.

 

Bom. Passando a lista de compras, hoje deixo aqui a receita do molho de tomate que costumo fazer cá em casa. Quando são precisas grandes quantidades é a receita ideal. É fácil de fazer, é saboroso e leva ingredientes "normais" (daqueles que temos sempre na despensa).

 

Este molho fica com um sabor muito "natural". Muito suave. Já muita gente provou e tem sempre feito sucesso. É baseado na receita da Vaqueiro, mas levou as minhas voltas e as minhas quantidades.

 

Experimente!

 

Molho de tomate.

 

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Molho de tomate

Ingredientes [para cerca de um litro de molho]:

1,5 kg de tomate maduro (ou 3 latas grandes de tomate pelado)

2 cebolas grandes

3 dentes de alho grandes

Azeite, sal e pimenta preta q.b.

1 raminho de salsa

1 raminho de manjericão fresco

1 folha grande de louro

2 dl de vinho branco

2 a 3 colheres de chá de açúcar mascavado

 

***

 

Se vai usar tomate cru, comece por pelá-lo. A técnica mais simples é fazer um corte em cruz na base dos tomates e deixá-los de molho em água muito quente durante um minuto. Depois é só puxar a pele a partir dos cortes que fez, com a ajuda de uma faca. Quando o tomate estiver pelado, reserve.

 

A seguir vai picar muito bem as cebolas e juntá-las ao tacho – que já vai estar ao lume, com o azeite a aquecer. Além das cebolas, coloque também o alho a refogar.

 

Enquanto a cebola e o alho alouram, corte os tomates em cubinhos. (Se forem em calda, deixe-os escorrer bem. Mas não os esprema, para não irem para o tacho já muito desfeitos.) Assim que o refogado estiver apurado, ponha o tomate no tacho e junte também metade do vinho branco, o louro e os raminhos de ervas (atados, para que não se espalhem). Tape e deixe ferver, em lume muito brando, durante meia hora. Vá mexendo de vez em quando, para não pegar.

 

Molho de tomate.

 

Passada a meia hora (se forem 45 minutos também não faz mal), junte o resto do vinho branco e mexa bem. Junte também o açúcar mascavado, tempere com sal e pimenta e envolva. Volte a tapar o tacho e deixe que continue a ferver por mais uns cinco a dez minutos. Depois disso, apague o lume, tire os raminhos de salsa e manjericão e a folha de louro e triture o molho com a varinha mágica. Retifique os temperos, se lhe parecer necessário... E está pronto a usar!

 

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Notas:

* Se sobrar molho, pode guardar no frigorífico, numa caixa bem fechada, durante uma semana. E também pode congelar, dividido em porções.

 

Molho de tomate.

03
Nov17

Bolachinhas! Para adoçar (ainda mais) o fim de semana.

Bolachas de aveia e pepitas de chocolate.

 

A minha casa bem podia ganhar o prémio de Lar Saudável 2017. Ou pelo menos uma menção honrosa, vá. Porque aqui trabalha-se esse lado nas suas duas vertentes – corpo e alma. Há legumes e mais legumes, é verdade. Mas às vezes também há "desgraças boas", como a que aqui trago hoje. Bolachas!

 

São super-hiper-mega-saudáveis? Claro que não. Mas a ideia não é comer a fornada toda de uma vez. É ir comendo! Se se conseguir, claro. E outra boa estratégia, que além disso é muito querida, é espalhar o que é bom, e por isso partilhar bolachinhas. Com os amigos, com a família, com os vizinhos da frente... Spread the love! Há lá maneira mais doce de o fazer do que com umas bolachinhas caseiras?

 

(E posso garantir, por experiência própria, que estas bolachas são um excelente catalizador de relações. A sério. Vá por mim.)

 

A fornada que aqui vos mostro não saiu redondíssima nem perfeitíssima, mas o que lhe falta na simetria sobra-lhe no sabor. Estas bolachas são fáceis de fazer - não troque ingredientes nenhuns e vai ver que a receita sai bem. A parte mais difícil é mesmo o forno... Se o seu for temperamental, como o meu, pode ser preciso mais algum jogo de cintura. Não prometo que a primeira fornada saia perfeita. Aqui é raro sair. Até acertar com a temperatura do forno, com o tempo, com a posição do tabuleiro... Tenha paciência. Vai ver que vale a pena passar por um ou outro teste menos bom. Depois não vai querer outra coisa!

 

Bolachas de aveia e pepitas de chocolate.

 

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Bolachinhas de aveia e pepitas de chocolate

Ingredientes [para cerca de 16 bolachas]:

½ chávena de óleo

1 chávena de açúcar mascavado

1 ovo

1 c. de chá de extrato de baunilha

1 chávena de farinha

½ c. de chá de fermento

1 pitada de sal

1 ½ chávenas de flocos de aveia

½ a 1 chávena de pepitas de chocolate amargo ou semi-amargo

 

Bolachas de aveia e pepitas de chocolate.

 

***

 

Para começar ponha o forno a aquecer nos 180º C  e forre um tabuleiro com papel vegetal.

 

Enquanto o forno aquece, vai tratar da massa das bolachas. Primeiro, vai bater o óleo com o açúcar. Depois, junta o ovo e a essência de baunilha e bate mais um pouco. A seguir junta a farinha, o fermento e o sal e envolve bem.

 

Por fim, vai juntar à massa, aí em três adições, a aveia e as pepitas de chocolate. Nesta fase o melhor que tem a fazer é pôr as mãos na massa, que é densa e pesada. Só assim é que vai conseguir misturar tudo bem.

 

Depois, ainda com as mãos (e eventualmente com a ajuda de uma colher de sopa) vai tirar pedaços de massa, torná-los o mais redondinhos que conseguir, espalmar um pouco e colocar no tabuleiro. As medidas de tudo isto são coisa que vai afinar para a segunda fornada (esta receita dá duas).

 

Guarde algum espaço entre as bolachas, para que não colem umas às outras se crescerem. Estas nem são de crescer muito, mas mais vale prevenir.

 

As bolachinhas vão estar no forno pelo menos dez minutos. Mas vá vigiando, para que não cozam demais nem queimem por baixo. Uma nota importante: elas vão sair do forno clarinhas e muito molinhas por cima. Vai parecer que não cozeram. Mas cozeram! Vai ver que quando arrefecerem ficam sólidas.

 

Depois de ver como sai a primeira fornada, ajuste o que lhe parecer necessário (tamanho das bolachas, temperatura do forno...) e avance para a segunda fornada.

 

Deixe as bolachas arrefecerem no tabuleiro (aliás, se tentar tirá-las quentes vão-se desfazer). E depois prove e dê a provar! Vai ver que são sucesso garantido. :)

 

Bolachas de aveia e pepitas de chocolate.

 

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Notas:

* Pode fazer estas bolachas com ½ chávena de açúcar mascavado e outra ½ de açúcar branco. O que não pode fazer é trocar a chávena de açúcar mascavado por uma chávena de açúcar de cana (para quem não está a ver, é aquele que parece um mascavado mais escuro). A sério. Eu já tentei. E não correu naaaaada bem... A massa fica muito mais líquida. Depois, para compensar, junta-se mais farinha, pois... Mas no fim fica uma coisa massuda e sem ponta de graça.

 

* As pepitas podem ser de outro chocolate. Mas já sabe que as bolachas vão ficar um bocadinho mais doces. É experimentar, para ver se gosta...

 

Bolachas de aveia e pepitas de chocolate.

01
Nov17

Rolinhos de courgete – ou a comida de conforto perfeita.

Rolinhos de courgete no forno.

 

Cá em casa a saga dos vegetais continua. Nem é de propósito... Quer dizer, é só mais ou menos. Por um lado, muitas das receitas que tenho para experimentar são à base de legumes e afins (e garanto que esta parte não foi propositada); por outro lado, por isto ou por aquilo tenho tido sempre legumes variados em casa, e como não gosto de estragar nada não têm faltado oportunidades para os pôr "em andamento".

 

Bom, tudo isto para justificar esta recente leva de posts que têm tudo o que é verde (ou branco, ou amarelo, ou cor de laranja) e saudável como estrela. Cá em casa também há muito peixinho e muita carninha! Têm andado meio sumidos, é verdade, mas regressam a qualquer momento.

 

Rolinhos de courgete no forno.

 

Seja como for, por enquanto continuo nos legumes. Hoje, chega outro êxito cá de casa: a courgete. E ainda por cima numa receita vegetariana que é tão mas tão boa que uma pessoa até se esquece de que não leva carne (os mais sensíveis a estas temáticas que me perdoem desde já a observação anterior). É só olhar para a fotografia para perceber que isto é bom, não é? Então agora imagine o cheiro. Sim. O cheirinho destas belezas quando saem do forno.

 

Se tem amigos vegetarianos e quer convidá-los para jantar aí em casa esta é uma ótima ideia para o cardápio. Vai agradar a todos – mesmo aos omnívoros obstinados. Cá em casa, estes rolinhos – que são receita original do site Skinny Taste – tiveram entrada direta e imediata para o top das receitas. Por todos os motivos!

 

Rolinhos de courgete no forno.

 

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Rolinhos de courgete no forno

Ingredientes [para duas pessoas]:

2 courgetes grandes

12 c. de sopa de molho de tomate

1 ovo grande

1 ½ chávenas de queijo ricotta

½ chávena de queijo ralado (parmesão, pecorino romano ou grana padano)

1 dente de alho

¾ de chávena de mozzarella ralado

Sal, pimenta preta e folhas de manjericão q.b.

 

***

 

Rolinhos de courgete no forno.

 

Para começar, vai ter de cortar a courgete no sentido do comprimento. Precisa de 12 fatias, aí com 2 mm de espessura. Se tiver uma mandolina isto é facílimo de fazer; se não tiver pede um pouco de habilidade com a faca, mas também se chega lá.

 

Quando tiver as fatias de courgete prontas, coloque-as sobre papel de cozinha, cubra com mais papel e deixe-as assim durante uma hora, mais ou menos, para perderem parte do líquido.

 

Passada essa hora, vai pôr o forno a pré-aquecer nos 200º C. E, enquanto isso, trata do resto.

 

Tempere as fatias de courgete dos dois lados com sal e pimenta preta. Aqueça o grelhador e leve as fatias a "semi-grelhar" – uns dois a três minutos de cada lado chegam. A ideia é que a courgete não fique totalmente cozinhada, mas que amoleça. (E, sim, vai ficar com as marcas da grelha.)

 

"Nos entretantos" bata numa taça o ovo, e depois junte o ricotta, o queijo ralado, as folhas de manjericão picadas, o alho esmagado e mais uma pitada de sal e outra de pimenta. Misture bem e reserve.

 

Assim  que as fatias de courgete estiverem prontas, barre-as com a mistura de queijo. Depois enrole uma a uma e disponha-as num tabuleiro, com a parte em que os rolinhos fecham voltada para baixo. Por cima de cada rolinho coloque uma colher de sopa de molho de tomate, e por fim polvilhe com um pouco de mozzarella.

 

Leve ao forno cerca de 30 minutos. Nos primeiros 15, o tabuleiro deve estar bem tapado com papel de alumínio; depois é tirar o papel, deixar o queijo alourar... E servir!

 

Rolinhos de courgete no forno.

 

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Notas:

* Se não tiver manjericão fresco pode usar seco, é claro.

 

* Eu costumo usar molho de tomate caseiro (um dia deixo aqui a "minha" receita). Mas quando preciso de quantidades muito pequenas e não tenho molho feito a verdade é que não me compensa fazer de propósito... Nesses casos, não usando molho feito por mim, compro o do Celeiro, que além de ser delicioso é 100% biológico e não tem nada além de legumes e sal. Há outros molhos biológicos nos supermercados, mas mesmo assim são (pelo menos os que conheço) mais "processados"...

 

Rolinhos de courgete no forno.

Sofia.

Mais Gulinha.

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