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Gulinha.

Peixe, carne, legumes. Entradas, sobremesas, petiscos. Experiências. Dicas. Erros. Um forno temperamental. Mesas para dois ou para dez. Dias bons, muito bons e assim-assim. A minha cozinha tem de tudo. E é o meu sítio mais feliz.

Peixe, carne, legumes. Entradas, sobremesas, petiscos. Experiências. Dicas. Erros. Um forno temperamental. Mesas para dois ou para dez. Dias bons, muito bons e assim-assim. A minha cozinha tem de tudo. E é o meu sítio mais feliz.

Gulinha.

21
Nov17

Legumes no forno. Sol na mesa e no prato.

Batatas-doces, abóbora, castanhas e laranja – tudo assadinho no forno.

 

No último post contei a história de um almoço de domingo bem bonito (e bom!). Aquele pato assado no forno, de facto... Coraçãozinho para ele. ;)

 

Na altura prometi que depois falaria do acompanhamento: batatas-doces, abóbora e castanhas, tudo assadinho no forno. Nada mais simples nem mais saudável. E além disso fica bem bonito!

 

(Aparte: a cozinha é muito dada aos laranjas, não é? Pelo menos a minha. Apercebi-me disso depois de criar a conta de Instagram do Gulinha. Laranja por todo o lado... Eu bem tento evitar, ou pelo menos intercalar cores, mas não há hipótese. Nesta casa come-se muito em tons laranjas.)

 

Bom. Voltando ao acompanhamento... Fica lindo, sim. Com um ar rústico, simples e despreocupado, e lá dentro cheio de sabor. Para mim, encaixa especialmente bem se acompanhar carnes assadas ou grelhadas.

 

A receita não vai ter quantidades porque se faz ao gosto e à medida de cada um. Aliás, na verdade é quase exagero chamar a isto "receita"... É uma ideia para gastar legumes (e afins) que tenha aí em casa e para variar nos acompanhamentos. E ainda para mais fica linda, pois!

 

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Batatas-doces, abóbora, castanhas e laranja – tudo assadinho no forno

Ingredientes:

Batatas-doces (da cor que tiver ou que preferir; eu usei brancas e laranjas – lá está...)

Laranja (rodelas e sumo)

Castanhas congeladas

Abóbora-manteiga

Sal, pimenta preta, tomilho fresco, alho em pó, colorau e azeite q.b.

 

Batatas-doces, abóbora, castanhas e laranja – tudo assadinho no forno.

 

***

 

Nada mais simples. A sério.

 

Pré-aqueça o forno aí nos 200º C e enquanto isso trate de arranjar as batatas e a abóbora. Quanto às batatas, lave-as bem, com a ajuda de uma escovinha, e corte-as em cubos ou rodelas grossas (depende muito do formato das ditas); quanto à abóbora, corte-a de forma a que fique em "gomos", ou em meias-luas.

 

Deite as batatas e a abóbora num tabuleiro. Junte também as castanhas e umas rodelinhas de laranja. Tempere, regue com um fio de azeite e um pouco de sumo de laranja e agite, para o tempero agarrar bem a todos os pedaços.

 

Batatas-doces, abóbora, castanhas e laranja – tudo assadinho no forno.

 

Leve ao forno até que tudo esteja bem cozinhado. E sirva quentinho.

 

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Notas:

* Se quiser pelar castanhas em vez de usar congeladas, vá em frente! Eu usei congeladas porque tinha ali um resto. E ainda para mais eram ótimas! Pequeninas e docinhas. :)

 

* A abóbora-manteiga é das melhores para este tipo de receitas. Se tiver outra, experimente – mas não garanto que fique com a textura que se pretende...

 

* Invente à vontade nos temperos. Nas ervas, nos pós... É ao gosto do freguês. Mesmo.

 

* Quanto às batatas-doces: se usar mais do que um tipo, controle a cozedura com especial atenção. É que batatas de cores diferentes podem não cozer à mesma velocidade... Pode ter uma pronta e a outra ainda nem a meio caminho. Já agora: habitualmente a batata-doce laranja cozinha-se um pouco mais depressa.

 

Batatas-doces, abóbora, castanhas e laranja – tudo assadinho no forno.

27
Out17

Couve-roxa – e um acompanhamento bom e bonito.

Couve-roxa "a modos que" estufada.

 

Com o vício que se instalou cá em casa de fazer legumes de todas as formas e feitios acho que em breve vou ter de inaugurar a secção de acompanhamentos (porque em grande parte é para isso que os uso). E talvez também devesse fazer um contrato de abastecimento com uma frutaria. Não paro de ter ideias para abóboras, cenouras, couves, beterrabas... (Obrigada, Instagram, por fazeres deste mundo um sítio "culinariamente" mais feliz e intenso.)

 

Aqui há dias foi o puré de couve-flor. Lá para trás ficou o caldo verde. E, entre o tanto que já fiz e ainda aqui não está e o muito que tenciono experimentar assim que possível, chega hoje a couve-roxa.

 

Há algum encontrei, já nem sei por que caminhos, uma receita com couve-roxa que quis logo experimentar – apesar de nem ser assim a maior fã da dita cuja. A receita é do Jamie Oliver (mas está semeada por essa Internet fora).

 

Eu sei que nem toda a gente vive encantada com couve-roxa. Eu própria de facto não vivo. Quando era miúda adorava, mas depois o entusiasmo abrandou um bocadinho. Seja como for, de vez em quando compro, para depois gastar em salada, na sopa ou salteada. Mas a última que comprei já vinha mesmo com o destino traçado: a tal receita do Jamie.

 

Couve-roxa "a modos que" estufada.

 

Na prática isto é uma espécie de couve "estufada". Não leva nada daquilo que levam os estufados normais, mas a mecânica é idêntica.

 

Quando decidi experimentar já sabia que, à falta de uma grande descoberta culinária, ia pelo menos ter uma coisa bonita na mesa, com uma cor forte e diferente das habituais. Só que isto vai muito além da cor. Se vai... Aquele toque ácido da couve misturado com o doce do mel e do açúcar e com o salgado do bacon é-qualquer-coisa.

 

Mesmo que a couve-roxa não seja a sua primeira, segunda ou até décima opção na altura de comprar legumes, eu sugiro-lhe que dê uma oportunidade a esta receita. Aposto que, depois de a experimentar, não se vai ficar pela experiência! É mais uma alternativa no que toca a acompanhamentos, é fácil de fazer, é saudável (o bacon é pouquíssimo!), é leve, é suave e tem um sabor mesmo bom. E além disso é bonita...

 

Couve-roxa "a modos que" estufada.

 

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Couve-roxa "a modos que" estufada

Ingredientes [para duas pessoas]:

200 g de couve roxa

65 g de bacon em cubos

½ c. de sopa de açúcar mascavado

1 c. de chá de manteiga

Sal, pimenta preta, azeite, vinagre, tomilho e mel q.b.

 

***

 

Para esta receita vai começar por picar o melhor que conseguir a couve-roxa. Eu usei a mandolina e acabei por ficar com fios muito fininhos. Se ficar com cubinhos pequeninos, também está bem.

 

Quando a couve estiver picada, reserve. A seguir, pegue no wok (ou numa frigideira, ou em último caso num tacho) e leve-o ao lume com um pouco de azeite. Quando o azeite estiver quente, junte o bacon, o tomilho, o sal e a pimenta. Misture e deixe cozinhar em lume médio, até que o bacon esteja crocante e dourado. (Cinco a dez minutos e está feito.)

 

Assim que o bacon estiver no ponto vai tirá-lo do wok e reservar. Sem o wok ao lume junte o açúcar, mexa e leve novamente para o fogão. Deixe caramelizar um bocadinho, em lume brando, e depois junte o vinagre, a couve e o bacon. Mexa bem. A seguir junte um bocadinho de água (50 ml devem chegar), envolva e tape o wok com uma tampa.

 

Depois, é dar uns 40 minutos ao cozinhado, em lume muito brando e mexendo de vez em quando. Se lhe parecer que a couve está a ficar muito seca, junte mais um pouco de água.

 

Quando a couve estiver muito macia, quase a desfazer-se, junte a manteiga e o mel, misture muito bem, apague o lume... E sirva!

 

Couve-roxa "a modos que" estufada.

 

(E depois diga-me se gostou!)

 

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Notas:

* Esta couve é um ótimo acompanhamento para carnes grelhadas ou assadas. O Jamie também sugere peixe. Aí já não tenho tanta certeza... Mas quem sou eu! ;)

 

* A receita original pede alecrim. Mas eu não gosto assim muito de alecrim, e além disso também não tinha cá em casa... Por isso optei pelo tomilho.

 

* A receita original pede também vinagre de vinho tinto. Eu usei vinagre de tomate.

 

* O bacon não é obrigatório, mas o sabor que dá faz muita diferença.

 

Couve-roxa "a modos que" estufada.

23
Out17

A descoberta do mês foi (este) puré de couve-flor.

Puré de couve-flor e ricotta.

 

Já aqui disse que cá em casa se comem muitos legumes. Para além de serem saudáveis, são um mundo de sabores, de cores e de texturas. E daí vem também a versatilidade. Crus, cozidos (em água ou a vapor), grelhados, assados, salteados, em puré, inteiros, aos pedaços... Há sempre mais qualquer coisa para experimentar. E é por tudo isto que, como também já por aqui escrevi, em cada dez refeições que faço nove têm legumes como acompanhamento.

 

Não me canso de testar possibilidades. Aliás, muitas vezes compro legumes sem sequer saber o destino que lhes vou dar. Assim que os tiver em casa logo descubro ou invento alguma coisa... Vou tirando ideias daqui e dali e experimentando saltear isto ou assar aquilo.

 

Já tive experiências ótimas e experiências menos boas. Estou a lembrar-me da cherovia (ou pastinaca): não descansei enquanto não experimentei, mas depois de fazer cá em casa não fiquei propriamente fã. (Mas se nunca experimentou dê-lhe uma oportunidade. É muito saudável, e além disso há muita gente que adora!) Outra história completamente diferente é a das acelgas: quem me dera encontrá-las mais vezes à venda...

 

Ora, por falar em testes, o mais recente foi com couve-flor. Eu sei que a couve-flor não é propriamente uma novidade, vá. Cozida é ótima, gratinada é ótima, na sopa é ótima. Eu ainda não tinha experimentado era em puré... E então no sábado peguei na couve-flor que tinha ali no frigorífico, biológica, grande e linda, e lá me aventurei.

 

Puré de couve-flor e ricotta.

 

Bom: eu adoro puré de batata. Adoro. Desde miúda. Costumo dizer, meio a brincar meio a sério, que para mim puré de batata é como mousse de chocolate – ponham-me uma taça grande à frente e deixem-me estar, que eu não preciso de mais nada para ser feliz. A questão é que no sábado o puré de couve-flor teve entrada direta para esta história. É tão bom, tão bom, TÃO BOM... Eu não sei se é do alho assado, se é mesmo da couve, se é daquele bocadinho de ricotta... Não sei. Deve ser de tudo ao mesmo tempo. Mas que isto foi o melhor acompanhamento que eu experimentei em muito tempo... Isso foi. É o sabor que se sente assim que se prova, é o sabor que fica na boca depois, é a textura... Isto é comida de conforto feita de legumes. A sério. É guloseima. Se tiver aí uma couve-flor à espera de destino, nem pense uma vez, quanto mais duas. E, se não tiver, compre uma e faça isto. Amanhã.

 

A receita é do blog Little Broken. E é daquelas que não pode mesmo não experimentar. Vá por mim!

 

Puré de couve-flor e ricotta.

  

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Puré de couve-flor com ricotta

Ingredientes [para quatro pessoas]:

1 couve-flor grande (com cerca de 1,3 kg)

2 dentes de alho (médios ou grandes)

2 c. de sopa de manteiga

¼ de chávena de ricotta (normal – não use light)

Azeite, sal, pimenta preta e cebolinho q.b.

 

***

 

Para começar, aqueça o forno nos 200º C. Tire só a parte de baixo dos alhos, mas deixe-os com a casca. Embrulhe-os bem em papel de alumínio, com um fio de azeite a regar, e leve ao forno a assar durante 10 a 12 minutos. Quando esse tempo passar, tire os alhos do forno, descasque-os e reserve.

 

Enquanto os alhos assam, lava a couve-flor, separa-a em floretes e leva-a a cozer em água com sal. Estão prontos, já se sabe, quando picar com um garfo e estiverem moles. Depois de coar vai tapar com uma toalha de linho, ou com papel absorvente. A ideia e que a couve fique o mais seca possível.

 

O último passo é juntar no liquidificador a couve, o alho, o ricotta e a manteiga. Tempere com sal e pimenta e triture. No final, basta que retifique os temperos e pode servir. (Fica bonito decorado com cebolinho picado.)

 

Puré de couve-flor e ricotta.

  

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Notas:

* Na altura de triturar a couve, pode fazer tudo de uma vez ou em duas (ou mais) vezes. O meu liquidificador não tinha espaço suficiente para fazer tudo de uma assentada, por isso dividi em duas doses e no final misturei tudo.

 

* Quando o puré estiver pronto é possível que já esteja pouco mais que morno. Se assim for, pode aquecê-lo em banho-maria antes de servir.

 

* Para não ter de ligar o forno por causa de dois dentes de alho, aproveite para fazer este puré quando já tiver alguma coisa a assar. Não salte é, por favor, a parte do alho assado. O sabor faz toda a diferença.

 

* Como acompanhamento este puré serve para aquilo que serviria um puré de batata. Eu fiz, como já se viu, para acompanhar frango assado no forno (a receita chega em breve).

28
Set17

Doces batatas-doces.

Doces batatas-doces1.jpg

 

 

A batata-doce é uma bênção. Divina, da natureza, do cosmos... O que preferir. Mas, venha lá de onde vier, é mesmo uma bênção.

 

Só por si, o nome já diz tudo. Ou quase tudo. "Doce". (Às vezes vem com "açúcar" a menos, mas isso já é outra história.) É doce. É boa para salgados e para sobremesas. É boa cozida, assada, frita, feita no forno, crua. É boa em puré. É boa como acompanhamento ou petisco. É boa em empadão, em saladas ou na sopa.

 

É boa branca, laranja ou roxa. (Mas eu confesso o meu particular amor pela versão laranja.)

 

Acho que já se percebeu a ideia...

 

Nunca passo por uma receita com batata-doce sem "parar para ver". Porque há sempre mais uma ideia nova. Mais um formato, mais um tempero, mais um sítio onde ela encaixa na perfeição.

 

Para hoje, a sugestão não é uma ideia nova. Nem é (mesmo nada) complicada. Mas dá um belo acompanhamento para carnes grelhadas ou assadas, por exemplo. E também dá um bom snack: saboroso, saudável e bonito!

 

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Palitos de batata-doce no forno

Ingredientes:

Batatas-doces

Sal, alho em pó, pimenta preta, tomilho, colorau, canela e azeite q.b.

 

***

 

Primeiro que tudo, ponha o forno a aquecer nos 180º C.

 

Enquanto o forno aquece, lave muito bem as batatas-doces. Se for cozinhá-las com a casca, o ideal é esfregá-las com uma escovinha, porque parecendo que não elas trazem mesmo muita terra – quando achamos que já lha tirámos toda, ainda lá resta alguma. (Estas foram descascadas porque já tinham alguns dias e eu estava com receio de que não estivessem em condições por dentro. Mas não costumo descascá-las.)

 

Corte as batatas em palitos grossinhos, aí com 1 cm, 1,5 cm de espessura, e reserve, numa taça.

 

Noutra tacinha, misture os temperos (o azeite não conta).

 

E agora faça uma pausa e cheire esta mistura. A sério. É que cheira TÃO bem.

 

Por fim, vai regar as batatas com um fio de azeite e envolver bem (com as mãos ou agitando a taça). Depois, é só juntar o tempero e voltar a envolver, para que todos os palitos fiquem bem temperados.

 

Cubra um tabuleiro de ir ao forno com papel vegetal e coloque lá os palitos de batata-doce, sem que fiquem uns por cima dos outros. Algo deste género:

 

Doces batatas-doces.jpg

 

Depois, é só levar ao forno uns 30, 40 minutos. A meio do tempo, vire as batatas, para tostarem dos dois lados.

 

No final, quando estiverem prontas, tente não as comer todas de uma vez só...

 

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Notas:

* Cada forno é um forno. Vá espreitando as batatas – até para ter a certeza de que não estão a queimar por baixo. E assim que estiverem lourinhas do lado de cima pode voltá-las.

 

* No tempero, aqui, vale tudo! Li algures, há uns dias, que o tomilho e a batata-doce nasceram um para o outro. Mas se quiser pode pôr orégãos, manjericão, salsa, estas coisas todas, alguma mistura de ervas de que goste particularmente... Lá está: vale tudo. E pode juntar noz-moscada, trocar a pimenta preta por branca ou rosa, não pôr o colorau... Sempre que fizer experimente novas misturas. Se a batata-doce for boa, todas vão resultar. Eu nunca faço duas vezes da mesma maneira...

26
Set17

Caldo verde não é só sopa.

Caldo verde não é só sopa.jpg

 

Não é, não. Lá em casa o caldo verde foi sopa muitas vezes e acompanhamento outras tantas. E cá em casa a versão acompanhamento ganha com larga vantagem (se bem que eu adore um caldinho verde propriamente dito, com a rodela de chouriço que "pertence"...).

 

Além de variar nos pratos, procuro sempre variar também nos acompanhamentos. É verdade que nem tudo "vai bem" com tudo, mas com um pouco de imaginação hipóteses não faltam. Legumes crus, cozidos, salteados, assados, estufados, em puré... São ótimos! E há tanto por onde escolher... O truque, já se sabe, é variar. E, além disso, é bom comer mais legumes crus do que cozinhados – salvo raras exceções, como por exemplo o tomate. 

 

Cá em casa comemos tantos legumes que por vezes é difícil lembrar-me da última vez em que fiz arroz ou massa. Passam-se semanas e mais semanas. Gosto muito de ambas as coisas, mas os legumes costumam "levar a melhor". São leves, saborosos, amigos da dieta e muito, muito saudáveis. Além disso, versatilidade é com eles.

 

Esta versão do caldo verde é um dos meus acompanhamentos preferidos para carne grelhada. E tem a clara vantagem de ser muito simples de fazer! Acho que o que dá mais trabalho é mesmo lavar a couve (não sentem sempre que metade dos fiozinhos se perde entre mudanças de águas e que nunca vão conseguir que aquilo fique realmente bem lavado?).

 

Claro que isto se faz em muitas casas. Em algumas delas tem "acrescentos", como feijão ou bacon. Mas aqui é sempre a versão mais simples: caldo verde e broa de milho. Com mais um ou dois ingredientes a ajudar à festa, só. Fica a receita, mais por graça (isto é daquelas coisas que toda a gente sabe fazer). Sobretudo, gostava que ficasse a ideia, para se pôr em prática desse lado um dia destes – porque há sempre mais uma maneira de juntar legumes às nossas refeições.

 

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Caldo verde salteado com broa de milho

Ingredientes [para duas pessoas]:

300 g de caldo verde

1 chávena de broa de milho triturada [com côdea e tudo!]

Azeite, alho e sal q.b.

 

***

 

As primeiras coisas a fazer são, claro, lavar o caldo verde e desfazer a broa de milho (para ficar em pedacinhos muito pequeninos, ou em migalhas, e não em pó).

 

Coza o caldo verde em água a ferver, com sal, durante uns 5 minutos. Não convém que deixe mais tempo, para que não fique muito mole. Quando estiver pronto, escorra-o e esprema-o muito bem, para tirar o máximo de água possível. (Pode apertar bem com um garfo; mas bom, bom é pô-lo num pano fino, fazer uma espécie de trouxa e espremer.)

 

Na panela em que cozeu o caldo verde, e que nesta altura está vazia – e sem água nenhuma! –, deite um bom fio de azeite e junte alho picado (aqui é um bocadinho a gosto...). Ligue o lume. Assim que o azeite começar a aquecer, vai juntar a broa e depois vai salteando/mexendo, para que não pegue e toste um pouco.

 

Para acabar, quando a broa já tiver um ar mais douradinho é só juntar o caldo verde e saltear/envolver devagar, durante uns minutos (até porque nesta altura a verdura já está fria e precisa de aquecer).

 

E está pronto. Eu não disse? Nada mais rápido nem mais fácil. E é tão saboroso... :)

 

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Notas:

* Quanto à broa de milho, o ideal é que tenha já uns dias, para que esteja seca. Se for do dia, ou se ainda estiver mole, vai ter tendência a fazer uma massa na panela e não a ficar soltinha. Se vier do congelador, então, pior ainda... Mas para tudo há solução: se tiver broa de milho nova ou congelada e quiser mesmo fazer isto, desfaça-a e leve-a um pouco ao forno, em temperatura média. Vá mexendo de vez em quando. A água vai evaporar (no caso de a broa ter estado congelada) e os pedacinhos vão secar um pouco. Depois disso, pode juntá-los ao tacho e seguir o processo normal.

 

* Mesmo seca, a broa "bebe" muito azeite. Tem de ir controlando... O ideal é ter a garrafa por perto e juntar mais aos poucos, se vir que a mistura está muito seca ou a querer agarrar ao tacho. Aqui acontece tudo muito rápido, por isso não deixe que a broa agarre de vez.

 

* Esta é daquelas coisas em que um tacho antiaderente faz muita diferença. Esmalte, por exemplo, não é lá grande ideia...

Sofia.

Mais Gulinha.

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