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Gulinha.

Peixe, carne, legumes. Entradas, sobremesas, petiscos. Experiências. Dicas. Erros. Um forno temperamental. Mesas para dois ou para dez. Dias bons, muito bons e assim-assim. A minha cozinha tem de tudo. E é o meu sítio mais feliz.

Peixe, carne, legumes. Entradas, sobremesas, petiscos. Experiências. Dicas. Erros. Um forno temperamental. Mesas para dois ou para dez. Dias bons, muito bons e assim-assim. A minha cozinha tem de tudo. E é o meu sítio mais feliz.

Gulinha.

30
Out17

O melhor dos bolos de iogurte, para adoçar a segunda-feira.

O melhor bolo de iogurte.

 

Durante muito tempo, como já aqui escrevi, fazer bolos foi a minha perdição na cozinha. Por bolos entenda-se bolos e afins: bolachas, queques, sobremesas... Doçuras em geral. Desde que me lembro de ser gente que a cozinha me fascina, e cedo comecei a experimentar fazer isto e aquilo, mas o meu coração sempre pendeu para o lado mais doce da coisa.

 

Nos últimos anos tudo se equilibrou mais. Não perdi o amor pelas formas, pela farinha, pelo açúcar, pelos cortadores... Nada disso. O que aconteceu foi que o outro lado da cozinha conquistou um espaço igualmente importante. Hoje não prefiro nem uma coisa nem outra. Sou igualmente feliz a fazer um bacalhau espiritual ou um bolo de chocolate. As bolachas adoçam-me o coração mas uns pãezinhos de queijo salgam-no no melhor sentido.

 

A vantagem imediata disto está no facto de almoçarmos e jantarmos todos os dias. Sobremesas e bolos e parentes próximos são muito bons, e muito cheirosos, e muito felizes no fazer e no comer, mas mal de nós se andássemos todos os dias nas doçuras. Quem é só feliz na doçaria pode ter dificuldades em pôr esse amor em prática constantemente; mas quem é feliz com tudo, ou mesmo só com salgados, acaba por quase todos os dias ter um momento, nem que seja breve, de descontração (ou de terapia, como eu lhe chamo).

 

Para mim os dias especiais são um bom motivo para fazer um docinho. Mas outras vezes faço-o só porque sim – nem que seja porque mereço, ora! Um bolo ou umas bolachinhas caseiras não matam ninguém. E agora que o tempo (aparentemente) vai refrescar até já apetece ligar o forno mais vezes. 

 

Este bolo tornou-se receita obrigatória cá em casa há uns meses. Precisava de fazer um bolo mas não queria que fosse de chocolate, nem de massa escura. Lembrei-me de bolo de laranja, mas também não era bem isso que me convinha. E depois lembrei-me de bolo de iogurte... Que é coisa que eu até costumo achar muito desengraçada, diga-se. Mas lá pesquisei, e pesquisei, e pesquisei, e acabei por decidir dar uma oportunidade a uma receita que encontrei no blog An Italian in My Kitchen.

 

O melhor bolo de iogurte.

 

E foi assim que cheguei à receita do bolo de iogurte que não só não é desengraçado como tem mesmo muita graça. Por várias razões: não podia ser mais fácil nem mais rápido de fazer, leva poucos ingredientes, é versátil (para recheios, aromas, coberturas...) e, acima de tudo, é de-li-ci-o-so. Tem uma textura muito leve e muito suave. É tão bom que no meu caderno de receitas se ficou a chamar "O Melhor Bolo de Iogurte"! Não posso perder esta receita nunca.

 

A versão de hoje, que é a de quase todas as fotografias, é a mais simples. Fi-lo para um lanche em casa de uns tios. Mas também já o fiz para aniversário:

 

O melhor bolo de iogurte.

 

E ficou uma belezura, não ficou? ;)

 

As segundas-feiras têm má fama. Mas garanto que este bolo as salva.

 

---

 

sep receitas.png

O melhor bolo de iogurte

Ingredientes:

250 g de iogurte grego sem açúcar

3 ovos

1/2 chávena de óleo (= 112 g)

200 g de açúcar

180 g de farinha

1 c. de sopa de fermento (= 14 g)

Açúcar em pó q.b.

 

***

 

O melhor bolo de iogurte.

 

 

Quer ver como isto é mesmo fácil?

 

Primeiro pré-aqueça o forno nos 180º C e unte uma forma de 20 a 23 cm de diâmetro. Forre o fundo com papel vegetal e reserve.

 

Na taça da batedeira, ou mesmo manualmente, bata levemente os ovos, em velocidade média, durante 30 segundos. Junte o óleo, o açúcar e o iogurte e bata durante um minuto, até a massa estar homogénea e suave. A seguir vai juntar a farinha e o fermento, em três ou quatro adições, e vai envolver. Nada de bater, aqui; é só mesmo mexer até que a massa esteja de novo homogénea.

 

Depois é só deitar na forma e levar ao forno, entre 30 e 45 minutos. Depende muito do forno... Mas faça o teste do palito, que nunca engana.

 

Assim que estiver pronto, tire o bolo do forno, deixe-o arrefecer na forma uns 10 minutos, e depois desenforme-o para uma rede. Quando estiver frio, passe para um prato, polvilhe com açúcar em pó... Et voilá!

 

O melhor bolo de iogurte.

 

 (Eu não disse que fácil-mais-fácil-não-há?)

 

sep notas.png

 

Notas:

* A receita funciona com qualquer tipo de iogurte. Pode ser grego ou não ser, por exemplo – mas com o grego a textura é muito melhor. Pode também ter sabores ou ser açucarado. Com iogurtes com aromas de fruta resulta muito bem; se usar desses, ou açucarados, já se sabe que vai ter de "roubar" no açúcar da receita, para não ficar com um bolo demasiado doce.

 

* Em alternativa, pode também juntar à massa extrato de baunilha, ou outro que prefira, para dar um gostinho extra. Mas assim, com a receita base, já fica mesmo muito bom.

 

O melhor bolo de iogurte.

Sofia.

Mais Gulinha.

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