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Gulinha.

Peixe, carne, legumes. Entradas, sobremesas, petiscos. Experiências. Dicas. Erros. Um forno temperamental. Mesas para dois ou para dez. Dias bons, muito bons e assim-assim. A minha cozinha tem de tudo. E é o meu sítio mais feliz.

Peixe, carne, legumes. Entradas, sobremesas, petiscos. Experiências. Dicas. Erros. Um forno temperamental. Mesas para dois ou para dez. Dias bons, muito bons e assim-assim. A minha cozinha tem de tudo. E é o meu sítio mais feliz.

Gulinha.

03
Nov17

Bolachinhas! Para adoçar (ainda mais) o fim de semana.

Bolachas de aveia e pepitas de chocolate.

 

A minha casa bem podia ganhar o prémio de Lar Saudável 2017. Ou pelo menos uma menção honrosa, vá. Porque aqui trabalha-se esse lado nas suas duas vertentes – corpo e alma. Há legumes e mais legumes, é verdade. Mas às vezes também há "desgraças boas", como a que aqui trago hoje. Bolachas!

 

São super-hiper-mega-saudáveis? Claro que não. Mas a ideia não é comer a fornada toda de uma vez. É ir comendo! Se se conseguir, claro. E outra boa estratégia, que além disso é muito querida, é espalhar o que é bom, e por isso partilhar bolachinhas. Com os amigos, com a família, com os vizinhos da frente... Spread the love! Há lá maneira mais doce de o fazer do que com umas bolachinhas caseiras?

 

(E posso garantir, por experiência própria, que estas bolachas são um excelente catalizador de relações. A sério. Vá por mim.)

 

A fornada que aqui vos mostro não saiu redondíssima nem perfeitíssima, mas o que lhe falta na simetria sobra-lhe no sabor. Estas bolachas são fáceis de fazer - não troque ingredientes nenhuns e vai ver que a receita sai bem. A parte mais difícil é mesmo o forno... Se o seu for temperamental, como o meu, pode ser preciso mais algum jogo de cintura. Não prometo que a primeira fornada saia perfeita. Aqui é raro sair. Até acertar com a temperatura do forno, com o tempo, com a posição do tabuleiro... Tenha paciência. Vai ver que vale a pena passar por um ou outro teste menos bom. Depois não vai querer outra coisa!

 

Bolachas de aveia e pepitas de chocolate.

 

 ---

 

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Bolachinhas de aveia e pepitas de chocolate

Ingredientes [para cerca de 16 bolachas]:

½ chávena de óleo

1 chávena de açúcar mascavado

1 ovo

1 c. de chá de extrato de baunilha

1 chávena de farinha

½ c. de chá de fermento

1 pitada de sal

1 ½ chávenas de flocos de aveia

½ a 1 chávena de pepitas de chocolate amargo ou semi-amargo

 

Bolachas de aveia e pepitas de chocolate.

 

***

 

Para começar ponha o forno a aquecer nos 180º C  e forre um tabuleiro com papel vegetal.

 

Enquanto o forno aquece, vai tratar da massa das bolachas. Primeiro, vai bater o óleo com o açúcar. Depois, junta o ovo e a essência de baunilha e bate mais um pouco. A seguir junta a farinha, o fermento e o sal e envolve bem.

 

Por fim, vai juntar à massa, aí em três adições, a aveia e as pepitas de chocolate. Nesta fase o melhor que tem a fazer é pôr as mãos na massa, que é densa e pesada. Só assim é que vai conseguir misturar tudo bem.

 

Depois, ainda com as mãos (e eventualmente com a ajuda de uma colher de sopa) vai tirar pedaços de massa, torná-los o mais redondinhos que conseguir, espalmar um pouco e colocar no tabuleiro. As medidas de tudo isto são coisa que vai afinar para a segunda fornada (esta receita dá duas).

 

Guarde algum espaço entre as bolachas, para que não colem umas às outras se crescerem. Estas nem são de crescer muito, mas mais vale prevenir.

 

As bolachinhas vão estar no forno pelo menos dez minutos. Mas vá vigiando, para que não cozam demais nem queimem por baixo. Uma nota importante: elas vão sair do forno clarinhas e muito molinhas por cima. Vai parecer que não cozeram. Mas cozeram! Vai ver que quando arrefecerem ficam sólidas.

 

Depois de ver como sai a primeira fornada, ajuste o que lhe parecer necessário (tamanho das bolachas, temperatura do forno...) e avance para a segunda fornada.

 

Deixe as bolachas arrefecerem no tabuleiro (aliás, se tentar tirá-las quentes vão-se desfazer). E depois prove e dê a provar! Vai ver que são sucesso garantido. :)

 

Bolachas de aveia e pepitas de chocolate.

 

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Notas:

* Pode fazer estas bolachas com ½ chávena de açúcar mascavado e outra ½ de açúcar branco. O que não pode fazer é trocar a chávena de açúcar mascavado por uma chávena de açúcar de cana (para quem não está a ver, é aquele que parece um mascavado mais escuro). A sério. Eu já tentei. E não correu naaaaada bem... A massa fica muito mais líquida. Depois, para compensar, junta-se mais farinha, pois... Mas no fim fica uma coisa massuda e sem ponta de graça.

 

* As pepitas podem ser de outro chocolate. Mas já sabe que as bolachas vão ficar um bocadinho mais doces. É experimentar, para ver se gosta...

 

Bolachas de aveia e pepitas de chocolate.

30
Out17

O melhor dos bolos de iogurte, para adoçar a segunda-feira.

O melhor bolo de iogurte.

 

Durante muito tempo, como já aqui escrevi, fazer bolos foi a minha perdição na cozinha. Por bolos entenda-se bolos e afins: bolachas, queques, sobremesas... Doçuras em geral. Desde que me lembro de ser gente que a cozinha me fascina, e cedo comecei a experimentar fazer isto e aquilo, mas o meu coração sempre pendeu para o lado mais doce da coisa.

 

Nos últimos anos tudo se equilibrou mais. Não perdi o amor pelas formas, pela farinha, pelo açúcar, pelos cortadores... Nada disso. O que aconteceu foi que o outro lado da cozinha conquistou um espaço igualmente importante. Hoje não prefiro nem uma coisa nem outra. Sou igualmente feliz a fazer um bacalhau espiritual ou um bolo de chocolate. As bolachas adoçam-me o coração mas uns pãezinhos de queijo salgam-no no melhor sentido.

 

A vantagem imediata disto está no facto de almoçarmos e jantarmos todos os dias. Sobremesas e bolos e parentes próximos são muito bons, e muito cheirosos, e muito felizes no fazer e no comer, mas mal de nós se andássemos todos os dias nas doçuras. Quem é só feliz na doçaria pode ter dificuldades em pôr esse amor em prática constantemente; mas quem é feliz com tudo, ou mesmo só com salgados, acaba por quase todos os dias ter um momento, nem que seja breve, de descontração (ou de terapia, como eu lhe chamo).

 

Para mim os dias especiais são um bom motivo para fazer um docinho. Mas outras vezes faço-o só porque sim – nem que seja porque mereço, ora! Um bolo ou umas bolachinhas caseiras não matam ninguém. E agora que o tempo (aparentemente) vai refrescar até já apetece ligar o forno mais vezes. 

 

Este bolo tornou-se receita obrigatória cá em casa há uns meses. Precisava de fazer um bolo mas não queria que fosse de chocolate, nem de massa escura. Lembrei-me de bolo de laranja, mas também não era bem isso que me convinha. E depois lembrei-me de bolo de iogurte... Que é coisa que eu até costumo achar muito desengraçada, diga-se. Mas lá pesquisei, e pesquisei, e pesquisei, e acabei por decidir dar uma oportunidade a uma receita que encontrei no blog An Italian in My Kitchen.

 

O melhor bolo de iogurte.

 

E foi assim que cheguei à receita do bolo de iogurte que não só não é desengraçado como tem mesmo muita graça. Por várias razões: não podia ser mais fácil nem mais rápido de fazer, leva poucos ingredientes, é versátil (para recheios, aromas, coberturas...) e, acima de tudo, é de-li-ci-o-so. Tem uma textura muito leve e muito suave. É tão bom que no meu caderno de receitas se ficou a chamar "O Melhor Bolo de Iogurte"! Não posso perder esta receita nunca.

 

A versão de hoje, que é a de quase todas as fotografias, é a mais simples. Fi-lo para um lanche em casa de uns tios. Mas também já o fiz para aniversário:

 

O melhor bolo de iogurte.

 

E ficou uma belezura, não ficou? ;)

 

As segundas-feiras têm má fama. Mas garanto que este bolo as salva.

 

---

 

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O melhor bolo de iogurte

Ingredientes:

250 g de iogurte grego sem açúcar

3 ovos

1/2 chávena de óleo (= 112 g)

200 g de açúcar

180 g de farinha

1 c. de sopa de fermento (= 14 g)

Açúcar em pó q.b.

 

***

 

O melhor bolo de iogurte.

 

 

Quer ver como isto é mesmo fácil?

 

Primeiro pré-aqueça o forno nos 180º C e unte uma forma de 20 a 23 cm de diâmetro. Forre o fundo com papel vegetal e reserve.

 

Na taça da batedeira, ou mesmo manualmente, bata levemente os ovos, em velocidade média, durante 30 segundos. Junte o óleo, o açúcar e o iogurte e bata durante um minuto, até a massa estar homogénea e suave. A seguir vai juntar a farinha e o fermento, em três ou quatro adições, e vai envolver. Nada de bater, aqui; é só mesmo mexer até que a massa esteja de novo homogénea.

 

Depois é só deitar na forma e levar ao forno, entre 30 e 45 minutos. Depende muito do forno... Mas faça o teste do palito, que nunca engana.

 

Assim que estiver pronto, tire o bolo do forno, deixe-o arrefecer na forma uns 10 minutos, e depois desenforme-o para uma rede. Quando estiver frio, passe para um prato, polvilhe com açúcar em pó... Et voilá!

 

O melhor bolo de iogurte.

 

 (Eu não disse que fácil-mais-fácil-não-há?)

 

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Notas:

* A receita funciona com qualquer tipo de iogurte. Pode ser grego ou não ser, por exemplo – mas com o grego a textura é muito melhor. Pode também ter sabores ou ser açucarado. Com iogurtes com aromas de fruta resulta muito bem; se usar desses, ou açucarados, já se sabe que vai ter de "roubar" no açúcar da receita, para não ficar com um bolo demasiado doce.

 

* Em alternativa, pode também juntar à massa extrato de baunilha, ou outro que prefira, para dar um gostinho extra. Mas assim, com a receita base, já fica mesmo muito bom.

 

O melhor bolo de iogurte.

27
Set17

Uma receita para se ser feliz só com cinco ingredientes.

Uma receita para se ser feliz só com cinco ingredientes.jpg

 

 

Sigo blogs. Muitos blogs. E sigo "instagrams". Muitos mais. A minha cabeça culinária anda sempre a mil por causa de toda esta gente, em grande parte. É um sem fim de receitas, de imaginação, de ideias novas, de truques, de vídeos daqueles de 45 segundos e de fotografias l-i-n-d-a-s (quem me dera...). Passo horas de volta disto. Horas.

 

Uma das contas de Instagram (e respetivo blog) que espreito diariamente, e que foi das primeiras que comecei a seguir, chama-se Gimme Some Oven. Nem vou dizer muita coisa. Não vale a pena. Vá lá espreitar e perca-se. (Mas depois volte...)

 

Há já algum tempo encontrei no GSO uma receita que ficou imediatamente na lista do "tenho-muito-de-fazer-isto". De lá tenho várias nessa lista, aliás. Mas acabei por começar por esta. É simples mas simples, é rápida (fora o tempo de frigorífico...), só leva cinco ingredientes, não precisa de forno, é deliciosa... E é um consolo. É chocolate, senhoras e senhores. Chocolate. Muito chocolate. E, sobretudo, é aquela "sensação" de chocolate. A desfazer-se na boca. Cheio de sabor. E é uma trufa com a consistência certa.

 

Ao mesmo tempo, tem a vantagem (para alguns, pelo menos – por mim, desde que haja chocolate à mistura, está sempre tudo bem) de não ser doce. O chocolate é amargo, o whisky é como se sabe e o cacau em pó ainda ajuda mais a "desenjoar".

 

Em relação à receita original, fiz duas alterações: usei sal grosso em vez de sal fino e natas de soja em vez de natas de leite. A consistência ficou ligeiramente diferente, porque o creme de chocolate não solidificou da mesma forma, e por isso as trufas não ficaram tão perfeitinhas e redondinhas como as originais. Mas vamos pensar nisso como uma prova de produção artesanal e seguir em frente. ;)

 

Isto é mesmo muito bom. Façam. São uns 20 minutos na cozinha, se tanto. Mas valia a pena nem que fosse uma hora!

 

---

 

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Trufas de chocolate e whisky

Ingredientes [para 12 a 15 trufas]:

200 g de chocolate de culinária

35 ml de natas

¾ c. de sopa de manteiga com sal

35 ml de whisky

⅓ c. de chá de sal grosso

Cacau em pó q.b.

 

***

 

Para começar, vai partir o chocolate em pedaços pequenos. Numa taça que possa ir ao microondas vai pôr o chocolate, as natas e a manteiga. Depois, leva a aquecer por 30 segundos, tira, mexe e aquece mais 30 segundos. Cá em casa, um minuto chegou, mas se for preciso ponha mais um pouco. Tenha é cuidado, para não deixar queimar.

 

Assim que o chocolate estiver derretido e tiver um creme liso, junte o whisky e o sal e envolva muito bem. Tape a taça com película aderente e leve ao frigorífico (esta é a parte que custa) durante pelo menos três horas.

 

Quando finalmente passar a longa espera, coloque um pouco de cacau em pó num prato fundo. Depois, pegue numa colher de gelado, ou numa colher daquelas de fazer bolinhas de meloa, ou à falta disto tudo numa colher normal, e vá moldando as trufas. (Provavelmente vai ter de ajudar com as mãos, mas cuidado – a massa desfaz-se com o calor, por isso tem de fazer isto o mais depressa que conseguir.)

 

À medida que vai "acertando" cada trufa, passe-a por cacau em pó e coloque-a num prato. Quando já estiverem todas prontas, leve ao frigorífico. É lá que vão ter de ficar guardadas. Duram até sete dias se as colocar numa caixa fechada – em teoria, porque na prática ao fim de dois já não existe nenhuma para contar a história.

 

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Notas:

* Se lhe der mais jeito, pode derreter o chocolate com as natas e a manteiga em banho-maria.

 

* Se o whisky não for bebida que lhe agrade, pode usar outra. Rum, vinho do Porto, moscatel, brandy... Ou pode fazer várias versões! Para as distinguir, pode cobrir umas com cacau, outras com açúcar em pó, outras com chocolate granulado...

 

* Como é fácil concluir, esta não é a receita certa para fazer no pico do verão.

Sofia.

Mais Gulinha.

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