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Gulinha.

Peixe, carne, legumes. Entradas, sobremesas, petiscos. Experiências. Dicas. Erros. Um forno temperamental. Mesas para dois ou para dez. Dias bons, muito bons e assim-assim. A minha cozinha tem de tudo. E é o meu sítio mais feliz.

Peixe, carne, legumes. Entradas, sobremesas, petiscos. Experiências. Dicas. Erros. Um forno temperamental. Mesas para dois ou para dez. Dias bons, muito bons e assim-assim. A minha cozinha tem de tudo. E é o meu sítio mais feliz.

Gulinha.

14
Nov17

Um snack de grão pode não parecer viciante. Mas é!

Snack de grão crocante.

 

Grão. Um snack de grão. Caseiro. Saudável. Facílimo de fazer. E rápido, também, se o forno ajudar.

 

Não sei se esta ideia lhe parece estranha. A mim, há coisa de um ano, havia de parecer. Porque grão... Enfim. Em miúda era coisa a que não achava gracinha nenhuma. Já crescida, poucas vezes comi, e também verdade se diga que nunca lhe dei lá muita atenção. Mas aqui há uns anos eu e o grão ficámos amigos. Tudo começou pela sopa – e começou muito bem, porque fizemos as pazes logo à primeira colherada. Mas em que mundo terei eu andado até àquela altura?

 

Episódios biográficos à parte, a verdade é que hoje eu e o grão damo-nos bem. Aqui há tempos descobri o húmus e tenho feito umas experiências; outra experiência que fiz foi este snack. Não vou dizer que correu bem à primeira, porque não correu (ui!). Nem que correu bem à segunda, porque também não correu. Mas à terceira foi de vez! Fiz os ajustes todos e finalmente cheguei ao ponto certo: grãos crocantes, bem temperadinhos e deliciosos.

 

(Lá em baixo, nas notas, está tudo explicado – o que fazer e o que não fazer para a coisa correr bem e sem acidentes.)

 

O que é que se faz com isto? Bom, desde logo faz-se um snack. (Ainda para mais isso é inevitável, pelo menos comigo – mal os tiro do forno começo logo a "roer", mesmo que tenham outro destino.) Mas são ótimos para pôr em saladas ou para juntar à sopa (já no prato, como se faz com as sementes). Isto é bom de qualquer maneira. Resumidamente, é isso.

 

Snack de grão crocante.

 

Se tem aí em casa grão para cozer, ou um frasquinho ou uma latinha de grão, experimente lá fazer este petisco. Garanto que os cinco minutos que leva a preparar (fora o tempo de forno, claro) não são mal empregados. Muito pelo contrário! Tem aqui uma bela alternativa a pipocas. E bem mais saudável... ;)

 

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Snack de grão crocante

Ingredientes:

Grão cozido

Sal fino, pimenta preta, alho em pó, colorau, noz-moscada, açafrão e canela q.b.

Azeite q.b.

 

***

 

Snack de grão crocante.

 

Nesta receita não pode haver quantidades. É mesmo ao gosto de cada um... (E isso começa logo nas especiarias – use as que preferir! Eu desta vez usei as que estão ali, nos ingredientes. Mas da próxima vez logo se vê.)

 

É muito, muito fácil. Para começar, ponha o forno a aquecer nos 180º C. Depois, coloque o grão num tabuleiro de ir ao forno, junte-lhe os temperos, regue com um fio de azeite e envolva tudo muito bem (para todos os grãos ficarem temperados).

 

Cubra bem o tabuleiro com papel de alumínio – por-favor-não-salte-esta-parte (e aqui "saltar" é o verbo certo – espreite as notas). Faça uns furinhos no topo, com a ajuda de um palito, só para que o ar circule.

 

Leve ao forno por uns 20 minutos. Passado esse tempo abane bem o tabuleiro, para dar uma volta aos grãos, e volte a colocar no forno. Deixe passar aí mais uns dez minutos. Depois tire o tabuleiro cá para fora e destape-o, para ver qual é o ponto de situação. Se estiverem douradinhos (assim um dourado para o escuro...), estão bons. Se não estiverem, deixe-os ficar mais um tempinho no forno. Sempre tapados! Vá vendo e controlando (e abanando, se for o caso), até lhe parecerem prontos.

 

E está feito! É só começar a "roer", como eu. Ou então juntar à salada (deixe-os arrefecer, nesse caso) ou à sopa.

 

Depois diga-me se correu bem! ;)

 

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Notas:

* Aquela parte do papel de alumínio é m-e-s-m-o importante, porque o grão salta. Mas é que salta muito. E para todo o lado. Os grãos a aquecer parecem pipocas – na verdade acho que em termos de estoiro ainda conseguem ser um bocadinho piores.

A primeira receita que vi de um snack deste género sugeria que se cozinhassem os grãos na frigideira, salteados num fio de azeite. Escusado será dizer que quando experimentei houve grão "explodido" por metade da cozinha. E o que não explodiu ficou mirradinho e sem ponta de graça.

Na segunda tentativa já levei os grãos ao forno. Mas fui tontinha! Quer dizer, a ideia do forno não foi má – mas é claro que os grãos também explodiram... Um bocadinho menos, é certo, mas mesmo assim cheguei ao fim com uma série deles no fundo do forno, já rebentados. E para a coisa não correr ainda pior tive de os tirar antes de estarem "no ponto".

Daí que o papel de alumínio seja essencial. O que saltar salta lá dentro e fica lá dentro. Não há desperdício nem sujidade. Nem sustos! Sim, porque aqueles "estrondinhos"...

 

* O tempo de forno vai variar muito, consoante o forno em si e a quantidade de grão. Eu fiz aí umas seis a oito colheres de sopa mal cheias (com o calor os grãos encolhem). Mas se a ideia for uma dose maior pode ser preciso mais tempo.

 

Snack de grão crocante.

28
Set17

Doces batatas-doces.

Doces batatas-doces1.jpg

 

 

A batata-doce é uma bênção. Divina, da natureza, do cosmos... O que preferir. Mas, venha lá de onde vier, é mesmo uma bênção.

 

Só por si, o nome já diz tudo. Ou quase tudo. "Doce". (Às vezes vem com "açúcar" a menos, mas isso já é outra história.) É doce. É boa para salgados e para sobremesas. É boa cozida, assada, frita, feita no forno, crua. É boa em puré. É boa como acompanhamento ou petisco. É boa em empadão, em saladas ou na sopa.

 

É boa branca, laranja ou roxa. (Mas eu confesso o meu particular amor pela versão laranja.)

 

Acho que já se percebeu a ideia...

 

Nunca passo por uma receita com batata-doce sem "parar para ver". Porque há sempre mais uma ideia nova. Mais um formato, mais um tempero, mais um sítio onde ela encaixa na perfeição.

 

Para hoje, a sugestão não é uma ideia nova. Nem é (mesmo nada) complicada. Mas dá um belo acompanhamento para carnes grelhadas ou assadas, por exemplo. E também dá um bom snack: saboroso, saudável e bonito!

 

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Palitos de batata-doce no forno

Ingredientes:

Batatas-doces

Sal, alho em pó, pimenta preta, tomilho, colorau, canela e azeite q.b.

 

***

 

Primeiro que tudo, ponha o forno a aquecer nos 180º C.

 

Enquanto o forno aquece, lave muito bem as batatas-doces. Se for cozinhá-las com a casca, o ideal é esfregá-las com uma escovinha, porque parecendo que não elas trazem mesmo muita terra – quando achamos que já lha tirámos toda, ainda lá resta alguma. (Estas foram descascadas porque já tinham alguns dias e eu estava com receio de que não estivessem em condições por dentro. Mas não costumo descascá-las.)

 

Corte as batatas em palitos grossinhos, aí com 1 cm, 1,5 cm de espessura, e reserve, numa taça.

 

Noutra tacinha, misture os temperos (o azeite não conta).

 

E agora faça uma pausa e cheire esta mistura. A sério. É que cheira TÃO bem.

 

Por fim, vai regar as batatas com um fio de azeite e envolver bem (com as mãos ou agitando a taça). Depois, é só juntar o tempero e voltar a envolver, para que todos os palitos fiquem bem temperados.

 

Cubra um tabuleiro de ir ao forno com papel vegetal e coloque lá os palitos de batata-doce, sem que fiquem uns por cima dos outros. Algo deste género:

 

Doces batatas-doces.jpg

 

Depois, é só levar ao forno uns 30, 40 minutos. A meio do tempo, vire as batatas, para tostarem dos dois lados.

 

No final, quando estiverem prontas, tente não as comer todas de uma vez só...

 

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Notas:

* Cada forno é um forno. Vá espreitando as batatas – até para ter a certeza de que não estão a queimar por baixo. E assim que estiverem lourinhas do lado de cima pode voltá-las.

 

* No tempero, aqui, vale tudo! Li algures, há uns dias, que o tomilho e a batata-doce nasceram um para o outro. Mas se quiser pode pôr orégãos, manjericão, salsa, estas coisas todas, alguma mistura de ervas de que goste particularmente... Lá está: vale tudo. E pode juntar noz-moscada, trocar a pimenta preta por branca ou rosa, não pôr o colorau... Sempre que fizer experimente novas misturas. Se a batata-doce for boa, todas vão resultar. Eu nunca faço duas vezes da mesma maneira...

24
Set17

O doce agridoce de umas asinhas de frango.

Asinhas de frango com molho de manga.jpg

 

 Adoro agridoce. Com picante q.b. ali no meio, então...

 

Sei que os agridoces não são lá muito consensuais. Há quem adore e quem deteste. Eu estou, claramente, no primeiro grupo. Não é que faça muitas vezes, porque fazendo só de vez em quando tem ainda mais graça; mas cá em casa há duas ou três receitas das habituais que envolvem mel, fruta e piripíri. Cheiram bem e sabem ainda melhor.

 

(Sobre o mel, hei de falar um dia destes. Mas que é das melhores coisas que existem para levar os pratos salgados mais longe... Isso é.)

 

O almoço de hoje foi, sim, agridoce. Perfumado, intenso na medida certa, colorido e leve. A receita foi uma estreia. Encontrei-a algures, já não sei bem onde, e fiz-lhe as minhas adaptações, para lhe dar um pouco mais de sabor. Para quem gosta de frango e de molhinhos assim mais adocicados e consistentes – este é um chutney muuuuito a fingir –, é uma bela ideia. Eu fiz dela almoço, mas pode perfeitamente ser um petisco de fim de tarde, por exemplo.

 

E cheira tão bem...

 

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Asinhas de frango com molho de manga

 

Ingredientes [para duas pessoas]:

450 g de asas de frango do campo

1 manga

¼ de pimento vermelho

3 dentes de alho

½ chávena de farinha

¼ de chávena de vinagre de tomate

⅓ de chávena de mel

2 c. de sopa de sumo de lima

Sal, pimenta preta, colorau, piripíri, alho em pó e vinho branco q.b.

 

***

 

A primeira coisa a fazer é partir as asas de frango em três pedaços e dar um golpe dos dois lados de cada pedaço. Depois, tempere com sal, pimenta preta e um dente de alho picado. Regue com o vinho branco, na quantidade que preferir, e deixe marinar pelo menos 1 hora.

 

Na altura de começar a cozinhar, ponha o forno a aquecer, aí nos 220º C.

 

Enquanto o forno aquece, numa taça misture a farinha, um pouco de piripíri, e três pitadinhas – uma de sal fino, outra de pimenta e outra de alho em pó. (Atenção às quantidades, porque a carne já está temperada.) Quanto tiver esta mistura feita, tira as asinhas da marinada, seca-as bem em papel de cozinha e envolve-as na farinha. Depois tem de sacudir bem (a ideia é ficarem com uma capa fininha de farinha, não é fazer uma massa...).

 

À medida que for passando as asas pela farinha, coloque-as num tabuleiro com grelha. Por baixo da grelha pode colocar papel de alumínio ou papel vegetal – a gordura da pele do frango vai pingar, e assim depois é mais fácil limpar o tabuleiro.

 

Quando já tiver todas as asinhas prontas, leve ao forno. A meio do tempo, não se esqueça de virar todos os pedaços, para que tostem dos dois lados. No meu forno esta parte demorou aí uma hora, mas vai depender sempre do daí de casa. (O meu não é muito despachado, por isso o melhor é começarem por uns 20 minutos de cada lado e depois verem se a carne está bem passada.)

 

"Nos entretantos", pode ir tratando do molho. Num copo triturador, num liquidificador ou em algo parecido, coloque a manga descascada e em pedaços, o pimento cortado em tiras, dois dentes de alho, colorau (eu pus aí meia colher de chá), o vinagre e o sumo de lima. Depois é só triturar. Vai ficar com uma espécie de polpa espessa e muito cor-de-laranja.

 

A seguir coloca este "sumo" de manga numa frigideira (se for antiaderente vai tudo correr bem) e junta o mel e um pouco de piripíri. Liga o lume, baixinho, e vai mexendo, para não pegar. A ideia é que o líquido vá fervendo levemente. À medida que ferve, vai espessando. Ao fim de uns 10 minutos já deve ter engrossado o suficiente, mas vá vendo.

 

Por esta altura já as asas de frango devem estar cozinhadas. Passe-as uma a uma no molho, de maneira a que fiquem totalmente cobertas, e coloque-as num outro tabuleiro, forrado com papel vegetal. A seguir, leve outra vez ao forno, novamente a 220º C. Se o seu forno der calor só por cima, é agora que vai usar essa opção. Se não der, muita atenção: 10 minutos, no máximo. Caso contrário a parte de cima fica linda mas a de baixo fica queimada.

 

Quando chegar ao fim deve ter umas lindas asas de frango, laranjinhas e levemente caramelizadas. Eu servi com um pouco de arroz branco, soltinho, e pus o que sobrou do molho numa tacinha à parte, para se poder juntar ao arroz (ou mesmo ao frango).

 

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Notas:

* Quando tirar as asinhas do forno para servir, não vai ser nada boa ideia tocar-lhes com as mãos. Há mel naquele molho, lembra-se? Mel. A ferver.

 

* Digo frango do campo porque uso sempre frango do campo. Aviário só quando vou à churrasqueira. Mas é claro que isto é opcional!

 

* O que não é opcional, e nunca é demais lembrar, é o ponto da carne. É frango, por isso já se sabe que tem de ficar mesmo, mesmo bem passado. Os golpes na carne são para "ajudar" o tempero mas também para a cozedura ser mais rápida. E para ser mais fácil saber se a carne está pronta.

 

* Para quem não gosta de picantes, ou não se dá lá muito bem com eles, ou tem criançada em casa: é claro que a pimenta e o piripíri são opcionais.

23
Set17

Gracinhas de massa folhada que sabem bem e fazem figura.

Rosas de courgete e salmão fumado - Rolinhos de tomate e brie.jpg

 

Eu sou de petiscos.

 

Gosto de tudo, sim. E de todas as refeições do dia. Mas os petiscos têm um lugar especial no meu coração. "Bicar" daqui e dali, com um bom pão e um bom vinho na mesa e em boa companhia, é para mim um momento realmente feliz. Lembro-me de muitos almoços e jantares, claro; mas no caso das petiscadas, em família ou entre amigos, aposto que não me esqueci de nenhuma. São sempre momentos simples e por alguma razão memoráveis. E uma mesa cheia de petiscos é uma bela imagem.

 

Por isso – e também porque hoje o jantar foi uma espécie de improviso petisqueiro –, o Gulinha começa as receitas com um petisco. Não foi planeado, mas só podia acontecer assim.

 

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Muitas vezes abro a despensa e o frigorífico e invento qualquer coisa com aquilo que tenho. É uma maneira de não estragar nada, de variar ainda mais as refeições e por vezes de fazer boas descobertas. Hoje foi mais ou menos isso que aconteceu.

 

Entre as cem receitas (por alto) que tenho guardadas para experimentar, uma delas era daquelas que fazem figura em qualquer jantar: umas "rosas" de massa folhada com courgete e salmão fumado. A única coisa que comprei de propósito, e foi porque decidi experimentar esta receita já há alguns dias, foi o salmão fumado. O resto já cá estava.

 

Depois de fazer as "rosas", ainda sobrou massa, e por isso decidi gastá-la de outra forma. Tinha tomate, tinha queijo brie, tinha um restinho de pesto rosso... Feito.

 

(Sim. Eu sei que queijo, tomate e pesto não é assim a ideia mais nova de sempre. De certeza que meio mundo já fez o mesmo que eu. Mas eu não fui buscar inspiração a lado nenhum, por isso esta conta como minha, ok?)

 

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"Rosas" de courgete e salmão fumado

 

Ingredientes [para duas rosas]:

2 tiras de massa folhada de cerca de 5 cm de largura

Meia courgete

100 g de salmão fumado

Queijo creme q.b. [O que preferir – simples, light, com azeitonas, com ervas...]

Azeite q.b.

 

***

 

Primeiro, tem de pôr o forno a pré-aquecer, nos 200º C. Logo a seguir, corte a courgete em fatias fininhas (eu usei a minha rica mandolina – um dia falo mais dela) e ponha-as de lado. Em seguida corte as duas tiras de massa e barre-as com o queijo creme. Depois, é colocar por cima do queijo as rodelinhas de courgete – de maneira a deixar cerca de 1 ou 2 cm de bordo em baixo, e também a que os topos das rodelinhas fiquem de fora da tira de massa. No mesmo nível, vai a seguir pôr o salmão, por cima da courgete. Pode ficar mais baixinho que a dita; o importante é guardar na mesma o bordo inferior.

 

Quando já tiver as duas "fitas" montadas, dobra o bordo de baixo para cima, como uma bainha, e depois, com jeitinho, enrola a massa. (No fim pressione bem a ponta, para colar e não correr o risco de que as flores se desfaçam no forno.)

 

Antes de levar ao forno (num tabuleiro forrado com papel vegetal, claro), pincele os bordos da courgete que ficam de fora com um pouco de azeite. A ideia não é que fique a escorrer; é só mesmo untar ao de leve, para depois não queimar. (Em alternativa ao pincel, pode molhar ligeiramente uma toalha de papel de cozinha com o azeite e passá-la suavemente nos bordos da courgete. Assim até controla melhor a quantidade e tudo.)

 

Et voilá. Vai ao forno até a massa estar dourada e serve-se ainda quentinho. Uma rosa por pessoa é suficiente se for uma entrada; se quiser fazer disto um jantar leve, talvez duas por pessoa sejam o ideal. 

 

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Rolinhos de tomate e brie

 

Ingredientes [para oito a dez rolinhos]:

2 quadrados de massa folhada de 10x10 cm

8 a 10 tomates cherry, cereja ou mini-chucha

8 a 10 quadradinhos de queijo brie [da altura dos tomates]

Pesto q.b.

Orégãos q.b.

 

***

 

Se usou uma base de massa folhada daquelas redondas, de compra, e se só fez as duas "rosas", a parte de massa que sobrou chega para estes nove rolinhos. (Se não usou... Bom, é cortar dois quadrados de massa.) Enrole as sobras, estique-as com o rolo (não se esqueça de polvilhar a bancada com farinha) e corte, para ficar em forma de quadrado. Depois, volte a fazer o mesmo com as novas sobras e faça mais um quadrado.

 

A ideia é cortar cada quadrado em quatro ou cinco tirinhas, da altura do tomate. Depois, é simples: barra as tirinhas com pesto (eu usei rosso, porque era o que tinha cá em casa, mas acho que com o "normal" até vai ficar melhor), abre os tomates a meio, coloca aí o quadradinho de queijo, fecha o tomate, põe sobre a tirinha e enrola. A seguir é só fechar por baixo: aperta a massa até que feche e que fique com o formato de uma tacinha. É uma espécie de vol-au-vent apressado, vá.

 

Depois de ter todos os tomatinhos enrolados na massa, põe tudo num tabuleiro e polvilha com orégãos. Se couber pode juntar às "rosas" – tenha só cuidado com o espaço, porque estes rolinhos têm tendência a cair e se se colam uns aos outros é uma tristeza.

 

Leve ao forno (pré-aquecido a 200º C) até a massa estar dourada e os tomates ficarem meio mirradinhos.

 

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Nota:

* A massa destas receitas pode ser a que preferir. Eu usei folhada porque era a que tinha – sendo que habitualmente nem é coisa que use muito. Massa quebrada serve perfeitamente; massa de pizza também (nos rolinhos de tomate, então...). Ainda não experimentei, mas filo e brick também resultam, de certeza. E com a vantagem de serem mais saudáveis que qualquer uma das outras...