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Gulinha.

Peixe, carne, legumes. Entradas, sobremesas, petiscos. Experiências. Dicas. Erros. Um forno temperamental. Mesas para dois ou para dez. Dias bons, muito bons e assim-assim. A minha cozinha tem de tudo. E é o meu sítio mais feliz.

Peixe, carne, legumes. Entradas, sobremesas, petiscos. Experiências. Dicas. Erros. Um forno temperamental. Mesas para dois ou para dez. Dias bons, muito bons e assim-assim. A minha cozinha tem de tudo. E é o meu sítio mais feliz.

Gulinha.

23
Jun20

Agora, sim: bacalhau!

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Na semana passada vim para aqui toda contente para partilhar uma receita de bacalhau. Passou-me a alegria quando descobri que afinal não tinha fotografias do dito – e isto de ter um blog não é só escrever, também é mostrar... Por isso a minha ideia teve de ficar pelo caminho (mas foi substitída por um não menos feliz e delicioso petisco).

 

Mas desta vez é que é. Hoje, sim, há bacalhau! Com legumes. No forno. É muito, muito saboroso. Mesmo para mim, que (já aqui o disse) não sou assim aquela fã de bacalhau que o meu gene português mandaria que fosse. Gosto, claro, e sobretudo cozinhado de determinadas formas. Mas daí a morrer de saudades se emigrasse... Não. Não morria.

 

Seja como for, mesmo para está cética que aqui se vos revela este bacalhau vale muito a pena. Estou desejosa de repetir a receita (sim, porque não repeti – entretanto encontrei foi as fotografias). Assim que puder vou fazê-la outra vez. Porque isto é muito, muito, muito bom!

 

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Bacalhau no forno com legumes

Ingredientes:

850 g de bacalhau

2 cebolas

3 dentes de alho

4 c. de sopa de azeite

1 folha de louro

2 cenouras

100 g de batata-palha

Coentros picados, sal e pimenta q.b.

200 g de mozzarela ralado

Para o molho béchamel:

1 l de leite

3 c. sopa (cheias) de farinha

2 c. de sopa de margarina

Sal, noz-moscada e pimenta q.b.

 

***

 

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Para começar, desfie o bacalhau – não é preciso ficar muito fininho; só em lascas. Reserve-o.

 

Agora, coloque o forno a pré-aquecer, nos 180º C.

 

Leve ao lume uma frigideira grande com o azeite, as cebolas em meias-luas, os dentes de alho picados e a folha de louro. Deixe cozinhar e vá mexendo, até a cebola ficar translúcida. Nessa altura, junte a cenouta ralada, tempere com sal e pimenta, envolva bem, deixe mais uns três minutinhos e retire do lume.

 

Agora, o béchamel: junte todos os ingredientes num tacho, leve ao lume (não muito alto, para não pegar), e mexa sempre, sempre, sempre... Até o molho levantar fervura e ganhar consistência. Depois reserve.


À mistura da cenoura vai agora juntar a batata-palha, o bacalhau, os coentros e metade do molho béchamel.

 

Unte o tabuleiro que vai usar com um pouco de azeite e disponha nessa travessa a mistura de bacalhau. Por cima deite a outra metade de béchamel, espalhe-a para cobrir todo o tabuleiro e polvilhe com o mozarella.

 

Leve ao forno durante cerca de meia hora – ou até que tudo esteja bem douradinho. Nessa altura, retire do forno, deixe descansar durante cinco minutos cá fora e sirva.

 

Vai ser um repasto feliz! :)

 

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Notas:

* Pode comprar bacalhau já em lascas, claro. Pode comprar o béchamel já feito, pois. Eu é que sou uma alma antiga – e a verdade é que bacalhau demolhado e lascado em casa é mais saboroso e béchamel caseiro não tem conservantes nem aditivos afins. Por isso a "preguicinha" do comprar feito fica-me pela batata-palha.

 

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16
Jun20

Naan a fazer-se de pizza. Que petisco!

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Na verdade eu hoje vinha toda lançada para partilhar convosco uma receita de bacalhau. O que é que sucede? Sucede que Sofia se esqueceu de a fotografar.  O que significa que agora só há a dita receita quando eu puder fazer o tal bacalhau outra vez. (É que ainda para mais é mesmo bom! É gratinado, leva muitos legumes e faz um belo e feliz pratinho de forno.)

 

Mas nada se perde. Não há bacalhau, há petisquinho. Não há prato principal, há entrada (ou jantar de dia de bola, por exemplo, que pede assim uma coisa amiga de comer à mão). Basta ter pão naan – ando há meses para fazer caseiro, que é TÃO melhor, mas confesso que ainda não foi desta. Ou, se não tiver naan, pode usar uma base de pizza, por exemplo. Depois, peras, queijo de cabra, mel, tomilho, mais uns pozinhos e já está. É fácil, é rápido e cá em casa toda a gente adorou – tanto que em duas semanas fiz duas vezes. 

 

A ideia vem do site By Gabriella e este petisco vai seguramente entrar na rotação cá de casa. (Só é pena que a rotação de jantares de família e de amigos nunca mais regresse...) Experimente assim que puder. É um belo mimo para si e para a sua família!

 

 

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Naan com pera, queijo de cabra e tomilho

Receita do blog «By Gabriella»

Ingredientes [para 2/3 pessoas]:

½ (ou ⅔ de) pera, não muito madura, com casca e cortada em fatias finas

¼ c. de sopa de manteiga

120 g de queijo de cabra

½ cebola média cortada em meias-luas finas

½ c. de chá de açúcar

Sal fino q.b.

2 c. de sopa de azeite

Tomilho seco q.b.

2 c. de sopa de mel + q.b. para finalizar

1 pão naan

 

***

 

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Então vamos lá.

 

Para começar, ponha o forno a pré-aquecer nos 200º C e forre um tabuleiro em que o naan caiba com papel vegetal.

 

Depois, numa frigideira ou num tacho pequeno salteie a cebola numa colher e meia de sopa de azeite, com o açúcar e uma pitada de sal fino. Mantenha o lume médio baixo e deixe a cebola ir caramelizando – com cuidado, para não queimar as pontas.

 

Noutra frigideira, derreta a manteiga. A seguir junte as fatias de pera (sem as sobrepor) e deixe-as cozinhar por uns cinco minutos em lume médio. Depois vire-as e deixe-as ficar mais uns três a cinco minutinhos. A ideia é cozinharem (vão reduzir e escurecer ligeiramente), mas sem tostar.

 

"Nos entretantos", numa tigela coloque a restante meia colher de sopa de azeite e folhas de tomilho (seja generoso/a), misture e reserve.

 

Para outra taça, vai desfazer o queijo de cabra com as mãos, e depois vai juntar o mel e mais folhas de tomilho. A seguir, varinha mágica nisto tudo, com calma e serenidade, até obter um creme (se sobrarem uns vestígios de queijo mais inteiro não há problema, mas a ideia é mesmo no final ter uma textura cremosa). 


Nesta altura já deve ter as peras e a cebola prontas. Pincele o naan dos dois lados com o azeite que reservou e coloque-o no tabuleiro que preparou. Por cima espalhe o creme de queijo de cabra (e espalhe o melhor que puder). Junte a cebola (distribua-a uniformemente) e a pera (idem) e leve ao forno por cerca de dez minutos – ou até o queijo e a pera estarem douradinhos.

 

Retire do forno, finalize com um fio de mel e mais umas folhinhas de tomilho, deixe arrefecer ligeiramente (para não queimar a língua) e seja feliz!

 

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Notas:

* Se não tiver peras, maçã também resulta muito bem.

08
Jun20

Para o regresso do fresquinho: frango, uvas e burrata.

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Eu achava que a época das comidas de forno já tinha fechado. Que tínhamos entrado definitivamente na feliz era das saladas, dos grelhados, dos petiscos crus... Só que pelos vistos os tabuleiros ainda não têm ordem de descanso – o verão passou por cá num instantinho mas já foi à vida dele outra vez.

 

Sendo assim, ainda há tempo, espaço e temperatura para mais umas receitinhas de assados e afins. A de hoje é inspirada numa do Half Baked Harvest, é uma espécie de outono na primavera e é absolutamente deliciosa. Envolve frango, uvas, tomilho e burrata (ou mozzarella, se burrata for coisa difícil de arranjar). É um belo repasto para um almoço de domingo – que hoje em dia é toda uma nova realidade, mas deixemos isso. Ou para aquela noite em que querem fazer um jantar diferente e bonito.

 

Tudo a postos? :)

 

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Frango com uvas e burrata

Receita inspirada numa do blog «Half Baked Harvest»

Ingredientes:

700 g de peito ou coxa de frango, com ou sem pele (eu prefiro com...)

2 c. de sopa de azeite

2 c. de sopa de tomilho fresco picado (ou 1 c. de sopa se for tomilho seco) + q.b. para decorar

Sal, pimenta e pimenta-de-caiena q.b.

2 dentes de alho

1 folha de louro

¼ de chávena de farinha

4 tiras de bacon grosso, depois cortadas a meio

1 cebola em meias-luas finas

¾ chávena de vinho branco

½ chávena de vinagre balsâmico

2 chávenas de uvas doces (eu usei red globe)

1 c. de sopa de mel

2 bolas de queijo burrata (ou mozzarella)

 

***

 

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Na véspera (vá lá – quer que a carne fique saborosa, não quer?) tempere o frango com sal, pimenta, os dentes de alho esmagados, a folha de louro, a pimenta-de-caiena (vá com muuuuita calma, que esta pimenta é forte...), o tomilho e uma colher de sopa de azeite.

 

No dia, já sabe por onde vamos começar: pré-aqueça o forno, aí nos 200º C.

 

Enquanto o forno aquece, polvilhe o frango com a farinha e envolva bem, para cobrir com uma capa fina toda a carne. A seguir, coloque uma frigideira grande a aquecer e, quando estiver quente, coloque lá o bacon e deixe-o fritar, até ficar estaladiço. Quando estiver pronto, retire-o da frigideira e deixe-o escorrer em papel absorvente.

 

Coloque agora as peças de frango na frigideira. Vai selar a carne na gordura do bacon – isto é: quatro ou cinco minutinhos de um lado, até estar bem dourada, vira e deixa mais uns três minutos, para dourar do outro lado.

 

Quando o frango estiver selado, tire-o da frigideira e reserve-o (pode ser já diretamente no tabuleiro que vai levar ao forno). Junte a segunda colher de sopa de azeite à frigideira e depois adicione a cebola em meias-luas. Passados uns três minutos (não queremos que a cebola frite), baixe o lume, junte o vinho branco e o vinagre balsâmico e deixe ferver um pouco.

 

A seguir, junte este molho ao tabuleiro onde tem já o frango e leve ao forno por quinze minutos. Passado esse tempo, tire o tabuleiro, disponha as uvas em redor do frango e regue-as com um fio de mel. Leve de novo ao forno, por mais dez a quinze minutos.

 

Antes de servir, disponha o bacon que fritou pelo tabuleiro e desfaça a burrata grosseiramente sobre o frango. Deixe tudo descansar durante cinco minutos e a seguir sirva.

 

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É perfeito! :)

 

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Notas:

* Um arroz ou uma massa simples dão um ótimo acompanhamento, porque casam bem com o frango e com o molhinho.

* Se optar por manter a pele do frango, comece por selar esse lado (o da pele).

* A pimenta-de-caiena é MESMO forte – comece aí com ¼ de colher de café (e mal medida). Depois, se for necessário, pode juntar um nadinha mais ao molho.

* Se tiver uma frigideira grande que possa ir ao forno (em ferro, por exemplo), ótimo! Pode fazer tudo nessa frigideira, fica bonito e é menos louça que se suja.

 

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03
Jun20

Bolo que leva courgete mas que só sabe a chocolate.

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"Mas então porque é que leva courgete?"

 

Para ficar BOM. E fica!

 

Eu explico: este bolo não leva óleo nem manteiga. O que lhe dá o "molhadinho" e a consistência certa é a courgete. E não lhe dá mais nada – nem cor nem sabor.

 

A receita é da Filipa Gomes (fiz-lhe uma ou duas alterações) e andava ali perdida na gaveta. Mas não passou de sexta-feira!

 

Vamos a isto. Sem mais demoras. :)

 

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Bolo de chocolate e courgete:

Receita da Filipa Gomes | «Prato do Dia»

4 ovos

1 chávena de açúcar branco

1 chávena de açúcar amarelo

1 c. chá de extrato de baunilha

2 chávenas de farinha

1 c. chá de fermento

2 c. chá bicarbonato de sódio

75 g de chocolate em pó

Sal grosso q.b.

3 chávenas de courgete ralada (+/- uma courgete das grandes ou 1 + ½ das médias)

 

***

 

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Primeiro que tudo, e como sempre, pré-aqueça o forno, nos 180º C. Aproveite e despache também a forma (unte e forre o fundo com papel vegetal) e a courgete.

 

Agora, vamos lá ao bolo propriamente dito. Para começar, vai bater os ovos com o açúcar e a baunilha. De seguida, vai envolver, sem bater, os ingredientes secos – a farinha, o fermento, o bicarbonato, o chocolate em pó e ainda uma pitada de sal grosso.

 

(Nesta fase, a massa vai parecer muito grossa, muito seca, mas não se preocupe porque é mesmo assim.)

 

Agora, junte a courgete ralada e envolva mais uma vez.

 

Depois, é só levar ao forno, na forma que preparou, durante uns 40 a 50 minutos (depende muito do forno, por isso faça o infalível teste do palito).

 

Quando o bolo estiver cozido basta tirá-lo do forno, deixá-lo arrefecer uns cinco a dez minutos e desenformar – se tiver uma daquelas redes, ótimo; senão, vire-o diretamente para o prato.

 

Deixe-o arrefecer totalmente (morno é bom mas à temperatura ambiente é bem melhor) e vá-se a ele! :)

 

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26
Mai20

Aquele (ler com a entoação certa) bolo de banana.

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Declaração de interesses número 1: eu não sou lá grande fã de banana. Se a comer com queijo ou em pizza (a descoberta da minha vida), sou feliz. Mas é só. Uma banana assim, sozinha, descascada e comida, para mim é um fastio. E acho tudo o que é à base de banana entre mau e péssimo: batidos, iogurtes, sobremesas em geral (tirando a mousse que a minha mãe faz – que saudades!!), o próprio cheiro.

 

Declaração de interesses número 2: naturalmente, já fiz e já provei vários bolos/pães de banana mas nenhum me convenceu.

 

Até fazer este.

 

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Banana, coco (em teoria – na prática o sabor não se sente), mel e chocolate (porque sim). É um bolinho fácil de fazer e delicioso, criado pela minha amiga (cá em casa já a tratamos assim) do Half Baked Harvest. E é a solução ideal para aquelas bananas muito escurinhas que estão aí na fruteira quase a ir desta para melhor. Fez um sucesso muito grande cá em casa, e também noutras casas em que já experimentaram a receita.

 

Vamos lá? :)

 

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Bolo de banana, coco e chocolate

Ingredientes:

4 bananas maduras esmagadas

¼ de chávena de óleo de coco (derretido)

¼ de chávena de mel

2 ovos

2 c.de chá de extrato de baunilha

1 + ½ chávenas de farinha

1 + ½ c. de chá de bicarbonato de sódio

1 c. de chá de canela em pó

½ c. de chá de sal grosso

1 chávena de chocolate preto partido grosseiramente em pedaços (+/- 180 g)

 

***

 

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Esta receita começa como todas as receitas de forno: com o dito a pré-aquecer. Desta vez é nos 175º C.

 

E, como todas as receitas de bolo, untar a forma é o passo a seguir. A ideia é usar uma forma de bolo inglês, e além de a untar forrá-la também com papel vegetal.

 

Agora, numa taça vai misturar as bananas esmagadas, o óleo de coco, o mel, os ovos e a baunilha. Depois vai juntar a farinha, o bicarbonato de sódio, a canela e o sal, e misturar novamente. A seguir junte os pedaços de chocolate e envolva, para os distribuir bem pela massa.

 

E pronto. Está feito. É só deitar a massa na forma e levá-la ao forno por uns 40 a 50 minutos (o teste do palito nunca falha, mas não abra a porta antes dos 40 minutos). Quando o bolo estiver pronto, tire-o do forno, deixe-o arrefecer meia hora... E vá-se a ele! Vale muito a pena experimentar quando ainda está morninho!

 

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19
Mai20

Brie. Risotto que não é para mexer. É preciso dizer mais alguma coisa?

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Risotto. De brie. Com cogumelos. Sem mexer. Tudo certo, aqui, não é?

 

Tinha esta receita à espera de ser feita há já algum tempo. Tinha tanta certeza de que ia ser ótima que quis guardá-la para um dia especial. Guardei. Mas quando a fiz confesso que até eu fiquei supreendida – era ainda melhor do que o que eu imaginava, sendo que eu já imaginava que ia jantar muito, muito bem nessa noite.

 

A ideia inicial é do infalível Half Baked Harvest, mas decidi dar-lhe duas ou três voltas. E nem vou dizer mais nada. "Ala" para a receita, que até as fotografias falam por si. A lista de ingredientes é um bocadinho longa, mas nada tema – este risotto é rápido e muito fácil de fazer.

 

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Risotto (assim mesmo muito fácil) de cogumelos e brie

Ingredientes [para seis pessoas]:

6 chávenas de caldo de frango ou de legumes (mas pela certa tenha sete a jeito)

3 c. de sopa de azeite

5 c. de sopa de manteiga com sal

3 dentes de alho picados ou esmagados

2 chávenas de arroz para risotto (eu usei arbório)

1 chávena de vinho branco

Sal q.b.

1 c. de sopa de raspas de laranja + 3 c. de sopa de sumo

¼ de chávena de queijo parmesão ralado

1 triângulo de queijo brie (200 g) cortado em cubos não muito grandes

600 g de cogumelos frescos

2 c. chá de tomilho seco (ou 2 c. de sopa tomilho fresco)

Pimenta preta q.b.

 

***

 

Primeiro que tudo, tenha o caldo bem quente, pronto a usar.

 

Aqueça duas colheres de sopa de azeite e duas colheres de sopa de manteiga num tacho grande, com o lume médio-alto. Junte dois dos dentes de alho e deixe-os começar a soltar aquele cheirinho bom – com cuidado, para não queimar. Junte o arroz (sem lavar!) e vá misturando durante dois a três minutos, até começar a ver algumas pontinhas tostadas. Nessa altura, vai juntar o vinho e temperar com sal, e depois vai deixar que continue a cozer por mais uns dois ou três minutinhos, até o vinho ser absorvido. Nessa altura junte cinco chávenas de caldo, suba o lume, deixe levantar fervura, tape o tacho, baixe o lume e deixe o arroz cozinhar durante quinze minutos.

 

Neste intervalo, salteie os cogumelos no que resta de azeite e manteiga, com o tomilho, a raspa de laranja e o dente de alho que falta usar. Não se esqueça de temperar com sal e pimenta.

 

Passados os quinze minutos do risotto, destape o tacho, junte a sexta chávena de caldo, o sumo de laranja e o parmesão, e mexa até estar tudo bem envolvido e muito cremoso, quase ainda líquido (risotto seco é a coisa mais desengraçada que há). Adicione os pedaços de Brie, mexa e apague o lume. Se vir que o risotto ficou demasiado espesso, adicione mais um pouco de caldo e misture.

 

E agora é só servir. Num prato (fundo é melhor) coloque o risotto e por cima os cogumelos. Se quiser junte um pouquinho de pimenta preta fresca. E delicie-se!

 

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Notas:

* Se não adorar cogumelos ou não os tiver à mão, salteie outro legume – espargos, por exemplo, são uma ótima ideia. Mas use o que houver no frigorífico aí de casa.

 

* Pode substituir a laranja (raspa e sumo) por outro citrino. Se gostar, limão e lima funcionam bem, também, sendo que dão um toque mais ácido.

 

13
Mai20

Salsichas, agrião, maçã – improvável mas delicioso!

Hoje temos petisco. E dos bons!

 

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© Hirsheimer & Hamilton

 

Nos longínquos inícios desta era de isolamento subscrevi uma série de newletters de culinária, gastronomia e afins. Entre um curso digital de bases de culinária (que recomendo a todos aqueles que falem inglês – por mais que saibam sobre tachos, molhos e tipos de carne é bem possível que aprendam algo de novo), uma revista sobre os restaurantes de Nova Iorque (e agora sobre o drama em que eles vivem) ou uma publicação online dedicada à(s) história(s) da gastronomia, comecei a ter muito com que me entreter reunido no meu e-mail. Manter toda a leitura em dia é outra história... Mas faço por isso, ainda assim.

 

Numa dessas newletters (a da Epicurious, mais dedicada a receitas), apareceu-me um link para uma daquelas listas de "vinte e dois jantares para fazer em quinze minutos". Eu nem sou muito dada a estes "compêndios"; para já, os quinze minutos nunca são quinze minutos (o curso de cozinha ali de cima dá boas pistas a respeito desse tema), e depois na maioria dos casos as receitas não me cativam lá muito. Mas, sabe-se lá porquê, nesse dia decidi deixar-me surpreender. E foi algures no meio dessa lista que me apareceu a receita de hoje.

 

Não sei se o que me falou ao coraçãozinho culinário foi a maçã (adoro cozinhar com fruta – bem mais do que comê-la crua...), o agrião ou toda a mistura em si. Sei que achei que isto tinha de ser bom.

 

Só não pensei foi que fosse TÃO bom!

 

Pode parecer uma mistura estranha. Usar agriões como quem usa espinafres numa receita assim não é algo a que estejamos muito habituados, por exemplo. E o resultado final não é exatamente o tipo de petisco que costumamos programar para uma sexta-feira à noite (bom, vocês lá sabem da vossa vida...). Ma, certo, certo é que este prato vai entrar na rotação cá de casa.

 

É tão bom que nem o fotografei. Esqueci-me. E quando me lembrei já não ia a tempo...

 

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Salsichas com maçã e agrião

Ingredientes [para duas pessoas]:

2 c. de sopa de azeite

4 maçãs pequenas (eu usei vermelhas), cortadas a meio

6 salsichas frescas

½ chávena de vinho branco

1 c. de sopa de vinagre balsâmico

6 bons punhados de folhas de agrião

 

***

 

Então vamos lá: comece por aquecer o azeite numa frigideira larga. Quando estiver quente, leve as maçãs a fritar (com a parte cortada virada para baixo). Esta parte vai demorar uns dez, doze minutos. A meio vire-as ao contrário um bocadinho, para dar uma cor do outro lado, e depois volte a virá-las para baixo. Se vir que é preciso, junte mais um bocadinho de azeite.

 

Entretanto, pique as salsichas com um palito. Quando as maçãs estiverem tostadinhas, tire-as da frigideira e junte as salsichas. Deixe-as ganhar uma cor de todos os lados (e vire-as com cuidado, para não se desmancharem). Quando estiverem prontas, junte o vinho e o vinagre, deixe levantar fervura e baixe o lume, para o molho reduzir. Isto vai demorar uns cinco, seis minutos – mas faça o truque da colher: se o molho a cobrir pela parte côncava, está pronto.

 

A seguir, para terminar, tire as salsichas, junte o agrião, deixe-o quebrar e volte a colocar na frigideira as salsichas e as maçãs.

 

E está pronto. É só servir.

 

Prometo que vai valer a pena!

 

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07
Mai20

Bulhão Pato não é só para as amêijoas.

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Não é mesmo. Também é para os camarões. Ou para os cogumelos! Nomeadamente quando a) se tem alguns no frigorífico a quererem passar do prazo e/ou b) se está numa de vegetais.

 

(Antes de continuarmos: sim. Amêijoas à Bulhão Pato é um petisco "daqueles"! Não podemos estar mais de acordo.)

 

Poucas coisas são tão fáceis de fazer como estes cogumelos. E a facilidade é proporcional ao sabor – são muito fáceis, sim, e também muito saborosos. Além disso, agradam a muita gente (sendo que eu conheço duas almas estranhas que não gostam – vá-se lá perceber), o que faz deles um ótimo petisco para quando a nossa vida social voltar e de repente tivermos visitas inesperadas e quisermos "fazer bonito". Em dez ou quinze minutos temos uma entradinha bem gostosa pronta a servir.

 

Vamos a isto?

 

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Cogumelos à Bulhão Pato

Ingredientes [para duas pessoas]:

450 g de cogumelos inteiros (marron, brancos, portobello, ...)

3 c. de sopa de azeite

1 boa c. de sopa de manteiga

3 dentes de alho grandes

½ copo de vinho branco

Sumo de limão q.b.

1 molhinho de coentros

Sal, pimenta e piripíri q.b.

 

***

 

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Para começar, limpe bem os cogumelos e corte-os em pedaços (do género de cubos, ou como prefira chamar-lhe). É importante que estes pedaços não sejam muito pequenos, para que mantenham alguma textura e não fiquem mínimos depois de cozinhados. Se os cogumelos forem pequenos, pode até cozinhá-los inteiros – separe só os caules dos "chapéus".

 

A seguir, numa frigideira, num wok ou num tacho leve o azeite e a manteiga ao lume, com os dentes de alho esmagados (casquinhas incluídas!). Deixe os aromas soltarem-se um bocadinho e junte os cogumelos. Tempere com o sal, a pimenta e o piripíri (não precisa de pôr, mas se gosta não salte esta parte) e vá mexendo. Quando o líquido tiver reduzido e os cogumelos estiverem quase prontos, é altura de juntar o vinho. Deixe ferver, para o álcool evaporar. A seguir junte os coentros picados grosseiramente, o sumo de limão que quiser pôr... E já está!

 

Nada mais fácil. É só torrar umas fatias de pão "nos entretantos", que até é crime servir isto sem pãozinho para o molho, e está pronto.

 

Delicie-se!

 

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29
Abr20

Lasanha (quase) vegetariana. E deliciosa!

Crispy-Prosciutto-Cheesy-White-Lasagna-5.jpg

© Half Baked Harvest

 

É verdade. É lasanha. Lasanha, senhores! Um mundo feliz de massa, queijo e espinafres. E por isso quase vegetariana! Tiram-se aquelas tirinhas de presunto ali de cima e já está (para dar uma corzinha podem pôr-se rodelas de tomate, por exemplo – sempre fica mais bonito).

 

Esta lasanha, do melhor dos blogs de cozinha (o meu querido e infalível Half Baked Harvest), foi o nosso jantar de ontem, cá em casa. Era dia de festa e por isso o repasto foi à altura. Noutros anos, teríamos rumado ao restaurante que nos acolhe sempre na noite de 28 de abril, mas desta feita tivemos de optar por uma celebração mais caseirinha. O menu já estava programado há dias (nesta fase, mercearias, frescos e afins pedem toda uma gestão atempada) e eu até andava naquela emoçãozinha de quem sabe que vem aí petisco dos bons (não me julguem – eu fico meio tonta com esta coisa das comidas, sim). Mas isto não é só um petisco dos bons. Isto é comida de conforto no seu melhor. É leveza e sabor e textura. É quentinho no estômago que chega ao coração.

 

Agora só falta experimentar aí em casa. Hoje, amanhã ou assim que tenha todos os ingredientes. Mas faça esta lasanha mal possa. Por favor.

 

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Lasanha (quase e facilmente) vegetariana

Receita do blog «Half Baked Harvest»

Ingredientes:

½ chávena de manteiga
2 dentes de alho picados
1 c. de chá de manjericão seco
1 c. de chá de orégãos secos
Sal e pimenta preta q.b.
¼ chávena de farinha
2 chávenas de leite
2 chávenas de caldo de galinha ou de caldo de legumes (se for caseiro, perfeito!)
1 chávena de queijo mozzarella ralado
1 chávena de queijo parmesão ralado
2 embalagens de queijo ricotta
1 chávena de queijo cheddar ralado
400 g de espinafres congelados (mas já descongelados, e bem espremidos)
1 embalagem de folhas de lasanha frescas
3 a 4 fatias de presunto (opcional – pode trocar por tomate, por exemplo)

 

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Para começar, o habitual: pré-aqueça o forno, aí nos 180º C. E, antes de partir para a receita propriamente dita, unte levemente o tabuleiro que vai usar (eu usei um pirex, de sensivelmente 23 x 33 cm).

 

Agora, mãos à obra: num tacho, coloque a manteiga, o alho, o manjericão, os orégãos, sal e pimenta. Leve ao lume e deixe a manteiga derreter e ganhar o sabor dos temperos aí durante um ou dois minutinhos. (Tudo isto em lume brando, para a manteiga não queimar.) Depois, junte a farinha e mexa bem, porque se há coisa que não queremos é grumos. Vá mexendo durante mais um minuto e a seguir junte o caldo e o leite – primeiro aos bocadinhos, para dissolver bem a farinha, e depois já em doses maiores. Até levantar fervura, vá sempre mexendo, para não pegar, e quando ferver dê mais uns minutos, para engrossar  – no final vai ter um molho branco menos espesso do que o habitual, mas é mesmo assim.

 

Quando o molho estiver pronto, apague o lume e junte o queijo mozzarella e metade do parmesão. Mexa até os queijos derreterem.

 

Agora, numa tacinha à parte vai misturar o ricotta, o cheddar e os espinafres (bem escorridos, lembre-se!).

 

E depois é só montar a lasanha. Por esta ordem:

- ¼ do molho de queijo

- Folhas de lasanha

- Metade da mistura de ricotta

- ¼ do molho de queijo

- Folhas de lasanha

- A outra metade da mistura de ricotta

- ¼ do molho de queijo

- Folhas de lasanha

- ¼ do molho de queijo

- A outra metade do parmesão ralado

 

E já está. Depois é só dispor, por cima, as fatias de presunto, partidas em pedaços com as mãos. Ou rodelas de tomate, por exemplo, se quiser uma lasanha mesmo vegetariana.

 

Agora basta levar ao lume aí uns 40, 45 minutos – até que os bordos fiquem dourados e o topo com uma "corzinha". Depois de tirar do forno, deixe a lasanha "descansar" 20 minutinhos antes de servir.

 

Feitinha! E deliciosa! Nunca mais se vai esquecer desta receita. Garanto.

 

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21
Abr20

Pizza. Apenas isso: pizza!

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© Half Baked Harvest

 

Vamos imaginar que ainda ninguém engordou nesta fase mais dada ao recolhimento e que por isso pizza caseira é algo que faz sentido.

 

E faz. Faz, sim. Faz mesmo! Foi por isso que eu a levei ao forno aqui há dias (para o jantar de Domingo de Páscoa!). E é por isso que venho aqui deixar a receita. Por isso e porque é, como são sempre as receitas do Half Baked Harvest, tão-boa-mas-tão-boa-mas-tão-boa.

 

Para a base, há uma receita boa, fácil, rápida e só com dois ingredientes aqui. Mas, se não estiverem muito na onda de fazer a massa, ou se vos faltar esse bocadinho de tempo, ou se não tiverem um dos ingredientes, usem uma de compra. (Ou, tendo-a e querendo e podendo, optem pela receita caseira que costumam usar desse lado.)

 

Seja qual for a massa, não vai ser ela o problema. Até porque, na pior das hipóteses (e que mesmo sendo diferente é bem boa), podem cortar fatias de pão, espalhar o recheio por cima e levar ao forno. Não deixem é de fazer isto para um jantar de fim de semana, um brunch ou um daqueles momentos em que vos apetece mesmo um “petisquinho”.

 

No final, garanto que não sobra nada!

 

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Pizza de cogumelos e cebola caramelizada

Receita do blog «Half Baked Harvest»

Ingredientes [para uma pizza média]:

2 c. de sopa de manteiga

1 cebola grande, cortada em meias-luas (nem muito fininhas nem muito grossas)

⅓ de chávena de vinho branco (pode substituir por sidra ou sumo de maçã)

1 c. de sopa de salva fresca, picada

2 c. de chá de alecrim fresco, picado + umas folhinhas inteiras

1 pitada de flocos de piripíri (opcional, claro)

250 g de mistura de cogumelos

1 a 2 dentes de alho picados ou esmagados

Massa de pizza (esta, por exemplo – ou a que costuma fazer, ou a que costuma comprar…)

1 chávena de espinafres frescos

90 g de queijo de cabra em pedaços

1 chávena de queijo mozzarella ralado

Sal, pimenta e azeite q.b.

 

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© Half Baked Harvest

 

Para começar, coloque o forno a aquecer a 225º C. Se usar massa de compra, prepare-a.

 

Enquanto o forno aquece, derreta a manteiga numa frigideira e junte a cebola em meias-luas. Deixe cozinhar, em lume médio, até que a cebola comece a ficar molinha. Nessa altura, junte metade do vinho branco e tempere a cebola com sal e pimenta. Vá mexendo e, quando o líquido evaporar, junte o resto do vinho. Continue a mexer. Daí a uns cinco, dez minutos as cebolas já devem estar a dourar. É nessa altura que vai juntar os cogumelos, o alho, as ervas e o piripíri (se usar). Quando os cogumelos “quebrarem” e não houver líquido na frigideira, pode apagar o lume.

 

Sobre a massa, que nesta altura já deve estar pronta a utilizar, vai colocar um fio de azeite. Por cima, dispõe os espinafres e o queijo de cabra, partido com as mãos, e a seguir metade da mistura de cebola e cogumelos. Em seguida, polvilha com o queijo ralado e por fim dispõe o resto da mistura de cogumelos e umas folhinhas de alecrim.

 

A seguir é só mesmo levar ao forno entre 10 e 20 minutos – até a massa estar tostadinha nas bordas e o queijo ralado ter derretido. Depois é só tirar do forno e ter força de vontade para esperar. Ou isso ou queimar as pontas dos dedos e da língua… É que resistir é um bocadinho difícil!

 

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Notas:

* A sálvia pode ser difícil de encontrar nesta altura. Até mesmo o alecrim não tem sido fácil de conseguir… Troque as ervas pelas que tiver à mão. Orégãos, tomilho, salsa… Opte pelos sabores de que gostar mais.

 

* O mesmo vale para o queijo. No ralado, eu usei mozzarella. Mistura de quatro queijos, para gratinar, ou só emmental, por exemplo, também resultam. E para quem, como eu, gostar de travos mais fortes, queijo da ilha ralado é uma ótima opção!

Quanto ao queijo de cabra em pedaços, mais uma vez vale o que houver – Brie, Camembert…

 

* Sobre os cogumelos: eu usei, porque tinha em casa, uma mistura de cogumelos silvestres. Mas use os que tiver à mão ou os que encontrar com mais facilidade.