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Gulinha.

Peixe, carne, legumes. Entradas, sobremesas, petiscos. Experiências. Dicas. Erros. Um forno temperamental. Mesas para dois ou para dez. Dias bons, muito bons e assim-assim. A minha cozinha tem de tudo. E é o meu sítio mais feliz.

Peixe, carne, legumes. Entradas, sobremesas, petiscos. Experiências. Dicas. Erros. Um forno temperamental. Mesas para dois ou para dez. Dias bons, muito bons e assim-assim. A minha cozinha tem de tudo. E é o meu sítio mais feliz.

Gulinha.

14
Dez17

Natal e Ano Novo. Mas, antes disso, o livro!

Por várias razões (umas mais felizes que outras), o Gulinha fecha hoje para férias de Natal. Regressa em 2018 – que, espero, será um ano mais feliz, mais tranquilo e de mais conquistas.

 

Mas, antes de ir, quero partilhar aqui uma novidade feliz:

 

As Presidentes – com Chakall

 

O livro! :)

 

2017 foi complicado. Se foi. Ainda está a ser. Mas mesmo os anos mais "confusos" (é melhor ficar-me pelos eufemismos...) têm lá pelo meio – ou mais para o fim, neste caso – coisas boas. Este livro é um orgulho para mim. Todo o processo para chegarmos até ele o foi. Começou em 2016, num desafio de culinária da Président Portugal. Fomos dez semi-finalistas, primeiro, e cinco finalistas, depois. N'«As Presidentes» cozinhámos muito e aprendemos ainda mais. E, além disso, foi um caminho que me tornou – aqui já só posso falar por mim – mais confiante. Pela primeira vez acreditei realmente no meu potencial. Comecei a arriscar mais. Cresci muito, muito. E este livro é em parte o culminar de toda essa caminhada.

 

As Presidentes – com Chakall

 

O As Presidentes – com Chakall sai já amanhã, dia 15. São mais de 100 páginas de receitas deliciosas, fotografias lindas e queijinho – muuuito queijinho. Há entradas, pratos, sobremesas... E até um "Especial Natal", com ideias boas e bonitas para a ceia!

 

As Presidentes – com Chakall

 

O livro é digital e é uma oferta exclusiva para os membros do Clube Président. Quem ainda não está inscrito que se inscreva! Vale a pena por várias razões – sendo este livro, para mim, a mais querida de todas elas. :)

 

As Presidentes – com Chakall

 

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A todos os que por aqui passam, votos de um Natal muito feliz! Que seja doce e quentinho. E, sobretudo, que seja passado dentro dos abraços dos que nos são mais queridos. Não há calor nem aconchego maior.

 

E que 2018 seja o ano das etapas superadas e dos sonhos realizados.

 

Boas Festas! :)

 

Sofia

12
Dez17

Peixinho, coentros e broa de milho. Há lá melhor?

Lombinhos de pescada no forno com maionese de coentros.

 

O frio não dá tréguas (bom, aqui há uns dias até deu) e eu e o meu forno somos (ainda mais) felizes um com o outro assim. A época é de assados, gratinados e afins. Bem sei que com as festividades à porta se calhar agora mais valia apostar em grelhadinhos, e sopinhas, e saladinhas, mas com o gelo que se pôs uma pessoa precisa de qualquer coisa mais aconchegante, não é verdade?

 

A receita de hoje é da tão querida e magnífica Isabel, do Cinco Quartos de Laranja. Faz-se algumas vezes por ano cá em casa. Adoramos. Tudo, diga-se – é deliciosa, fica pronta em três tempos, cheira bem, é uma forma diferente de comer peixe, fica bonita... Além disso, é um prato bom para quando há visitas surpresa, ou para quando temos um jantar em nossa casa mas o tempo para cozinhar não é muito.

 

Guarde esta sugestão com carinho. A sério. Tem tanto de simples como de útil e tanto de útil como de saborosa. À primeira garfada vai logo dar-me razão!

 

Lombinhos de pescada no forno com maionese de coentros.

 

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Lombinhos de pescada no forno com maionese de coentros

Receita da Isabel Zibaia Rafael, do blog Cinco Quartos de Laranja

Ingredientes [para duas pessoas]:

4 lombinhos/medalhões/mimos/... de pescada

1 ovo

1 ramo de coentros

1 dente de alho

Sumo de ½ limão

150 ml de azeite

Sal e pimenta branca q.b.

Pão de milho q.b.

 

***

 

Lombinhos de pescada no forno com maionese de coentros.

 

É mesmo fácil. Quer ver?

 

Primeiro que tudo faça uns golpes, não muito profundos, nos lombinhos de pescada, de um lado e de outro, para que o tempero seja absorvido com mais facilidade. Depois, tempere o peixe com sal e pimenta e reserve (pelo menos uma meia hora).

 

A seguir desfaça o miolo da broa de milho, com a ajuda de um processador ou mesmo com as mãos (a logística é menor e resulta na mesma). A ideia não é ficar com pó, mas sim com uma espécie de migalhas grossas.

 

Ligue o forno nos 200º C. Enquanto o forno aquece, aproveite e trate da maionese. Num copo coloque o ovo, os coentros (folhas e talos), o dente de alho, o sumo de limão e o azeite. Tempere com sal e pimenta e triture tudo com a varinha mágica. Prove e se for preciso retifique os temperos. (Se souber muito a alho, não desespere – a coisa disfarça, e muito, depois de o prato ser cozinhado.)

 

Coloque um fio de azeite no fundo do tabuleiro que vai usar. Disponha os medalhões e deite sobre eles a maionese. Depois, polvilhe com a broa... E leve ao forno aí uns 20 minutos.

 

Et voilá!

 

(Vai ver que é delicioso!)

 

Lombinhos de pescada no forno com maionese de coentros.

 

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Notas:

* Para acompanhamento, sugiro puré de batata. Legumes salteados, salada ou arroz de legumes também são boas hipóteses.

 

* Não é grande fã de coentros? Bom, a boa notícia é que por incrível que pareça aqui o sabor a coentros não é assim tãããão forte. Mas experimente com salsa. (É a sugestão do costume, eu sei. E não vai ficar igual, obviamente. Mas é uma solução de compromisso...)

 

* Se usar lombinhos congelados, antes de os temperar esprema-os (com delicadeza, vá) entre folhas de papel de cozinha, para retirar o excesso de água que acumulam.

 

Lombinhos de pescada no forno com maionese de coentros.

07
Dez17

Carne quentinha num dia de frio.

Lombinho de porco com moscatel e queijo de cabra.

 

Nestes dias frios, tão frios, tão mas tão frios, que horror de frio que se pôs, tudo é uma desculpa para ligar o forno. Almoço, jantar, umas bolachas para o lanche, um bolo para o pequeno-almoço... Fosse o gás dado e eu passava o dia de forno ligado. (Ainda que nos últimos tempos não me tenha sobrado o tempo que eu gostava tanto de ter para receitas e mais receitas.)

 

Há aquelas alturas em que conseguimos planear ementas para 15 dias. Entre os pratos habituais e as receitas que queremos experimentar têm-se ideias para almoços e jantares num abrir e fechar de olhos. No meu caso, essa parte, a das ideias, não falta. Nunca! O que me falta é mesmo o tempo. O tempo para ir comprar as coisas que não tenho, o tempo para estar umas poucas de horas ali na cozinha... Por isso ultimamente tenho andado muito pelas receitas rápidas e práticas. Uma salada, um peixe no forno, uma carne grelhada... Nada que exija grande investimento de tempo.

 

Os domingos vão sendo (pelo menos por enquanto) a exceção. Não chegam, claro, para experimentar tudo – nem pouco mais ou menos. Mas dão, pelo menos, para aqueles acessos de criatividade que passam por olhar para o congelador, o frigorífico e a despensa e inventar qualquer coisa com base no que se tem em casa.

 

Foi assim que no domingo este lombinho de porco chegou à nossa mesa de almoço. Temperado de véspera com muitas coisas boas e assado com o devido tempo, ficou mesmo, mesmo bom. Suculento, tenro... Delicioso! (E bonito, pois.)

 

---

 

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Lombinho de porco com moscatel e queijo de cabra

Ingredientes [para duas a quatro pessoas, dependendo do tamanho do lombinho]:

1 lombinho de porco

Queijo de cabra (em "rolo" ou já em medalhões)

Sal, alho, pimenta preta e colorau q.b.

1 raminho de salsa

1 folha de louro

4 c. de sopa de azeite

2 dl de vinho moscatel

3 c. de sopa de mel

Sumo de 1 laranja

1 cebola grande

 

***

 

Lombinho de porco com moscatel e queijo de cabra.

 

De véspera, ou de manhã se o lombinho for para o jantar, trate de temperar a carne. Tire algum excesso de gordura que possa ter e dê-lhe alguns golpes na diagonal, sem cortar até ao fundo e deixando cerca de 1 cm entre cada um.

 

Na taça onde vai deixar o lombinho a marinar, misture duas colheres de sopa de mel com o moscatel, duas colheres de sopa de azeite e o sumo de laranja. Coloque depois nessa taça o lombinho. Tempere com sal, pimenta, alho e colorau. Junte a folha de louro e o raminho de salsa (que pode "rasgar" com as mãos). Envolva tudo muito bem e leve ao frigorífico, com o lado dos golpes voltado para baixo. A meio do tempo, rode a carne, para que tome sabor do outro lado.

 

Quando for altura de pôr o almoço (ou o jantar) em andamento, ligue o forno nos 180º C. Corte a cebola em rodelas e disponha-as no fundo de um tabuleiro. Regue com uma colher de sopa de azeite. Por cima vai pôr o lombinho, com os golpes voltados para cima. Dentro de cada golpe, coloque um medalhão de queijo de cabra (ou meio – depende da profundidade do golpe). Regue com uma colher de sopa de mel e outra de azeite. Junte aí dois terços da marinada e leve ao forno. Uma hora deve bastar. (De vez em quando vá regando a carne com o molho, para que não seque. Se for necessário junte o resto da marinada.)

 

E bom apetite! :)

 

Lombinho de porco com moscatel e queijo de cabra.

 

sep notas.png

 

Nota:

* Se achar o queijo de cabra muito forte, pode usar outro. Ou pode até nem usar nenhum. Ou pode experimentar, por exemplo, colocar meias rodelas de laranja nos intervalos da carne. Também fica ótimo!

(O queijo de cabra tem duas vantagens, aqui: por um lado, aquece mas não derrete; por outro, há uns bocadinhos que acabam por se dissolver no molho e que por isso o deixam com uma textura meeeesmo boa.)

 

Lombinho de porco com moscatel e queijo de cabra.

05
Dez17

Cogumelos: lavo ou não lavo?

Cogumelos.

 

Não.

 

Eu sei, eu sei. No princípio esta ideia também não me agradou nada. Às vezes vêm cheios de terra – e, vindo ou não vindo, a verdade é que uma pessoa está habituada a lavar tudo...

 

Há uma razão para que os cogumelos não se lavem: sabor. Já falei disto há uns tempos, aqui, mas achei melhor dedicar um post só a este assunto.

 

Os cogumelos são como esponjas. Por isso é que quando os cozinhamos eles tendem a absorver aquele molhinho bom e a desfazerem-se na boca, cheios de líquido e sabor. Ora, quando os lavamos, em vez de absorverem tempero absorvem água... Por isso perdem na consistência, no sabor próprio e na capacidade de receber os sabores que hão de vir depois.

 

Mas é verdade que às vezes trazem terra. Muita, até. E como é que isso se resolve? De três maneiras.

 

1. A primeira coisa a fazer é sacudi-los. Vai logo perceber se isso é suficiente para que a terra saia ou não. Normalmente, e lamentavelmente, não é. Se não for, passe para a segunda hipótese.

 

2. Molhe uma toalha de papel, esprema-a e limpe os cogumelos. Sim, um a um. Quando são daqueles pequeninos, ou se são muitos, é dose – eu sei isso tão bem... Mas o que queremos é sabor e por ele tudo vale a pena, não é? (Um mantra culinário por dia...)

 

3. Supondo que os cogumelos têm tanta mas tanta terra que a coisa não vai lá nem com paninhos húmidos (ou supondo que não tem tempo nem paciência para estar a fazer festinhas aos ditos – mas eu não disse isto), a alternativa é abrir a torneira, mas a deitar só-um-fiozinho de água, e passá-los ali, também um a um. Não é muito melhor do que as toalhas de papel, mas a terra sai mais facilmente.

 

Em rigor, a hipótese 3 só se usa mesmo em último caso. Esta conta é simples de fazer: menos água é mais sabor. Ponto. Daí que lavar cogumelos em água abundante seja má ideia. E daí que tê-los de molho seja mais ou menos crime.

 

A maneira que encontrei para facilitar isto – ainda para mais adoro cogumelos – não foi comprá-los em lata. Foi comprá-los frescos, sim, mas avulso. Isso permite-me escolher o tamanho, o que às vezes é essencial, mas sobretudo permite-me escolher os que têm menos terra. É claro que há certas espécies que não se encontram avulso, mas...

 

Outra possibilidade é usar cogumelos desidratados. Já ouvi dizer mil coisas boas sobre eles em termos de sabor, mas ainda não experimentei. Não são baratos, mas lá descobri um saquinho de shiitake aqui há uns tempos. Um dia destes uso-os e logo lhe digo como correu.

 

Cogumelos.

Sofia.

Mais Gulinha.

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