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Gulinha.

Peixe, carne, legumes. Entradas, sobremesas, petiscos. Experiências. Dicas. Erros. Um forno temperamental. Mesas para dois ou para dez. Dias bons, muito bons e assim-assim. A minha cozinha tem de tudo. E é o meu sítio mais feliz.

Peixe, carne, legumes. Entradas, sobremesas, petiscos. Experiências. Dicas. Erros. Um forno temperamental. Mesas para dois ou para dez. Dias bons, muito bons e assim-assim. A minha cozinha tem de tudo. E é o meu sítio mais feliz.

Gulinha.

23
Out17

A descoberta do mês foi (este) puré de couve-flor.

Puré de couve-flor e ricotta.

 

Já aqui disse que cá em casa se comem muitos legumes. Para além de serem saudáveis, são um mundo de sabores, de cores e de texturas. E daí vem também a versatilidade. Crus, cozidos (em água ou a vapor), grelhados, assados, salteados, em puré, inteiros, aos pedaços... Há sempre mais qualquer coisa para experimentar. E é por tudo isto que, como também já por aqui escrevi, em cada dez refeições que faço nove têm legumes como acompanhamento.

 

Não me canso de testar possibilidades. Aliás, muitas vezes compro legumes sem sequer saber o destino que lhes vou dar. Assim que os tiver em casa logo descubro ou invento alguma coisa... Vou tirando ideias daqui e dali e experimentando saltear isto ou assar aquilo.

 

Já tive experiências ótimas e experiências menos boas. Estou a lembrar-me da cherovia (ou pastinaca): não descansei enquanto não experimentei, mas depois de fazer cá em casa não fiquei propriamente fã. (Mas se nunca experimentou dê-lhe uma oportunidade. É muito saudável, e além disso há muita gente que adora!) Outra história completamente diferente é a das acelgas: quem me dera encontrá-las mais vezes à venda...

 

Ora, por falar em testes, o mais recente foi com couve-flor. Eu sei que a couve-flor não é propriamente uma novidade, vá. Cozida é ótima, gratinada é ótima, na sopa é ótima. Eu ainda não tinha experimentado era em puré... E então no sábado peguei na couve-flor que tinha ali no frigorífico, biológica, grande e linda, e lá me aventurei.

 

Puré de couve-flor e ricotta.

 

Bom: eu adoro puré de batata. Adoro. Desde miúda. Costumo dizer, meio a brincar meio a sério, que para mim puré de batata é como mousse de chocolate – ponham-me uma taça grande à frente e deixem-me estar, que eu não preciso de mais nada para ser feliz. A questão é que no sábado o puré de couve-flor teve entrada direta para esta história. É tão bom, tão bom, TÃO BOM... Eu não sei se é do alho assado, se é mesmo da couve, se é daquele bocadinho de ricotta... Não sei. Deve ser de tudo ao mesmo tempo. Mas que isto foi o melhor acompanhamento que eu experimentei em muito tempo... Isso foi. É o sabor que se sente assim que se prova, é o sabor que fica na boca depois, é a textura... Isto é comida de conforto feita de legumes. A sério. É guloseima. Se tiver aí uma couve-flor à espera de destino, nem pense uma vez, quanto mais duas. E, se não tiver, compre uma e faça isto. Amanhã.

 

A receita é do blog Little Broken. E é daquelas que não pode mesmo não experimentar. Vá por mim!

 

Puré de couve-flor e ricotta.

  

---

 

sep receitas.png

Puré de couve-flor com ricotta

Ingredientes [para quatro pessoas]:

1 couve-flor grande (com cerca de 1,3 kg)

2 dentes de alho (médios ou grandes)

2 c. de sopa de manteiga

¼ de chávena de ricotta (normal – não use light)

Azeite, sal, pimenta preta e cebolinho q.b.

 

***

 

Para começar, aqueça o forno nos 200º C. Tire só a parte de baixo dos alhos, mas deixe-os com a casca. Embrulhe-os bem em papel de alumínio, com um fio de azeite a regar, e leve ao forno a assar durante 10 a 12 minutos. Quando esse tempo passar, tire os alhos do forno, descasque-os e reserve.

 

Enquanto os alhos assam, lava a couve-flor, separa-a em floretes e leva-a a cozer em água com sal. Estão prontos, já se sabe, quando picar com um garfo e estiverem moles. Depois de coar vai tapar com uma toalha de linho, ou com papel absorvente. A ideia e que a couve fique o mais seca possível.

 

O último passo é juntar no liquidificador a couve, o alho, o ricotta e a manteiga. Tempere com sal e pimenta e triture. No final, basta que retifique os temperos e pode servir. (Fica bonito decorado com cebolinho picado.)

 

Puré de couve-flor e ricotta.

  

sep notas.png

 

Notas:

* Na altura de triturar a couve, pode fazer tudo de uma vez ou em duas (ou mais) vezes. O meu liquidificador não tinha espaço suficiente para fazer tudo de uma assentada, por isso dividi em duas doses e no final misturei tudo.

 

* Quando o puré estiver pronto é possível que já esteja pouco mais que morno. Se assim for, pode aquecê-lo em banho-maria antes de servir.

 

* Para não ter de ligar o forno por causa de dois dentes de alho, aproveite para fazer este puré quando já tiver alguma coisa a assar. Não salte é, por favor, a parte do alho assado. O sabor faz toda a diferença.

 

* Como acompanhamento este puré serve para aquilo que serviria um puré de batata. Eu fiz, como já se viu, para acompanhar frango assado no forno (a receita chega em breve).

Sofia.

Mais Gulinha.

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