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Gulinha.

Peixe, carne, legumes. Entradas, sobremesas, petiscos. Experiências. Dicas. Erros. Um forno temperamental. Mesas para dois ou para dez. Dias bons, muito bons e assim-assim. A minha cozinha tem de tudo. E é o meu sítio mais feliz.

Peixe, carne, legumes. Entradas, sobremesas, petiscos. Experiências. Dicas. Erros. Um forno temperamental. Mesas para dois ou para dez. Dias bons, muito bons e assim-assim. A minha cozinha tem de tudo. E é o meu sítio mais feliz.

Gulinha.

26
Set17

Caldo verde não é só sopa.

Caldo verde não é só sopa.jpg

 

Não é, não. Lá em casa o caldo verde foi sopa muitas vezes e acompanhamento outras tantas. E cá em casa a versão acompanhamento ganha com larga vantagem (se bem que eu adore um caldinho verde propriamente dito, com a rodela de chouriço que "pertence"...).

 

Além de variar nos pratos, procuro sempre variar também nos acompanhamentos. É verdade que nem tudo "vai bem" com tudo, mas com um pouco de imaginação hipóteses não faltam. Legumes crus, cozidos, salteados, assados, estufados, em puré... São ótimos! E há tanto por onde escolher... O truque, já se sabe, é variar. E, além disso, é bom comer mais legumes crus do que cozinhados – salvo raras exceções, como por exemplo o tomate. 

 

Cá em casa comemos tantos legumes que por vezes é difícil lembrar-me da última vez em que fiz arroz ou massa. Passam-se semanas e mais semanas. Gosto muito de ambas as coisas, mas os legumes costumam "levar a melhor". São leves, saborosos, amigos da dieta e muito, muito saudáveis. Além disso, versatilidade é com eles.

 

Esta versão do caldo verde é um dos meus acompanhamentos preferidos para carne grelhada. E tem a clara vantagem de ser muito simples de fazer! Acho que o que dá mais trabalho é mesmo lavar a couve (não sentem sempre que metade dos fiozinhos se perde entre mudanças de águas e que nunca vão conseguir que aquilo fique realmente bem lavado?).

 

Claro que isto se faz em muitas casas. Em algumas delas tem "acrescentos", como feijão ou bacon. Mas aqui é sempre a versão mais simples: caldo verde e broa de milho. Com mais um ou dois ingredientes a ajudar à festa, só. Fica a receita, mais por graça (isto é daquelas coisas que toda a gente sabe fazer). Sobretudo, gostava que ficasse a ideia, para se pôr em prática desse lado um dia destes – porque há sempre mais uma maneira de juntar legumes às nossas refeições.

 

---

 

sep receitas.png

Caldo verde salteado com broa de milho

Ingredientes [para duas pessoas]:

300 g de caldo verde

1 chávena de broa de milho triturada [com côdea e tudo!]

Azeite, alho e sal q.b.

 

***

 

As primeiras coisas a fazer são, claro, lavar o caldo verde e desfazer a broa de milho (para ficar em pedacinhos muito pequeninos, ou em migalhas, e não em pó).

 

Coza o caldo verde em água a ferver, com sal, durante uns 5 minutos. Não convém que deixe mais tempo, para que não fique muito mole. Quando estiver pronto, escorra-o e esprema-o muito bem, para tirar o máximo de água possível. (Pode apertar bem com um garfo; mas bom, bom é pô-lo num pano fino, fazer uma espécie de trouxa e espremer.)

 

Na panela em que cozeu o caldo verde, e que nesta altura está vazia – e sem água nenhuma! –, deite um bom fio de azeite e junte alho picado (aqui é um bocadinho a gosto...). Ligue o lume. Assim que o azeite começar a aquecer, vai juntar a broa e depois vai salteando/mexendo, para que não pegue e toste um pouco.

 

Para acabar, quando a broa já tiver um ar mais douradinho é só juntar o caldo verde e saltear/envolver devagar, durante uns minutos (até porque nesta altura a verdura já está fria e precisa de aquecer).

 

E está pronto. Eu não disse? Nada mais rápido nem mais fácil. E é tão saboroso... :)

 

sep notas.png

 

Notas:

* Quanto à broa de milho, o ideal é que tenha já uns dias, para que esteja seca. Se for do dia, ou se ainda estiver mole, vai ter tendência a fazer uma massa na panela e não a ficar soltinha. Se vier do congelador, então, pior ainda... Mas para tudo há solução: se tiver broa de milho nova ou congelada e quiser mesmo fazer isto, desfaça-a e leve-a um pouco ao forno, em temperatura média. Vá mexendo de vez em quando. A água vai evaporar (no caso de a broa ter estado congelada) e os pedacinhos vão secar um pouco. Depois disso, pode juntá-los ao tacho e seguir o processo normal.

 

* Mesmo seca, a broa "bebe" muito azeite. Tem de ir controlando... O ideal é ter a garrafa por perto e juntar mais aos poucos, se vir que a mistura está muito seca ou a querer agarrar ao tacho. Aqui acontece tudo muito rápido, por isso não deixe que a broa agarre de vez.

 

* Esta é daquelas coisas em que um tacho antiaderente faz muita diferença. Esmalte, por exemplo, não é lá grande ideia...

Sofia.

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