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Gulinha.

Peixe, carne, legumes. Entradas, sobremesas, petiscos. Experiências. Dicas. Erros. Um forno temperamental. Mesas para dois ou para dez. Dias bons, muito bons e assim-assim. A minha cozinha tem de tudo. E é o meu sítio mais feliz.

Peixe, carne, legumes. Entradas, sobremesas, petiscos. Experiências. Dicas. Erros. Um forno temperamental. Mesas para dois ou para dez. Dias bons, muito bons e assim-assim. A minha cozinha tem de tudo. E é o meu sítio mais feliz.

Gulinha.

16
Jan18

Não diga a ninguém, mas isto é massa com legumes.

Mac & cheese de legumes.

 

É. É mesmo. E é das melhores invenções de sempre, sobretudo para quem tem criançada em casa e passa um tormento para os fazer engolir uma rodela de cenoura que seja. Aqui há cenoura, precisamente. E também há abóbora e couve-flor. E ainda há cogumelos.

 

Além de esta receita de "mac & cheese" meio a fingir (que descobri no BuzzFeed)  ser fácil de fazer – é mesmo –, tem aquele lado feliz de ser comida de conforto com muitos legumes lá pelo meio. Engana-se os miúdos, pois. Mas a verdade é que até nós acabamos por nos deixar enganar! E depois, quando nos lembramos de que isto está cheio de coisas que fazem bem, sentimo-nos ainda melhor.

 

Mesmo tendo um prato de massa à frente.

 

Que leva queijo. "Algum" queijo.

 

Mas também leva cenouras, e abóbora, e couve-flor, e cogumelos! Portanto... ;)

 

Resumindo: muitos legumes, forno ligado (no inverno é tão bom, não é?), conforto e simplicidade. Não podia ser melhor!

 

Mac & cheese de legumes.

 

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"Mac & cheese" de legumes

Ingredientes [para seis pessoas]:

450 g de massa cozida (cotovelinhos, espirais, penne, búzios, macarrão, ...)

1 a 2 chávenas de couve-flor (em floretes)

1 a 2 chávenas de abóbora-manteiga (em cubos)

1 a 2 chávenas de cenouras (em rodelas)

200 g de cogumelos shiitake

2 chávenas de leite

2 chávenas de queijo ralado

115 g de queijo creme light

Azeite, sal e alho em pó q.b.

 

***

 

Mac & cheese de legumes.

 

Para começar, há que cozer os legumes num tacho grande e largo. Simples, até aqui (e continua).

 

Enquanto os legumes cozem, pré-aqueça o forno, aí nos 200º C. E aproveite também para saltear os cogumelos num pouco de azeite, temperados com sal e alho em pó. Assim que estiverem prontos, reserve.

 

Quando os legumes cozerem, há que triturá-los – com a varinha mágica, num processador de alimentos, num liquidificador... Onde preferir. Pode ser necessário triturar em duas ou três vezes. Para ajudar, junte meia chávena da água da cozedura.

 

A seguir, deite este creme para o tacho onde os legumes cozeram. Leve a lume médio, médio-baixo, e junte o queijo creme e o leite. Vá mexendo e juntando também o queijo ralado (em duas ou três vezes, para ser mais fácil ir mexendo e deixando derreter). Reserve um pouco, para polvilhar.

 

Assim que o creme de legumes estiver suave, sem pedaços de queijo inteiros, só tem de juntar a massa e os cogumelos e envolver bem. Depois basta passar tudo para um tabuleiro, polvilhar com o queijo que reservou e levar ao forno até gratinar.

 

E está feito! Junte a família à mesa, não diga a ninguém o que usou para fazer aquele molho e aprecie – a massa e os palpites que cada um vai dar. ;)

 

Mac & cheese de legumes.

 

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Notas:

* Eu acrescentei cogumelos à receita original para ter ali qualquer coisa além de massa e molho. Não têm de ser shiitake – eu usei desses porque tinha cá em casa, mas pode usar outros. Também pode, em vez de cogumelos, juntar outros ingredientes: pedaços de couve-flor, cenoura e/ou abóbora inteiros, outros legumes, bacon em tiras... Ou pode ainda manter-se fiel à receita original – o creme de legumes, a massa e mais nada. De certeza que é bom na mesma.

 

* Quanto ao queijo ralado, use o que tiver à mão ou aquele de que gostar mais. Só um, uma mistura... Como preferir. (Eu usei emmental.)

 

Mac & cheese de legumes.

27
Out17

Couve-roxa – e um acompanhamento bom e bonito.

Couve-roxa "a modos que" estufada.

 

Com o vício que se instalou cá em casa de fazer legumes de todas as formas e feitios acho que em breve vou ter de inaugurar a secção de acompanhamentos (porque em grande parte é para isso que os uso). E talvez também devesse fazer um contrato de abastecimento com uma frutaria. Não paro de ter ideias para abóboras, cenouras, couves, beterrabas... (Obrigada, Instagram, por fazeres deste mundo um sítio "culinariamente" mais feliz e intenso.)

 

Aqui há dias foi o puré de couve-flor. Lá para trás ficou o caldo verde. E, entre o tanto que já fiz e ainda aqui não está e o muito que tenciono experimentar assim que possível, chega hoje a couve-roxa.

 

Há algum encontrei, já nem sei por que caminhos, uma receita com couve-roxa que quis logo experimentar – apesar de nem ser assim a maior fã da dita cuja. A receita é do Jamie Oliver (mas está semeada por essa Internet fora).

 

Eu sei que nem toda a gente vive encantada com couve-roxa. Eu própria de facto não vivo. Quando era miúda adorava, mas depois o entusiasmo abrandou um bocadinho. Seja como for, de vez em quando compro, para depois gastar em salada, na sopa ou salteada. Mas a última que comprei já vinha mesmo com o destino traçado: a tal receita do Jamie.

 

Couve-roxa "a modos que" estufada.

 

Na prática isto é uma espécie de couve "estufada". Não leva nada daquilo que levam os estufados normais, mas a mecânica é idêntica.

 

Quando decidi experimentar já sabia que, à falta de uma grande descoberta culinária, ia pelo menos ter uma coisa bonita na mesa, com uma cor forte e diferente das habituais. Só que isto vai muito além da cor. Se vai... Aquele toque ácido da couve misturado com o doce do mel e do açúcar e com o salgado do bacon é-qualquer-coisa.

 

Mesmo que a couve-roxa não seja a sua primeira, segunda ou até décima opção na altura de comprar legumes, eu sugiro-lhe que dê uma oportunidade a esta receita. Aposto que, depois de a experimentar, não se vai ficar pela experiência! É mais uma alternativa no que toca a acompanhamentos, é fácil de fazer, é saudável (o bacon é pouquíssimo!), é leve, é suave e tem um sabor mesmo bom. E além disso é bonita...

 

Couve-roxa "a modos que" estufada.

 

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Couve-roxa "a modos que" estufada

Ingredientes [para duas pessoas]:

200 g de couve roxa

65 g de bacon em cubos

½ c. de sopa de açúcar mascavado

1 c. de chá de manteiga

Sal, pimenta preta, azeite, vinagre, tomilho e mel q.b.

 

***

 

Para esta receita vai começar por picar o melhor que conseguir a couve-roxa. Eu usei a mandolina e acabei por ficar com fios muito fininhos. Se ficar com cubinhos pequeninos, também está bem.

 

Quando a couve estiver picada, reserve. A seguir, pegue no wok (ou numa frigideira, ou em último caso num tacho) e leve-o ao lume com um pouco de azeite. Quando o azeite estiver quente, junte o bacon, o tomilho, o sal e a pimenta. Misture e deixe cozinhar em lume médio, até que o bacon esteja crocante e dourado. (Cinco a dez minutos e está feito.)

 

Assim que o bacon estiver no ponto vai tirá-lo do wok e reservar. Sem o wok ao lume junte o açúcar, mexa e leve novamente para o fogão. Deixe caramelizar um bocadinho, em lume brando, e depois junte o vinagre, a couve e o bacon. Mexa bem. A seguir junte um bocadinho de água (50 ml devem chegar), envolva e tape o wok com uma tampa.

 

Depois, é dar uns 40 minutos ao cozinhado, em lume muito brando e mexendo de vez em quando. Se lhe parecer que a couve está a ficar muito seca, junte mais um pouco de água.

 

Quando a couve estiver muito macia, quase a desfazer-se, junte a manteiga e o mel, misture muito bem, apague o lume... E sirva!

 

Couve-roxa "a modos que" estufada.

 

(E depois diga-me se gostou!)

 

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Notas:

* Esta couve é um ótimo acompanhamento para carnes grelhadas ou assadas. O Jamie também sugere peixe. Aí já não tenho tanta certeza... Mas quem sou eu! ;)

 

* A receita original pede alecrim. Mas eu não gosto assim muito de alecrim, e além disso também não tinha cá em casa... Por isso optei pelo tomilho.

 

* A receita original pede também vinagre de vinho tinto. Eu usei vinagre de tomate.

 

* O bacon não é obrigatório, mas o sabor que dá faz muita diferença.

 

Couve-roxa "a modos que" estufada.

23
Out17

A descoberta do mês foi (este) puré de couve-flor.

Puré de couve-flor e ricotta.

 

Já aqui disse que cá em casa se comem muitos legumes. Para além de serem saudáveis, são um mundo de sabores, de cores e de texturas. E daí vem também a versatilidade. Crus, cozidos (em água ou a vapor), grelhados, assados, salteados, em puré, inteiros, aos pedaços... Há sempre mais qualquer coisa para experimentar. E é por tudo isto que, como também já por aqui escrevi, em cada dez refeições que faço nove têm legumes como acompanhamento.

 

Não me canso de testar possibilidades. Aliás, muitas vezes compro legumes sem sequer saber o destino que lhes vou dar. Assim que os tiver em casa logo descubro ou invento alguma coisa... Vou tirando ideias daqui e dali e experimentando saltear isto ou assar aquilo.

 

Já tive experiências ótimas e experiências menos boas. Estou a lembrar-me da cherovia (ou pastinaca): não descansei enquanto não experimentei, mas depois de fazer cá em casa não fiquei propriamente fã. (Mas se nunca experimentou dê-lhe uma oportunidade. É muito saudável, e além disso há muita gente que adora!) Outra história completamente diferente é a das acelgas: quem me dera encontrá-las mais vezes à venda...

 

Ora, por falar em testes, o mais recente foi com couve-flor. Eu sei que a couve-flor não é propriamente uma novidade, vá. Cozida é ótima, gratinada é ótima, na sopa é ótima. Eu ainda não tinha experimentado era em puré... E então no sábado peguei na couve-flor que tinha ali no frigorífico, biológica, grande e linda, e lá me aventurei.

 

Puré de couve-flor e ricotta.

 

Bom: eu adoro puré de batata. Adoro. Desde miúda. Costumo dizer, meio a brincar meio a sério, que para mim puré de batata é como mousse de chocolate – ponham-me uma taça grande à frente e deixem-me estar, que eu não preciso de mais nada para ser feliz. A questão é que no sábado o puré de couve-flor teve entrada direta para esta história. É tão bom, tão bom, TÃO BOM... Eu não sei se é do alho assado, se é mesmo da couve, se é daquele bocadinho de ricotta... Não sei. Deve ser de tudo ao mesmo tempo. Mas que isto foi o melhor acompanhamento que eu experimentei em muito tempo... Isso foi. É o sabor que se sente assim que se prova, é o sabor que fica na boca depois, é a textura... Isto é comida de conforto feita de legumes. A sério. É guloseima. Se tiver aí uma couve-flor à espera de destino, nem pense uma vez, quanto mais duas. E, se não tiver, compre uma e faça isto. Amanhã.

 

A receita é do blog Little Broken. E é daquelas que não pode mesmo não experimentar. Vá por mim!

 

Puré de couve-flor e ricotta.

  

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Puré de couve-flor com ricotta

Ingredientes [para quatro pessoas]:

1 couve-flor grande (com cerca de 1,3 kg)

2 dentes de alho (médios ou grandes)

2 c. de sopa de manteiga

¼ de chávena de ricotta (normal – não use light)

Azeite, sal, pimenta preta e cebolinho q.b.

 

***

 

Para começar, aqueça o forno nos 200º C. Tire só a parte de baixo dos alhos, mas deixe-os com a casca. Embrulhe-os bem em papel de alumínio, com um fio de azeite a regar, e leve ao forno a assar durante 10 a 12 minutos. Quando esse tempo passar, tire os alhos do forno, descasque-os e reserve.

 

Enquanto os alhos assam, lava a couve-flor, separa-a em floretes e leva-a a cozer em água com sal. Estão prontos, já se sabe, quando picar com um garfo e estiverem moles. Depois de coar vai tapar com uma toalha de linho, ou com papel absorvente. A ideia e que a couve fique o mais seca possível.

 

O último passo é juntar no liquidificador a couve, o alho, o ricotta e a manteiga. Tempere com sal e pimenta e triture. No final, basta que retifique os temperos e pode servir. (Fica bonito decorado com cebolinho picado.)

 

Puré de couve-flor e ricotta.

  

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Notas:

* Na altura de triturar a couve, pode fazer tudo de uma vez ou em duas (ou mais) vezes. O meu liquidificador não tinha espaço suficiente para fazer tudo de uma assentada, por isso dividi em duas doses e no final misturei tudo.

 

* Quando o puré estiver pronto é possível que já esteja pouco mais que morno. Se assim for, pode aquecê-lo em banho-maria antes de servir.

 

* Para não ter de ligar o forno por causa de dois dentes de alho, aproveite para fazer este puré quando já tiver alguma coisa a assar. Não salte é, por favor, a parte do alho assado. O sabor faz toda a diferença.

 

* Como acompanhamento este puré serve para aquilo que serviria um puré de batata. Eu fiz, como já se viu, para acompanhar frango assado no forno (a receita chega em breve).

26
Set17

Caldo verde não é só sopa.

Caldo verde não é só sopa.jpg

 

Não é, não. Lá em casa o caldo verde foi sopa muitas vezes e acompanhamento outras tantas. E cá em casa a versão acompanhamento ganha com larga vantagem (se bem que eu adore um caldinho verde propriamente dito, com a rodela de chouriço que "pertence"...).

 

Além de variar nos pratos, procuro sempre variar também nos acompanhamentos. É verdade que nem tudo "vai bem" com tudo, mas com um pouco de imaginação hipóteses não faltam. Legumes crus, cozidos, salteados, assados, estufados, em puré... São ótimos! E há tanto por onde escolher... O truque, já se sabe, é variar. E, além disso, é bom comer mais legumes crus do que cozinhados – salvo raras exceções, como por exemplo o tomate. 

 

Cá em casa comemos tantos legumes que por vezes é difícil lembrar-me da última vez em que fiz arroz ou massa. Passam-se semanas e mais semanas. Gosto muito de ambas as coisas, mas os legumes costumam "levar a melhor". São leves, saborosos, amigos da dieta e muito, muito saudáveis. Além disso, versatilidade é com eles.

 

Esta versão do caldo verde é um dos meus acompanhamentos preferidos para carne grelhada. E tem a clara vantagem de ser muito simples de fazer! Acho que o que dá mais trabalho é mesmo lavar a couve (não sentem sempre que metade dos fiozinhos se perde entre mudanças de águas e que nunca vão conseguir que aquilo fique realmente bem lavado?).

 

Claro que isto se faz em muitas casas. Em algumas delas tem "acrescentos", como feijão ou bacon. Mas aqui é sempre a versão mais simples: caldo verde e broa de milho. Com mais um ou dois ingredientes a ajudar à festa, só. Fica a receita, mais por graça (isto é daquelas coisas que toda a gente sabe fazer). Sobretudo, gostava que ficasse a ideia, para se pôr em prática desse lado um dia destes – porque há sempre mais uma maneira de juntar legumes às nossas refeições.

 

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Caldo verde salteado com broa de milho

Ingredientes [para duas pessoas]:

300 g de caldo verde

1 chávena de broa de milho triturada [com côdea e tudo!]

Azeite, alho e sal q.b.

 

***

 

As primeiras coisas a fazer são, claro, lavar o caldo verde e desfazer a broa de milho (para ficar em pedacinhos muito pequeninos, ou em migalhas, e não em pó).

 

Coza o caldo verde em água a ferver, com sal, durante uns 5 minutos. Não convém que deixe mais tempo, para que não fique muito mole. Quando estiver pronto, escorra-o e esprema-o muito bem, para tirar o máximo de água possível. (Pode apertar bem com um garfo; mas bom, bom é pô-lo num pano fino, fazer uma espécie de trouxa e espremer.)

 

Na panela em que cozeu o caldo verde, e que nesta altura está vazia – e sem água nenhuma! –, deite um bom fio de azeite e junte alho picado (aqui é um bocadinho a gosto...). Ligue o lume. Assim que o azeite começar a aquecer, vai juntar a broa e depois vai salteando/mexendo, para que não pegue e toste um pouco.

 

Para acabar, quando a broa já tiver um ar mais douradinho é só juntar o caldo verde e saltear/envolver devagar, durante uns minutos (até porque nesta altura a verdura já está fria e precisa de aquecer).

 

E está pronto. Eu não disse? Nada mais rápido nem mais fácil. E é tão saboroso... :)

 

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Notas:

* Quanto à broa de milho, o ideal é que tenha já uns dias, para que esteja seca. Se for do dia, ou se ainda estiver mole, vai ter tendência a fazer uma massa na panela e não a ficar soltinha. Se vier do congelador, então, pior ainda... Mas para tudo há solução: se tiver broa de milho nova ou congelada e quiser mesmo fazer isto, desfaça-a e leve-a um pouco ao forno, em temperatura média. Vá mexendo de vez em quando. A água vai evaporar (no caso de a broa ter estado congelada) e os pedacinhos vão secar um pouco. Depois disso, pode juntá-los ao tacho e seguir o processo normal.

 

* Mesmo seca, a broa "bebe" muito azeite. Tem de ir controlando... O ideal é ter a garrafa por perto e juntar mais aos poucos, se vir que a mistura está muito seca ou a querer agarrar ao tacho. Aqui acontece tudo muito rápido, por isso não deixe que a broa agarre de vez.

 

* Esta é daquelas coisas em que um tacho antiaderente faz muita diferença. Esmalte, por exemplo, não é lá grande ideia...

23
Set17

Gracinhas de massa folhada que sabem bem e fazem figura.

Rosas de courgete e salmão fumado - Rolinhos de tomate e brie.jpg

 

Eu sou de petiscos.

 

Gosto de tudo, sim. E de todas as refeições do dia. Mas os petiscos têm um lugar especial no meu coração. "Bicar" daqui e dali, com um bom pão e um bom vinho na mesa e em boa companhia, é para mim um momento realmente feliz. Lembro-me de muitos almoços e jantares, claro; mas no caso das petiscadas, em família ou entre amigos, aposto que não me esqueci de nenhuma. São sempre momentos simples e por alguma razão memoráveis. E uma mesa cheia de petiscos é uma bela imagem.

 

Por isso – e também porque hoje o jantar foi uma espécie de improviso petisqueiro –, o Gulinha começa as receitas com um petisco. Não foi planeado, mas só podia acontecer assim.

 

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Muitas vezes abro a despensa e o frigorífico e invento qualquer coisa com aquilo que tenho. É uma maneira de não estragar nada, de variar ainda mais as refeições e por vezes de fazer boas descobertas. Hoje foi mais ou menos isso que aconteceu.

 

Entre as cem receitas (por alto) que tenho guardadas para experimentar, uma delas era daquelas que fazem figura em qualquer jantar: umas "rosas" de massa folhada com courgete e salmão fumado. A única coisa que comprei de propósito, e foi porque decidi experimentar esta receita já há alguns dias, foi o salmão fumado. O resto já cá estava.

 

Depois de fazer as "rosas", ainda sobrou massa, e por isso decidi gastá-la de outra forma. Tinha tomate, tinha queijo brie, tinha um restinho de pesto rosso... Feito.

 

(Sim. Eu sei que queijo, tomate e pesto não é assim a ideia mais nova de sempre. De certeza que meio mundo já fez o mesmo que eu. Mas eu não fui buscar inspiração a lado nenhum, por isso esta conta como minha, ok?)

 

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"Rosas" de courgete e salmão fumado

 

Ingredientes [para duas rosas]:

2 tiras de massa folhada de cerca de 5 cm de largura

Meia courgete

100 g de salmão fumado

Queijo creme q.b. [O que preferir – simples, light, com azeitonas, com ervas...]

Azeite q.b.

 

***

 

Primeiro, tem de pôr o forno a pré-aquecer, nos 200º C. Logo a seguir, corte a courgete em fatias fininhas (eu usei a minha rica mandolina – um dia falo mais dela) e ponha-as de lado. Em seguida corte as duas tiras de massa e barre-as com o queijo creme. Depois, é colocar por cima do queijo as rodelinhas de courgete – de maneira a deixar cerca de 1 ou 2 cm de bordo em baixo, e também a que os topos das rodelinhas fiquem de fora da tira de massa. No mesmo nível, vai a seguir pôr o salmão, por cima da courgete. Pode ficar mais baixinho que a dita; o importante é guardar na mesma o bordo inferior.

 

Quando já tiver as duas "fitas" montadas, dobra o bordo de baixo para cima, como uma bainha, e depois, com jeitinho, enrola a massa. (No fim pressione bem a ponta, para colar e não correr o risco de que as flores se desfaçam no forno.)

 

Antes de levar ao forno (num tabuleiro forrado com papel vegetal, claro), pincele os bordos da courgete que ficam de fora com um pouco de azeite. A ideia não é que fique a escorrer; é só mesmo untar ao de leve, para depois não queimar. (Em alternativa ao pincel, pode molhar ligeiramente uma toalha de papel de cozinha com o azeite e passá-la suavemente nos bordos da courgete. Assim até controla melhor a quantidade e tudo.)

 

Et voilá. Vai ao forno até a massa estar dourada e serve-se ainda quentinho. Uma rosa por pessoa é suficiente se for uma entrada; se quiser fazer disto um jantar leve, talvez duas por pessoa sejam o ideal. 

 

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Rolinhos de tomate e brie

 

Ingredientes [para oito a dez rolinhos]:

2 quadrados de massa folhada de 10x10 cm

8 a 10 tomates cherry, cereja ou mini-chucha

8 a 10 quadradinhos de queijo brie [da altura dos tomates]

Pesto q.b.

Orégãos q.b.

 

***

 

Se usou uma base de massa folhada daquelas redondas, de compra, e se só fez as duas "rosas", a parte de massa que sobrou chega para estes nove rolinhos. (Se não usou... Bom, é cortar dois quadrados de massa.) Enrole as sobras, estique-as com o rolo (não se esqueça de polvilhar a bancada com farinha) e corte, para ficar em forma de quadrado. Depois, volte a fazer o mesmo com as novas sobras e faça mais um quadrado.

 

A ideia é cortar cada quadrado em quatro ou cinco tirinhas, da altura do tomate. Depois, é simples: barra as tirinhas com pesto (eu usei rosso, porque era o que tinha cá em casa, mas acho que com o "normal" até vai ficar melhor), abre os tomates a meio, coloca aí o quadradinho de queijo, fecha o tomate, põe sobre a tirinha e enrola. A seguir é só fechar por baixo: aperta a massa até que feche e que fique com o formato de uma tacinha. É uma espécie de vol-au-vent apressado, vá.

 

Depois de ter todos os tomatinhos enrolados na massa, põe tudo num tabuleiro e polvilha com orégãos. Se couber pode juntar às "rosas" – tenha só cuidado com o espaço, porque estes rolinhos têm tendência a cair e se se colam uns aos outros é uma tristeza.

 

Leve ao forno (pré-aquecido a 200º C) até a massa estar dourada e os tomates ficarem meio mirradinhos.

 

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Nota:

* A massa destas receitas pode ser a que preferir. Eu usei folhada porque era a que tinha – sendo que habitualmente nem é coisa que use muito. Massa quebrada serve perfeitamente; massa de pizza também (nos rolinhos de tomate, então...). Ainda não experimentei, mas filo e brick também resultam, de certeza. E com a vantagem de serem mais saudáveis que qualquer uma das outras...

Sofia.

Mais Gulinha.

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