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Gulinha.

Peixe, carne, legumes. Entradas, sobremesas, petiscos. Experiências. Dicas. Erros. Um forno temperamental. Mesas para dois ou para dez. Dias bons, muito bons e assim-assim. A minha cozinha tem de tudo. E é o meu sítio mais feliz.

Peixe, carne, legumes. Entradas, sobremesas, petiscos. Experiências. Dicas. Erros. Um forno temperamental. Mesas para dois ou para dez. Dias bons, muito bons e assim-assim. A minha cozinha tem de tudo. E é o meu sítio mais feliz.

Gulinha.

03
Jun20

Bolo que leva courgete mas que só sabe a chocolate.

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"Mas então porque é que leva courgete?"

 

Para ficar BOM. E fica!

 

Eu explico: este bolo não leva óleo nem manteiga. O que lhe dá o "molhadinho" e a consistência certa é a courgete. E não lhe dá mais nada – nem cor nem sabor.

 

A receita é da Filipa Gomes (fiz-lhe uma ou duas alterações) e andava ali perdida na gaveta. Mas não passou de sexta-feira!

 

Vamos a isto. Sem mais demoras. :)

 

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Bolo de chocolate e courgete:

Receita da Filipa Gomes | «Prato do Dia»

4 ovos

1 chávena de açúcar branco

1 chávena de açúcar amarelo

1 c. chá de extrato de baunilha

2 chávenas de farinha

1 c. chá de fermento

2 c. chá bicarbonato de sódio

75 g de chocolate em pó

Sal grosso q.b.

3 chávenas de courgete ralada (+/- uma courgete das grandes ou 1 + ½ das médias)

 

***

 

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Primeiro que tudo, e como sempre, pré-aqueça o forno, nos 180º C. Aproveite e despache também a forma (unte e forre o fundo com papel vegetal) e a courgete.

 

Agora, vamos lá ao bolo propriamente dito. Para começar, vai bater os ovos com o açúcar e a baunilha. De seguida, vai envolver, sem bater, os ingredientes secos – a farinha, o fermento, o bicarbonato, o chocolate em pó e ainda uma pitada de sal grosso.

 

(Nesta fase, a massa vai parecer muito grossa, muito seca, mas não se preocupe porque é mesmo assim.)

 

Agora, junte a courgete ralada e envolva mais uma vez.

 

Depois, é só levar ao forno, na forma que preparou, durante uns 40 a 50 minutos (depende muito do forno, por isso faça o infalível teste do palito).

 

Quando o bolo estiver cozido basta tirá-lo do forno, deixá-lo arrefecer uns cinco a dez minutos e desenformar – se tiver uma daquelas redes, ótimo; senão, vire-o diretamente para o prato.

 

Deixe-o arrefecer totalmente (morno é bom mas à temperatura ambiente é bem melhor) e vá-se a ele! :)

 

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26
Mai20

Aquele (ler com a entoação certa) bolo de banana.

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Declaração de interesses número 1: eu não sou lá grande fã de banana. Se a comer com queijo ou em pizza (a descoberta da minha vida), sou feliz. Mas é só. Uma banana assim, sozinha, descascada e comida, para mim é um fastio. E acho tudo o que é à base de banana entre mau e péssimo: batidos, iogurtes, sobremesas em geral (tirando a mousse que a minha mãe faz – que saudades!!), o próprio cheiro.

 

Declaração de interesses número 2: naturalmente, já fiz e já provei vários bolos/pães de banana mas nenhum me convenceu.

 

Até fazer este.

 

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Banana, coco (em teoria – na prática o sabor não se sente), mel e chocolate (porque sim). É um bolinho fácil de fazer e delicioso, criado pela minha amiga (cá em casa já a tratamos assim) do Half Baked Harvest. E é a solução ideal para aquelas bananas muito escurinhas que estão aí na fruteira quase a ir desta para melhor. Fez um sucesso muito grande cá em casa, e também noutras casas em que já experimentaram a receita.

 

Vamos lá? :)

 

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Bolo de banana, coco e chocolate

Ingredientes:

4 bananas maduras esmagadas

¼ de chávena de óleo de coco (derretido)

¼ de chávena de mel

2 ovos

2 c.de chá de extrato de baunilha

1 + ½ chávenas de farinha

1 + ½ c. de chá de bicarbonato de sódio

1 c. de chá de canela em pó

½ c. de chá de sal grosso

1 chávena de chocolate preto partido grosseiramente em pedaços (+/- 180 g)

 

***

 

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Esta receita começa como todas as receitas de forno: com o dito a pré-aquecer. Desta vez é nos 175º C.

 

E, como todas as receitas de bolo, untar a forma é o passo a seguir. A ideia é usar uma forma de bolo inglês, e além de a untar forrá-la também com papel vegetal.

 

Agora, numa taça vai misturar as bananas esmagadas, o óleo de coco, o mel, os ovos e a baunilha. Depois vai juntar a farinha, o bicarbonato de sódio, a canela e o sal, e misturar novamente. A seguir junte os pedaços de chocolate e envolva, para os distribuir bem pela massa.

 

E pronto. Está feito. É só deitar a massa na forma e levá-la ao forno por uns 40 a 50 minutos (o teste do palito nunca falha, mas não abra a porta antes dos 40 minutos). Quando o bolo estiver pronto, tire-o do forno, deixe-o arrefecer meia hora... E vá-se a ele! Vale muito a pena experimentar quando ainda está morninho!

 

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15
Abr20

Invenção do mês: a "browlacha"!

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Sabem aquelas receitas que saem mal mas depois no fim saem bem? Aquela omelete completamente desfeita que deu uns ovos mexidos extraordinários, por exemplo. É a isso que me refiro. O plano A sai completamente ao lado – mas ao lado está o plano B, que é tão bom quanto o A ou até melhor (nunca saberemos, porque o A… pronto).

 

Foi precisamente isso que aconteceu cá em casa esta semana. Em vez de um plano A delicioso – o nome, brownies, chega para se perceber quão bom poderia ter sido –, tivemos um plano B que foi uma maravilha – a que cá em casa decidimos chamar “browlacha”. Podia também ter sido “bolownie” (mas isso ficava demasiado parecido com o nome daquele senhor que era do Sporting).

 

A “browlacha” nasceu portanto de uma dose de brownies que não chegou a nascer. E isso aconteceu porquê? Porque, um, eu decidi fazer um quarto de receita (em pastelaria isto nem sempre é boa ideia) e, dois, teimei que havia de levar aquilo ao forno na frigideira de ferro fundido. Se quisermos juntar o fator três, digamos que ajustar temperaturas (num forno que não é propriamente um colosso) a uma receita reduzida a um quarto e a um recipiente que não é o ideal não é coisa para correr bem. É a receita perfeita mas não para brownies – para o desastre, isso sim. Ou quase! Porque de outra forma a “browlacha” não tinha vindo ao mundo para alegrar os nossos dias.

 

Resumindo: se querem uma receita de brownies ótimos (tenho duas, por falar nisso) têm de voltar noutro dia. Mas se querem uma receita de brownies falhados hoje há aqui uma que é uma maravilha!

 

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Browlacha

Ingredientes [para duas pessoas]:

60 g de manteiga

90 g de chocolate semi-amargo partido em quadradinhos

⅓ de chávena (generoso) de açúcar

1 c. de chá de essência de baunilha

½ c. de chá de café em pó (eu usei descafeinado)

1 ovo grande, à temperatura ambiente

15 g de farinha

20 g de cacau em pó

½ c. de café de fermento

1 pitada de sal grosso

Açúcar em pó q.b. (opcional)

 

***

 

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Fazer esta browlacha é muito simples. Primeiro, tem de pôr o forno a aquecer, nos 175º C. E munir-se, se tiver, da sua frigideira em ferro fundido. A minha tem 20 cm de fundo. Em alternativa, opte por um recipiente mais ou menos dentro desta medida. Não posso prometer que o resultado seja igual-igual, mas mau também não é de certeza.

 

Enquanto o forno aquece, no micro-ondas derreta, juntos, a manteiga e o chocolate. Mas em intervalos de 20 segundos, para o chocolate não queimar. 20 segundos, tira, mexe, mais 20 segundos, tira, mexe, mais 20 segundos… Isto até ter um creme. Assim que tiver, junte o açúcar, a baunilha e o café e misture.

 

Numa taça à parte, bata o ovo, até fazer espuma por cima (cerca de um minuto, vá). Junte-o depois à mistura de chocolate e envolva. A seguir junte ainda a farinha, o cacau, o fermento e o sal.

 

Depois é só espalhar esta mistura pelo recipiente e levá-la ao forno aí uns 15, 20 minutos.

 

Passado esse tempo, tire a sua browlacha do forno, deixe-a arrefecer (ou não!), polvilhe com açúcar em pó (se tiver – é só porque fica bonito) e sirva.

 

Vai ficar BOM!

 

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11
Abr20

Um breve regresso em forma de bolo de maçã.

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© Pinch of Yum

 

O Gulinha ficou parado, quietinho no seu canto digital, há um pouco mais de dois anos. Foi um projeto bonito, que comecei com empenho e sonho, mas que deixei de conseguir manter. Por mais que eu adore cozinhar, por mais que a cozinha seja o meu cantinho neste mundo, garantir uma dinâmica de receitas novas pelo menos uma vez por semana, com as respetivas fotografias e os respetivos textos, no meio do trabalho e de todas as outras tarefas, é bem mais complicado do que parece. Foi por isso que este blog parou.

 

Mas eu não parei, claro – quem me segue no Instagram sabe que por lá continuou a aparecer “bonecada”, numas vezes mais bonita que noutras, do que vai acontecendo na cozinha cá de casa. Tal como muita gente, fiz pão aqui há dias (não foi a primeira vez, ainda assim). E o meu forno já viu mais bolos no último mês que no espaço de um ano inteiro.

 

Ora, esta noite, no meio de uma breve insónia, pensei: “porque não?”. Porque não voltar ao Gulinha? Afinal de contas as últimas semanas têm sido ricas em experiências. E algumas foram fotografadas – não há fotografias tiradas especificamente para o blog, pelo que podem não ser as melhores para um espaço como este, mas há as que ficaram de almoços, jantares, petiscos e doces felizes.

 

E é assim que o Gulinha regressa. Não sei bem com que periodicidade nem por quanto tempo... Mas por agora está de volta. :)

 

E volta com doçuras. Mais precisamente com um bolo de maçã, do blog Pinch of Yum, que estava na minha lista de receitas para experimentar há meses e mais meses. Aqui há dias, aproveitando que tinha todos os ingredientes cá em casa (elemento essencial nestes tempos que vivemos), o dito bolo aconteceu. É uma relíquia, por ser tão simples de fazer e TÃO delicioso. As fotografias são péssimas – tal como escrevi no Instagram quando as publiquei, não sei porquê mas não houve uma fotografia deste bolo que me saísse bem. É por isso, e porque os olhos são os primeiros a comer, que esta publicação começa com uma fotografia da receita original.

 

Quanto ao bolinho... Ai. É uma maravilha. A massa é assim para o húmida, mas com uma parte de cima bem crocante. É uma perdiçãozinha… Se puder, faça dele o próximo aí de casa. A sério. Vale mesmo, mesmo a pena.

 

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O melhor bolo de maçã que já comi

Receita do blog «Pinch of Yum»

Ingredientes:

Para o bolo:

1 + ½ chávenas de açúcar mascavado

⅓ de chávena de óleo

1 ovo

1 chávena de leitelho (ou 1 chávena de leite + 1 c. de sopa de vinagre branco)

1 c. de chá de baunilha

2 c. chá de canela

1 c. de chá de bicarbonato de sódio

2 + ½ chávenas de farinha

2 + ½ chávenas de maçã em tirinhas (+/- duas maçãs – ver notas no final da receita)

Para a cobertura:

½ chávena de açúcar

1 c. de chá de canela                                               

1 c. de sopa de manteiga derretida

 

***

 

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Comece por pré-aquecer o forno nos 160º C e por untar uma forma ou um pirex retangular (35 cm x 25 cm é uma boa medida de referência).

 

Depois, misture todos os ingredientes da massa do bolo, até ficarem bem envolvidos, e verta na forma.

 

A seguir, numa tacinha à parte vai misturar os ingredientes da cobertura e polvilhar, ou espalhar uniformemente, sobre a massa.

 

Leve ao forno por cerca de 45 minutos (pode fazer o teste do palito aos 40). Quando o bolo estiver cozido, retire-o do forno, deixe-o arrefecer um pouco… E prove-o!

 

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Notas:

* Vou precisar de recorrer mais uma vez a uma fotografia do Pinch of Yum. Esta é para lhe mostrar como é que deve cortar/picar a maçã. Em cubinhos pode ficar muito pesada, e ter tendência para se acumular no fundo do bolo; ralada, vai dar aroma, mas vai acabar por não se sentir. A solução ideal acaba por ser laminá-la. Assim:

 

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© Pinch of Yum

03
Nov17

Bolachinhas! Para adoçar (ainda mais) o fim de semana.

Bolachas de aveia e pepitas de chocolate.

 

A minha casa bem podia ganhar o prémio de Lar Saudável 2017. Ou pelo menos uma menção honrosa, vá. Porque aqui trabalha-se esse lado nas suas duas vertentes – corpo e alma. Há legumes e mais legumes, é verdade. Mas às vezes também há "desgraças boas", como a que aqui trago hoje. Bolachas!

 

São super-hiper-mega-saudáveis? Claro que não. Mas a ideia não é comer a fornada toda de uma vez. É ir comendo! Se se conseguir, claro. E outra boa estratégia, que além disso é muito querida, é espalhar o que é bom, e por isso partilhar bolachinhas. Com os amigos, com a família, com os vizinhos da frente... Spread the love! Há lá maneira mais doce de o fazer do que com umas bolachinhas caseiras?

 

(E posso garantir, por experiência própria, que estas bolachas são um excelente catalizador de relações. A sério. Vá por mim.)

 

A fornada que aqui vos mostro não saiu redondíssima nem perfeitíssima, mas o que lhe falta na simetria sobra-lhe no sabor. Estas bolachas são fáceis de fazer - não troque ingredientes nenhuns e vai ver que a receita sai bem. A parte mais difícil é mesmo o forno... Se o seu for temperamental, como o meu, pode ser preciso mais algum jogo de cintura. Não prometo que a primeira fornada saia perfeita. Aqui é raro sair. Até acertar com a temperatura do forno, com o tempo, com a posição do tabuleiro... Tenha paciência. Vai ver que vale a pena passar por um ou outro teste menos bom. Depois não vai querer outra coisa!

 

Bolachas de aveia e pepitas de chocolate.

 

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Bolachinhas de aveia e pepitas de chocolate

Ingredientes [para cerca de 16 bolachas]:

½ chávena de óleo

1 chávena de açúcar mascavado

1 ovo

1 c. de chá de extrato de baunilha

1 chávena de farinha

½ c. de chá de fermento

1 pitada de sal

1 ½ chávenas de flocos de aveia

½ a 1 chávena de pepitas de chocolate amargo ou semi-amargo

 

Bolachas de aveia e pepitas de chocolate.

 

***

 

Para começar ponha o forno a aquecer nos 180º C  e forre um tabuleiro com papel vegetal.

 

Enquanto o forno aquece, vai tratar da massa das bolachas. Primeiro, vai bater o óleo com o açúcar. Depois, junta o ovo e a essência de baunilha e bate mais um pouco. A seguir junta a farinha, o fermento e o sal e envolve bem.

 

Por fim, vai juntar à massa, aí em três adições, a aveia e as pepitas de chocolate. Nesta fase o melhor que tem a fazer é pôr as mãos na massa, que é densa e pesada. Só assim é que vai conseguir misturar tudo bem.

 

Depois, ainda com as mãos (e eventualmente com a ajuda de uma colher de sopa) vai tirar pedaços de massa, torná-los o mais redondinhos que conseguir, espalmar um pouco e colocar no tabuleiro. As medidas de tudo isto são coisa que vai afinar para a segunda fornada (esta receita dá duas).

 

Guarde algum espaço entre as bolachas, para que não colem umas às outras se crescerem. Estas nem são de crescer muito, mas mais vale prevenir.

 

As bolachinhas vão estar no forno pelo menos dez minutos. Mas vá vigiando, para que não cozam demais nem queimem por baixo. Uma nota importante: elas vão sair do forno clarinhas e muito molinhas por cima. Vai parecer que não cozeram. Mas cozeram! Vai ver que quando arrefecerem ficam sólidas.

 

Depois de ver como sai a primeira fornada, ajuste o que lhe parecer necessário (tamanho das bolachas, temperatura do forno...) e avance para a segunda fornada.

 

Deixe as bolachas arrefecerem no tabuleiro (aliás, se tentar tirá-las quentes vão-se desfazer). E depois prove e dê a provar! Vai ver que são sucesso garantido. :)

 

Bolachas de aveia e pepitas de chocolate.

 

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Notas:

* Pode fazer estas bolachas com ½ chávena de açúcar mascavado e outra ½ de açúcar branco. O que não pode fazer é trocar a chávena de açúcar mascavado por uma chávena de açúcar de cana (para quem não está a ver, é aquele que parece um mascavado mais escuro). A sério. Eu já tentei. E não correu naaaaada bem... A massa fica muito mais líquida. Depois, para compensar, junta-se mais farinha, pois... Mas no fim fica uma coisa massuda e sem ponta de graça.

 

* As pepitas podem ser de outro chocolate. Mas já sabe que as bolachas vão ficar um bocadinho mais doces. É experimentar, para ver se gosta...

 

Bolachas de aveia e pepitas de chocolate.

30
Out17

O melhor dos bolos de iogurte, para adoçar a segunda-feira.

O melhor bolo de iogurte.

 

Durante muito tempo, como já aqui escrevi, fazer bolos foi a minha perdição na cozinha. Por bolos entenda-se bolos e afins: bolachas, queques, sobremesas... Doçuras em geral. Desde que me lembro de ser gente que a cozinha me fascina, e cedo comecei a experimentar fazer isto e aquilo, mas o meu coração sempre pendeu para o lado mais doce da coisa.

 

Nos últimos anos tudo se equilibrou mais. Não perdi o amor pelas formas, pela farinha, pelo açúcar, pelos cortadores... Nada disso. O que aconteceu foi que o outro lado da cozinha conquistou um espaço igualmente importante. Hoje não prefiro nem uma coisa nem outra. Sou igualmente feliz a fazer um bacalhau espiritual ou um bolo de chocolate. As bolachas adoçam-me o coração mas uns pãezinhos de queijo salgam-no no melhor sentido.

 

A vantagem imediata disto está no facto de almoçarmos e jantarmos todos os dias. Sobremesas e bolos e parentes próximos são muito bons, e muito cheirosos, e muito felizes no fazer e no comer, mas mal de nós se andássemos todos os dias nas doçuras. Quem é só feliz na doçaria pode ter dificuldades em pôr esse amor em prática constantemente; mas quem é feliz com tudo, ou mesmo só com salgados, acaba por quase todos os dias ter um momento, nem que seja breve, de descontração (ou de terapia, como eu lhe chamo).

 

Para mim os dias especiais são um bom motivo para fazer um docinho. Mas outras vezes faço-o só porque sim – nem que seja porque mereço, ora! Um bolo ou umas bolachinhas caseiras não matam ninguém. E agora que o tempo (aparentemente) vai refrescar até já apetece ligar o forno mais vezes. 

 

Este bolo tornou-se receita obrigatória cá em casa há uns meses. Precisava de fazer um bolo mas não queria que fosse de chocolate, nem de massa escura. Lembrei-me de bolo de laranja, mas também não era bem isso que me convinha. E depois lembrei-me de bolo de iogurte... Que é coisa que eu até costumo achar muito desengraçada, diga-se. Mas lá pesquisei, e pesquisei, e pesquisei, e acabei por decidir dar uma oportunidade a uma receita que encontrei no blog An Italian in My Kitchen.

 

O melhor bolo de iogurte.

 

E foi assim que cheguei à receita do bolo de iogurte que não só não é desengraçado como tem mesmo muita graça. Por várias razões: não podia ser mais fácil nem mais rápido de fazer, leva poucos ingredientes, é versátil (para recheios, aromas, coberturas...) e, acima de tudo, é de-li-ci-o-so. Tem uma textura muito leve e muito suave. É tão bom que no meu caderno de receitas se ficou a chamar "O Melhor Bolo de Iogurte"! Não posso perder esta receita nunca.

 

A versão de hoje, que é a de quase todas as fotografias, é a mais simples. Fi-lo para um lanche em casa de uns tios. Mas também já o fiz para aniversário:

 

O melhor bolo de iogurte.

 

E ficou uma belezura, não ficou? ;)

 

As segundas-feiras têm má fama. Mas garanto que este bolo as salva.

 

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O melhor bolo de iogurte

Ingredientes:

250 g de iogurte grego sem açúcar

3 ovos

1/2 chávena de óleo (= 112 g)

200 g de açúcar

180 g de farinha

1 c. de sopa de fermento (= 14 g)

Açúcar em pó q.b.

 

***

 

O melhor bolo de iogurte.

 

 

Quer ver como isto é mesmo fácil?

 

Primeiro pré-aqueça o forno nos 180º C e unte uma forma de 20 a 23 cm de diâmetro. Forre o fundo com papel vegetal e reserve.

 

Na taça da batedeira, ou mesmo manualmente, bata levemente os ovos, em velocidade média, durante 30 segundos. Junte o óleo, o açúcar e o iogurte e bata durante um minuto, até a massa estar homogénea e suave. A seguir vai juntar a farinha e o fermento, em três ou quatro adições, e vai envolver. Nada de bater, aqui; é só mesmo mexer até que a massa esteja de novo homogénea.

 

Depois é só deitar na forma e levar ao forno, entre 30 e 45 minutos. Depende muito do forno... Mas faça o teste do palito, que nunca engana.

 

Assim que estiver pronto, tire o bolo do forno, deixe-o arrefecer na forma uns 10 minutos, e depois desenforme-o para uma rede. Quando estiver frio, passe para um prato, polvilhe com açúcar em pó... Et voilá!

 

O melhor bolo de iogurte.

 

 (Eu não disse que fácil-mais-fácil-não-há?)

 

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Notas:

* A receita funciona com qualquer tipo de iogurte. Pode ser grego ou não ser, por exemplo – mas com o grego a textura é muito melhor. Pode também ter sabores ou ser açucarado. Com iogurtes com aromas de fruta resulta muito bem; se usar desses, ou açucarados, já se sabe que vai ter de "roubar" no açúcar da receita, para não ficar com um bolo demasiado doce.

 

* Em alternativa, pode também juntar à massa extrato de baunilha, ou outro que prefira, para dar um gostinho extra. Mas assim, com a receita base, já fica mesmo muito bom.

 

O melhor bolo de iogurte.

27
Set17

Uma receita para se ser feliz só com cinco ingredientes.

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Sigo blogs. Muitos blogs. E sigo "instagrams". Muitos mais. A minha cabeça culinária anda sempre a mil por causa de toda esta gente, em grande parte. É um sem fim de receitas, de imaginação, de ideias novas, de truques, de vídeos daqueles de 45 segundos e de fotografias l-i-n-d-a-s (quem me dera...). Passo horas de volta disto. Horas.

 

Uma das contas de Instagram (e respetivo blog) que espreito diariamente, e que foi das primeiras que comecei a seguir, chama-se Gimme Some Oven. Nem vou dizer muita coisa. Não vale a pena. Vá lá espreitar e perca-se. (Mas depois volte...)

 

Há já algum tempo encontrei no GSO uma receita que ficou imediatamente na lista do "tenho-muito-de-fazer-isto". De lá tenho várias nessa lista, aliás. Mas acabei por começar por esta. É simples mas simples, é rápida (fora o tempo de frigorífico...), só leva cinco ingredientes, não precisa de forno, é deliciosa... E é um consolo. É chocolate, senhoras e senhores. Chocolate. Muito chocolate. E, sobretudo, é aquela "sensação" de chocolate. A desfazer-se na boca. Cheio de sabor. E é uma trufa com a consistência certa.

 

Ao mesmo tempo, tem a vantagem (para alguns, pelo menos – por mim, desde que haja chocolate à mistura, está sempre tudo bem) de não ser doce. O chocolate é amargo, o whisky é como se sabe e o cacau em pó ainda ajuda mais a "desenjoar".

 

Em relação à receita original, fiz duas alterações: usei sal grosso em vez de sal fino e natas de soja em vez de natas de leite. A consistência ficou ligeiramente diferente, porque o creme de chocolate não solidificou da mesma forma, e por isso as trufas não ficaram tão perfeitinhas e redondinhas como as originais. Mas vamos pensar nisso como uma prova de produção artesanal e seguir em frente. ;)

 

Isto é mesmo muito bom. Façam. São uns 20 minutos na cozinha, se tanto. Mas valia a pena nem que fosse uma hora!

 

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Trufas de chocolate e whisky

Ingredientes [para 12 a 15 trufas]:

200 g de chocolate de culinária

35 ml de natas

¾ c. de sopa de manteiga com sal

35 ml de whisky

⅓ c. de chá de sal grosso

Cacau em pó q.b.

 

***

 

Para começar, vai partir o chocolate em pedaços pequenos. Numa taça que possa ir ao microondas vai pôr o chocolate, as natas e a manteiga. Depois, leva a aquecer por 30 segundos, tira, mexe e aquece mais 30 segundos. Cá em casa, um minuto chegou, mas se for preciso ponha mais um pouco. Tenha é cuidado, para não deixar queimar.

 

Assim que o chocolate estiver derretido e tiver um creme liso, junte o whisky e o sal e envolva muito bem. Tape a taça com película aderente e leve ao frigorífico (esta é a parte que custa) durante pelo menos três horas.

 

Quando finalmente passar a longa espera, coloque um pouco de cacau em pó num prato fundo. Depois, pegue numa colher de gelado, ou numa colher daquelas de fazer bolinhas de meloa, ou à falta disto tudo numa colher normal, e vá moldando as trufas. (Provavelmente vai ter de ajudar com as mãos, mas cuidado – a massa desfaz-se com o calor, por isso tem de fazer isto o mais depressa que conseguir.)

 

À medida que vai "acertando" cada trufa, passe-a por cacau em pó e coloque-a num prato. Quando já estiverem todas prontas, leve ao frigorífico. É lá que vão ter de ficar guardadas. Duram até sete dias se as colocar numa caixa fechada – em teoria, porque na prática ao fim de dois já não existe nenhuma para contar a história.

 

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Notas:

* Se lhe der mais jeito, pode derreter o chocolate com as natas e a manteiga em banho-maria.

 

* Se o whisky não for bebida que lhe agrade, pode usar outra. Rum, vinho do Porto, moscatel, brandy... Ou pode fazer várias versões! Para as distinguir, pode cobrir umas com cacau, outras com açúcar em pó, outras com chocolate granulado...

 

* Como é fácil concluir, esta não é a receita certa para fazer no pico do verão.