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Gulinha.

Peixe, carne, legumes. Entradas, sobremesas, petiscos. Experiências. Dicas. Erros. Um forno temperamental. Mesas para dois ou para dez. Dias bons, muito bons e assim-assim. A minha cozinha tem de tudo. E é o meu sítio mais feliz.

Peixe, carne, legumes. Entradas, sobremesas, petiscos. Experiências. Dicas. Erros. Um forno temperamental. Mesas para dois ou para dez. Dias bons, muito bons e assim-assim. A minha cozinha tem de tudo. E é o meu sítio mais feliz.

Gulinha.

16
Jun20

Naan a fazer-se de pizza. Que petisco!

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Na verdade eu hoje vinha toda lançada para partilhar convosco uma receita de bacalhau. O que é que sucede? Sucede que Sofia se esqueceu de a fotografar.  O que significa que agora só há a dita receita quando eu puder fazer o tal bacalhau outra vez. (É que ainda para mais é mesmo bom! É gratinado, leva muitos legumes e faz um belo e feliz pratinho de forno.)

 

Mas nada se perde. Não há bacalhau, há petisquinho. Não há prato principal, há entrada (ou jantar de dia de bola, por exemplo, que pede assim uma coisa amiga de comer à mão). Basta ter pão naan – ando há meses para fazer caseiro, que é TÃO melhor, mas confesso que ainda não foi desta. Ou, se não tiver naan, pode usar uma base de pizza, por exemplo. Depois, peras, queijo de cabra, mel, tomilho, mais uns pozinhos e já está. É fácil, é rápido e cá em casa toda a gente adorou – tanto que em duas semanas fiz duas vezes. 

 

A ideia vem do site By Gabriella e este petisco vai seguramente entrar na rotação cá de casa. (Só é pena que a rotação de jantares de família e de amigos nunca mais regresse...) Experimente assim que puder. É um belo mimo para si e para a sua família!

 

 

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Naan com pera, queijo de cabra e tomilho

Receita do blog «By Gabriella»

Ingredientes [para 2/3 pessoas]:

½ (ou ⅔ de) pera, não muito madura, com casca e cortada em fatias finas

¼ c. de sopa de manteiga

120 g de queijo de cabra

½ cebola média cortada em meias-luas finas

½ c. de chá de açúcar

Sal fino q.b.

2 c. de sopa de azeite

Tomilho seco q.b.

2 c. de sopa de mel + q.b. para finalizar

1 pão naan

 

***

 

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Então vamos lá.

 

Para começar, ponha o forno a pré-aquecer nos 200º C e forre um tabuleiro em que o naan caiba com papel vegetal.

 

Depois, numa frigideira ou num tacho pequeno salteie a cebola numa colher e meia de sopa de azeite, com o açúcar e uma pitada de sal fino. Mantenha o lume médio baixo e deixe a cebola ir caramelizando – com cuidado, para não queimar as pontas.

 

Noutra frigideira, derreta a manteiga. A seguir junte as fatias de pera (sem as sobrepor) e deixe-as cozinhar por uns cinco minutos em lume médio. Depois vire-as e deixe-as ficar mais uns três a cinco minutinhos. A ideia é cozinharem (vão reduzir e escurecer ligeiramente), mas sem tostar.

 

"Nos entretantos", numa tigela coloque a restante meia colher de sopa de azeite e folhas de tomilho (seja generoso/a), misture e reserve.

 

Para outra taça, vai desfazer o queijo de cabra com as mãos, e depois vai juntar o mel e mais folhas de tomilho. A seguir, varinha mágica nisto tudo, com calma e serenidade, até obter um creme (se sobrarem uns vestígios de queijo mais inteiro não há problema, mas a ideia é mesmo no final ter uma textura cremosa). 


Nesta altura já deve ter as peras e a cebola prontas. Pincele o naan dos dois lados com o azeite que reservou e coloque-o no tabuleiro que preparou. Por cima espalhe o creme de queijo de cabra (e espalhe o melhor que puder). Junte a cebola (distribua-a uniformemente) e a pera (idem) e leve ao forno por cerca de dez minutos – ou até o queijo e a pera estarem douradinhos.

 

Retire do forno, finalize com um fio de mel e mais umas folhinhas de tomilho, deixe arrefecer ligeiramente (para não queimar a língua) e seja feliz!

 

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Notas:

* Se não tiver peras, maçã também resulta muito bem.

07
Mai20

Bulhão Pato não é só para as amêijoas.

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Não é mesmo. Também é para os camarões. Ou para os cogumelos! Nomeadamente quando a) se tem alguns no frigorífico a quererem passar do prazo e/ou b) se está numa de vegetais.

 

(Antes de continuarmos: sim. Amêijoas à Bulhão Pato é um petisco "daqueles"! Não podemos estar mais de acordo.)

 

Poucas coisas são tão fáceis de fazer como estes cogumelos. E a facilidade é proporcional ao sabor – são muito fáceis, sim, e também muito saborosos. Além disso, agradam a muita gente (sendo que eu conheço duas almas estranhas que não gostam – vá-se lá perceber), o que faz deles um ótimo petisco para quando a nossa vida social voltar e de repente tivermos visitas inesperadas e quisermos "fazer bonito". Em dez ou quinze minutos temos uma entradinha bem gostosa pronta a servir.

 

Vamos a isto?

 

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Cogumelos à Bulhão Pato

Ingredientes [para duas pessoas]:

450 g de cogumelos inteiros (marron, brancos, portobello, ...)

3 c. de sopa de azeite

1 boa c. de sopa de manteiga

3 dentes de alho grandes

½ copo de vinho branco

Sumo de limão q.b.

1 molhinho de coentros

Sal, pimenta e piripíri q.b.

 

***

 

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Para começar, limpe bem os cogumelos e corte-os em pedaços (do género de cubos, ou como prefira chamar-lhe). É importante que estes pedaços não sejam muito pequenos, para que mantenham alguma textura e não fiquem mínimos depois de cozinhados. Se os cogumelos forem pequenos, pode até cozinhá-los inteiros – separe só os caules dos "chapéus".

 

A seguir, numa frigideira, num wok ou num tacho leve o azeite e a manteiga ao lume, com os dentes de alho esmagados (casquinhas incluídas!). Deixe os aromas soltarem-se um bocadinho e junte os cogumelos. Tempere com o sal, a pimenta e o piripíri (não precisa de pôr, mas se gosta não salte esta parte) e vá mexendo. Quando o líquido tiver reduzido e os cogumelos estiverem quase prontos, é altura de juntar o vinho. Deixe ferver, para o álcool evaporar. A seguir junte os coentros picados grosseiramente, o sumo de limão que quiser pôr... E já está!

 

Nada mais fácil. É só torrar umas fatias de pão "nos entretantos", que até é crime servir isto sem pãozinho para o molho, e está pronto.

 

Delicie-se!

 

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23
Set17

Gracinhas de massa folhada que sabem bem e fazem figura.

Rosas de courgete e salmão fumado - Rolinhos de tomate e brie.jpg

 

Eu sou de petiscos.

 

Gosto de tudo, sim. E de todas as refeições do dia. Mas os petiscos têm um lugar especial no meu coração. "Bicar" daqui e dali, com um bom pão e um bom vinho na mesa e em boa companhia, é para mim um momento realmente feliz. Lembro-me de muitos almoços e jantares, claro; mas no caso das petiscadas, em família ou entre amigos, aposto que não me esqueci de nenhuma. São sempre momentos simples e por alguma razão memoráveis. E uma mesa cheia de petiscos é uma bela imagem.

 

Por isso – e também porque hoje o jantar foi uma espécie de improviso petisqueiro –, o Gulinha começa as receitas com um petisco. Não foi planeado, mas só podia acontecer assim.

 

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Muitas vezes abro a despensa e o frigorífico e invento qualquer coisa com aquilo que tenho. É uma maneira de não estragar nada, de variar ainda mais as refeições e por vezes de fazer boas descobertas. Hoje foi mais ou menos isso que aconteceu.

 

Entre as cem receitas (por alto) que tenho guardadas para experimentar, uma delas era daquelas que fazem figura em qualquer jantar: umas "rosas" de massa folhada com courgete e salmão fumado. A única coisa que comprei de propósito, e foi porque decidi experimentar esta receita já há alguns dias, foi o salmão fumado. O resto já cá estava.

 

Depois de fazer as "rosas", ainda sobrou massa, e por isso decidi gastá-la de outra forma. Tinha tomate, tinha queijo brie, tinha um restinho de pesto rosso... Feito.

 

(Sim. Eu sei que queijo, tomate e pesto não é assim a ideia mais nova de sempre. De certeza que meio mundo já fez o mesmo que eu. Mas eu não fui buscar inspiração a lado nenhum, por isso esta conta como minha, ok?)

 

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"Rosas" de courgete e salmão fumado

 

Ingredientes [para duas rosas]:

2 tiras de massa folhada de cerca de 5 cm de largura

Meia courgete

100 g de salmão fumado

Queijo creme q.b. [O que preferir – simples, light, com azeitonas, com ervas...]

Azeite q.b.

 

***

 

Primeiro, tem de pôr o forno a pré-aquecer, nos 200º C. Logo a seguir, corte a courgete em fatias fininhas (eu usei a minha rica mandolina – um dia falo mais dela) e ponha-as de lado. Em seguida corte as duas tiras de massa e barre-as com o queijo creme. Depois, é colocar por cima do queijo as rodelinhas de courgete – de maneira a deixar cerca de 1 ou 2 cm de bordo em baixo, e também a que os topos das rodelinhas fiquem de fora da tira de massa. No mesmo nível, vai a seguir pôr o salmão, por cima da courgete. Pode ficar mais baixinho que a dita; o importante é guardar na mesma o bordo inferior.

 

Quando já tiver as duas "fitas" montadas, dobra o bordo de baixo para cima, como uma bainha, e depois, com jeitinho, enrola a massa. (No fim pressione bem a ponta, para colar e não correr o risco de que as flores se desfaçam no forno.)

 

Antes de levar ao forno (num tabuleiro forrado com papel vegetal, claro), pincele os bordos da courgete que ficam de fora com um pouco de azeite. A ideia não é que fique a escorrer; é só mesmo untar ao de leve, para depois não queimar. (Em alternativa ao pincel, pode molhar ligeiramente uma toalha de papel de cozinha com o azeite e passá-la suavemente nos bordos da courgete. Assim até controla melhor a quantidade e tudo.)

 

Et voilá. Vai ao forno até a massa estar dourada e serve-se ainda quentinho. Uma rosa por pessoa é suficiente se for uma entrada; se quiser fazer disto um jantar leve, talvez duas por pessoa sejam o ideal. 

 

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Rolinhos de tomate e brie

 

Ingredientes [para oito a dez rolinhos]:

2 quadrados de massa folhada de 10x10 cm

8 a 10 tomates cherry, cereja ou mini-chucha

8 a 10 quadradinhos de queijo brie [da altura dos tomates]

Pesto q.b.

Orégãos q.b.

 

***

 

Se usou uma base de massa folhada daquelas redondas, de compra, e se só fez as duas "rosas", a parte de massa que sobrou chega para estes nove rolinhos. (Se não usou... Bom, é cortar dois quadrados de massa.) Enrole as sobras, estique-as com o rolo (não se esqueça de polvilhar a bancada com farinha) e corte, para ficar em forma de quadrado. Depois, volte a fazer o mesmo com as novas sobras e faça mais um quadrado.

 

A ideia é cortar cada quadrado em quatro ou cinco tirinhas, da altura do tomate. Depois, é simples: barra as tirinhas com pesto (eu usei rosso, porque era o que tinha cá em casa, mas acho que com o "normal" até vai ficar melhor), abre os tomates a meio, coloca aí o quadradinho de queijo, fecha o tomate, põe sobre a tirinha e enrola. A seguir é só fechar por baixo: aperta a massa até que feche e que fique com o formato de uma tacinha. É uma espécie de vol-au-vent apressado, vá.

 

Depois de ter todos os tomatinhos enrolados na massa, põe tudo num tabuleiro e polvilha com orégãos. Se couber pode juntar às "rosas" – tenha só cuidado com o espaço, porque estes rolinhos têm tendência a cair e se se colam uns aos outros é uma tristeza.

 

Leve ao forno (pré-aquecido a 200º C) até a massa estar dourada e os tomates ficarem meio mirradinhos.

 

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Nota:

* A massa destas receitas pode ser a que preferir. Eu usei folhada porque era a que tinha – sendo que habitualmente nem é coisa que use muito. Massa quebrada serve perfeitamente; massa de pizza também (nos rolinhos de tomate, então...). Ainda não experimentei, mas filo e brick também resultam, de certeza. E com a vantagem de serem mais saudáveis que qualquer uma das outras...