Saltar para: Post [1], Comentários [2], Pesquisa e Arquivos [3]

Gulinha.

Peixe, carne, legumes. Entradas, sobremesas, petiscos. Experiências. Dicas. Erros. Um forno temperamental. Mesas para dois ou para dez. Dias bons, muito bons e assim-assim. A minha cozinha tem de tudo. E é o meu sítio mais feliz.

Peixe, carne, legumes. Entradas, sobremesas, petiscos. Experiências. Dicas. Erros. Um forno temperamental. Mesas para dois ou para dez. Dias bons, muito bons e assim-assim. A minha cozinha tem de tudo. E é o meu sítio mais feliz.

Gulinha.

30
Nov17

Ovo, espinafres, cogumelos. Brunch, almoço, jantar.

Tacinhas de espinafres e cogumelos com ovo.

 

Quando era miúda havia um conceito que me deixava imediatamente aos pulos (de forma literal, talvez, mas sobretudo de forma simbólica): "lanche ajantarado". Sempre que a minha mãe, normalmente a propósito de um aniversário ou de outra data especial, dizia que se ia fazer lá em casa um "lanche ajantarado", toda eu era festa. Além de sempre ter gostado de comer (oh, criança santa!), a ideia de se avizinhar uma tarde de petiscos vários e demorados fazia-me genuinamente feliz. Ainda hoje faz, a bem dizer.

 

Apesar de tudo isto, ainda não aderi ao equivalente matinal: o brunch (que seria mais um "almoço alanchado"). Porquê? Não sei... O facto de eu sofrer de uma espécie de DOC*, que me impede desde logo de me levantar mais tarde do que as 9h30 em 99% dos dias, é capaz de ter parte da culpa. Levantar tarde? Saltar esses momentos tão definidos que são o pequeno-almoço e o almoço e misturar os dois? Então e as horas das refeições? Vou acabar por atrasar o dia todo. Uma coisa é não ter horas a partir da tarde; outra é não as ter durante a manhã, quando ainda há praticamente um dia inteiro pela frente.

 

(Sim. Eu sou maluca. Corro quase tanto no dia de semana mais atarefado como num domingo em que não se passa nada. Mas horários são horários, caramba... Almoçar às quatro, por exemplo, é coisa para a qual eu não trouxe software instalado.)

 

Bom. Passando à frente esta pequena introdução biográfica... As tacinhas. As magníficas tacinhas. As tacinhas que fazem parte do menu cá de casa desde que as experimentámos. As tacinhas para as quais comprámos as primeiras loiças a dois.

 

Porque é que isto é tão bom? Porque tem espinafres. E cogumelos. E ovo. E porque se pode pôr no pão ou comer assim. E porque cheira bem. E porque, passadas algumas primeiras eventuais dificuldades, é fácil e rápido de fazer. E também, sim, porque é bom para um brunch mas também para o almoço ou para o jantar. Ah, e porque é versátil – eu mudei boa parte dos ingredientes da receita original (que é uma criação do Henrique Sá Pessoa).

 

Resumindo: nesta receita é tudo bom. Experimentem, testem, alterem... Se não sair perfeita da primeira vez, não desistam! Vale a pena tentar, tentar e voltar a tentar. Cá em casa não foi fácil mas depois atingir "o ponto"... Ai! :)

 

Tacinhas de espinafres e cogumelos com ovo.

 

*DOC - distúrbio obsessivo-compulsivo.

 

---

 

sep receitas.png

Tacinhas de espinafres e cogumelos com ovo

Ingredientes [para duas pessoas]:

1 molho (grande) de espinafres

200 g de cogumelos (use os que preferir ou os que tiver aí em casa)

75 g de bacon em tiras ou cubos

½ cebola grande picada

1 dente de alho picado

Azeite, sal, pimenta, tomilho fresco e piri-píri q.b.

2 ovos

Queijo ralado q.b.

Pão q.b.

 

***

 

Para começar, lave os espinafres e arranje os cogumelos (se forem muito pequenos, podem ficar inteiros; caso contrário, corte-os a meio ou em quartos).

 

A seguir, num wok, numa frigideira ou num tacho vai colocar azeite a aquecer. Quando estiver quente, junta a cebola e o bacon. Deixa fritar um bocadinho e a seguir junta também os cogumelos, as folhas de tomilho e o alho picado (mesmo bem picadinho). Vá salteando e ao fim de uns cinco, dez minutos junte os espinafres. Tempere com sal, pimenta e piri-píri a gosto.

 

Enquanto os espinafres reduzem, aproveite para untar duas taças (para doses individuais) com um pouco de azeite e coloque o forno a aquecer nos 180º C. (Espreite as notas, por favor.)

 

Quando a mistura de cogumelos e espinafres estiver pronta, distribua metade por cada tacinha. A seguir abra, com-muito-cuidado, um ovo para cada taça. Tempere os ovos com sal e leve as taças ao forno, aí uns 10 a 12 minutos.

 

Quando a clara estiver branca e cozinhada (no fundo isto são ovos escalfados no forno), ponha as tacinhas cá fora, polvilhe-as com o queijo ralado e sirva logo, ainda quentinho, com uma fatia de pão a acompanhar.

 

Bom apetite! :)

 

Tacinhas de espinafres e cogumelos com ovo.

 

sep notas.png

 

Notas:

* A questão do forno é... Bicuda, vá. Aqui indiquei os "valores" da receita original – 180º C, 10 a 12 minutos. Acontece que no meu forno, que é a gás e que só tem calor em baixo, isto não resulta. De todo. Se fizer assim, passados os 10 minutos tenho a gema seca e a clara crua. Por isso encontrei – depois de várias tentativas, lá está – outra solução: forno baixo (130º C, mais ou menos) e aí uma meia hora. Não é tão rápido, claro, mas é a forma que resulta aqui em casa.

 

* Quando puser os espinafres nas taças, alise-os o mais que puder. Quanto menos arestas houver em baixo menos hipóteses há de a gema se abrir. De resto, é mesmo uma questão de alguma sorte e alguma técnica... Deite o ovo devagarinho e o mais em baixo que conseguir.

 

* A receita original leva queijo da ilha. Mas pode alterar – se não gostar, ou se preferir usar outro, ou se tiver outro aí em casa, vá em frente. E o mesmo vale para os ingredientes. Eu substituí chouriço por bacon e tomate seco por cogumelos, porque prefiro assim. Vá experimentando combinações!

 

Tacinhas de espinafres e cogumelos com ovo.

Sofia.

Mais Gulinha.

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Dar sangue. Dar medula. Dar vida.

Arquivo

  1. 2018
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2017
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D