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Gulinha.

Peixe, carne, legumes. Entradas, sobremesas, petiscos. Experiências. Dicas. Erros. Um forno temperamental. Mesas para dois ou para dez. Dias bons, muito bons e assim-assim. A minha cozinha tem de tudo. E é o meu sítio mais feliz.

Peixe, carne, legumes. Entradas, sobremesas, petiscos. Experiências. Dicas. Erros. Um forno temperamental. Mesas para dois ou para dez. Dias bons, muito bons e assim-assim. A minha cozinha tem de tudo. E é o meu sítio mais feliz.

Gulinha.

30
Jun20

É bolo mas é salgado. E é uma delícia!

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Quem disse que bolos só podem ser doces? Pronto. Vá. Bolos-mesmo-bolos são doces. Mas depois há bolos como este que aqui chega hoje.

 

A receita é do blog português From My Orchid Kitchen e quando a descobri decidi logo que tinha de a experimentar assim que possível. E ainda bem que não perdi tempo! Estão a ver aquela textura meio húmida das bolas de carne? E aquele travozinho salgado? Este bolo tem tudo isso mas sem a carne: em vez de fiambre, presunto e afins, há queijo, nozes e rúcula. Pode parecer demasiado original – e é, só que em bom.

 

Este bolo/pão (eu chamo-lhe as duas coisas) fica levezinho, suave e mesmo muito saboroso. É uma ótima novidade para a mesa de domingo, por exemplo, ou para aquele lanche ajantarado (esse conceito tão português). Experimente. Vale mesmo a pena!

 

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Bolo (ou pão) de queijo, nozes e rúcula

Receita do blog «From My Orchid Kitchen»

Ingredientes:

3 ovos

100 ml de leite

3 c. de sopa de azeite

Sal fino e pimenta preta q.b.

1 c. de chá de alho em pó

1 c. de chá de cebola em pó

1 embalagem de rúcula (100 g)

100 g de queijo da ilha ralado

40 g de nozes pecã (picadas grosseiramente)

180 g de farinha

1 c. de chá de fermento

 

***

 

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Para começar a fazer o seu bolo, coloque o forno a aquecer nos 180º C. Unte a forma, que deverá ser do tipo bolo inglês, e forre-a com papel vegetal.

 

Agora, comece por bater os ovos, e quando estiverem batidos junte-lhes o leite e o azeite. A seguir, vai adicionar os temperos – o sal, a pimenta, o alho e a cebola. Depois, junte a rúcula aos ovos, e também o queijo e as nozes.

 

Misture bem a farinha e o fermento e vá juntando aos poucos à mistura dos ovos. Envolva bem, mas sem bater.

 

Quando a massa estiver homogénea, chega a altura de a deitar numa forma e de a levar ao forno durante cerca de 40 minutos (já sabe: teste do palito).

 

Assim que o bolo estiver pronto, retire-o do forno, deixe-o descansar uns minutos, desenforme... E prove!

 

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Notas:

* Eu sei que há quem seja alérgico a rúcula (com reações na língua, por exemplo), mas assim, cozinhada, no pasa nada.  Pelo menos cá em casa foi pacífico!

* Usei nozes pecã porque era as que tinha em casa. Mas use nozes "comuns" e fica ótimo na mesma.

* Se não encontrar cebola em pó/desidratada (em Lisboa só consigo comprar no El Corte Inglés...), pique uma cebola pequena bem picadinha e leve-a a alourar em azeite. Não deixe fritar muito; a ideia é ficar pouco mais que translúcida. E escorra-a antes de adicionar à massa.

* O queijo da ilha dá um travo muito bom, e na verdade suave, a este bolo. Se preferir usar queijos não tão fortes, opte por emmental – mas o efeito não vai ser o mesmo...

16
Jun20

Naan a fazer-se de pizza. Que petisco!

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Na verdade eu hoje vinha toda lançada para partilhar convosco uma receita de bacalhau. O que é que sucede? Sucede que Sofia se esqueceu de a fotografar.  O que significa que agora só há a dita receita quando eu puder fazer o tal bacalhau outra vez. (É que ainda para mais é mesmo bom! É gratinado, leva muitos legumes e faz um belo e feliz pratinho de forno.)

 

Mas nada se perde. Não há bacalhau, há petisquinho. Não há prato principal, há entrada (ou jantar de dia de bola, por exemplo, que pede assim uma coisa amiga de comer à mão). Basta ter pão naan – ando há meses para fazer caseiro, que é TÃO melhor, mas confesso que ainda não foi desta. Ou, se não tiver naan, pode usar uma base de pizza, por exemplo. Depois, peras, queijo de cabra, mel, tomilho, mais uns pozinhos e já está. É fácil, é rápido e cá em casa toda a gente adorou – tanto que em duas semanas fiz duas vezes. 

 

A ideia vem do site By Gabriella e este petisco vai seguramente entrar na rotação cá de casa. (Só é pena que a rotação de jantares de família e de amigos nunca mais regresse...) Experimente assim que puder. É um belo mimo para si e para a sua família!

 

 

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Naan com pera, queijo de cabra e tomilho

Receita do blog «By Gabriella»

Ingredientes [para 2/3 pessoas]:

½ (ou ⅔ de) pera, não muito madura, com casca e cortada em fatias finas

¼ c. de sopa de manteiga

120 g de queijo de cabra

½ cebola média cortada em meias-luas finas

½ c. de chá de açúcar

Sal fino q.b.

2 c. de sopa de azeite

Tomilho seco q.b.

2 c. de sopa de mel + q.b. para finalizar

1 pão naan

 

***

 

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Então vamos lá.

 

Para começar, ponha o forno a pré-aquecer nos 200º C e forre um tabuleiro em que o naan caiba com papel vegetal.

 

Depois, numa frigideira ou num tacho pequeno salteie a cebola numa colher e meia de sopa de azeite, com o açúcar e uma pitada de sal fino. Mantenha o lume médio baixo e deixe a cebola ir caramelizando – com cuidado, para não queimar as pontas.

 

Noutra frigideira, derreta a manteiga. A seguir junte as fatias de pera (sem as sobrepor) e deixe-as cozinhar por uns cinco minutos em lume médio. Depois vire-as e deixe-as ficar mais uns três a cinco minutinhos. A ideia é cozinharem (vão reduzir e escurecer ligeiramente), mas sem tostar.

 

"Nos entretantos", numa tigela coloque a restante meia colher de sopa de azeite e folhas de tomilho (seja generoso/a), misture e reserve.

 

Para outra taça, vai desfazer o queijo de cabra com as mãos, e depois vai juntar o mel e mais folhas de tomilho. A seguir, varinha mágica nisto tudo, com calma e serenidade, até obter um creme (se sobrarem uns vestígios de queijo mais inteiro não há problema, mas a ideia é mesmo no final ter uma textura cremosa). 


Nesta altura já deve ter as peras e a cebola prontas. Pincele o naan dos dois lados com o azeite que reservou e coloque-o no tabuleiro que preparou. Por cima espalhe o creme de queijo de cabra (e espalhe o melhor que puder). Junte a cebola (distribua-a uniformemente) e a pera (idem) e leve ao forno por cerca de dez minutos – ou até o queijo e a pera estarem douradinhos.

 

Retire do forno, finalize com um fio de mel e mais umas folhinhas de tomilho, deixe arrefecer ligeiramente (para não queimar a língua) e seja feliz!

 

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Notas:

* Se não tiver peras, maçã também resulta muito bem.

08
Jun20

Para o regresso do fresquinho: frango, uvas e burrata.

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Eu achava que a época das comidas de forno já tinha fechado. Que tínhamos entrado definitivamente na feliz era das saladas, dos grelhados, dos petiscos crus... Só que pelos vistos os tabuleiros ainda não têm ordem de descanso – o verão passou por cá num instantinho mas já foi à vida dele outra vez.

 

Sendo assim, ainda há tempo, espaço e temperatura para mais umas receitinhas de assados e afins. A de hoje é inspirada numa do Half Baked Harvest, é uma espécie de outono na primavera e é absolutamente deliciosa. Envolve frango, uvas, tomilho e burrata (ou mozzarella, se burrata for coisa difícil de arranjar). É um belo repasto para um almoço de domingo – que hoje em dia é toda uma nova realidade, mas deixemos isso. Ou para aquela noite em que querem fazer um jantar diferente e bonito.

 

Tudo a postos? :)

 

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Frango com uvas e burrata

Receita inspirada numa do blog «Half Baked Harvest»

Ingredientes:

700 g de peito ou coxa de frango, com ou sem pele (eu prefiro com...)

2 c. de sopa de azeite

2 c. de sopa de tomilho fresco picado (ou 1 c. de sopa se for tomilho seco) + q.b. para decorar

Sal, pimenta e pimenta-de-caiena q.b.

2 dentes de alho

1 folha de louro

¼ de chávena de farinha

4 tiras de bacon grosso, depois cortadas a meio

1 cebola em meias-luas finas

¾ chávena de vinho branco

½ chávena de vinagre balsâmico

2 chávenas de uvas doces (eu usei red globe)

1 c. de sopa de mel

2 bolas de queijo burrata (ou mozzarella)

 

***

 

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Na véspera (vá lá – quer que a carne fique saborosa, não quer?) tempere o frango com sal, pimenta, os dentes de alho esmagados, a folha de louro, a pimenta-de-caiena (vá com muuuuita calma, que esta pimenta é forte...), o tomilho e uma colher de sopa de azeite.

 

No dia, já sabe por onde vamos começar: pré-aqueça o forno, aí nos 200º C.

 

Enquanto o forno aquece, polvilhe o frango com a farinha e envolva bem, para cobrir com uma capa fina toda a carne. A seguir, coloque uma frigideira grande a aquecer e, quando estiver quente, coloque lá o bacon e deixe-o fritar, até ficar estaladiço. Quando estiver pronto, retire-o da frigideira e deixe-o escorrer em papel absorvente.

 

Coloque agora as peças de frango na frigideira. Vai selar a carne na gordura do bacon – isto é: quatro ou cinco minutinhos de um lado, até estar bem dourada, vira e deixa mais uns três minutos, para dourar do outro lado.

 

Quando o frango estiver selado, tire-o da frigideira e reserve-o (pode ser já diretamente no tabuleiro que vai levar ao forno). Junte a segunda colher de sopa de azeite à frigideira e depois adicione a cebola em meias-luas. Passados uns três minutos (não queremos que a cebola frite), baixe o lume, junte o vinho branco e o vinagre balsâmico e deixe ferver um pouco.

 

A seguir, junte este molho ao tabuleiro onde tem já o frango e leve ao forno por quinze minutos. Passado esse tempo, tire o tabuleiro, disponha as uvas em redor do frango e regue-as com um fio de mel. Leve de novo ao forno, por mais dez a quinze minutos.

 

Antes de servir, disponha o bacon que fritou pelo tabuleiro e desfaça a burrata grosseiramente sobre o frango. Deixe tudo descansar durante cinco minutos e a seguir sirva.

 

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É perfeito! :)

 

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Notas:

* Um arroz ou uma massa simples dão um ótimo acompanhamento, porque casam bem com o frango e com o molhinho.

* Se optar por manter a pele do frango, comece por selar esse lado (o da pele).

* A pimenta-de-caiena é MESMO forte – comece aí com ¼ de colher de café (e mal medida). Depois, se for necessário, pode juntar um nadinha mais ao molho.

* Se tiver uma frigideira grande que possa ir ao forno (em ferro, por exemplo), ótimo! Pode fazer tudo nessa frigideira, fica bonito e é menos louça que se suja.

 

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19
Mai20

Brie. Risotto que não é para mexer. É preciso dizer mais alguma coisa?

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Risotto. De brie. Com cogumelos. Sem mexer. Tudo certo, aqui, não é?

 

Tinha esta receita à espera de ser feita há já algum tempo. Tinha tanta certeza de que ia ser ótima que quis guardá-la para um dia especial. Guardei. Mas quando a fiz confesso que até eu fiquei supreendida – era ainda melhor do que o que eu imaginava, sendo que eu já imaginava que ia jantar muito, muito bem nessa noite.

 

A ideia inicial é do infalível Half Baked Harvest, mas decidi dar-lhe duas ou três voltas. E nem vou dizer mais nada. "Ala" para a receita, que até as fotografias falam por si. A lista de ingredientes é um bocadinho longa, mas nada tema – este risotto é rápido e muito fácil de fazer.

 

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Risotto (assim mesmo muito fácil) de cogumelos e brie

Ingredientes [para seis pessoas]:

6 chávenas de caldo de frango ou de legumes (mas pela certa tenha sete a jeito)

3 c. de sopa de azeite

5 c. de sopa de manteiga com sal

3 dentes de alho picados ou esmagados

2 chávenas de arroz para risotto (eu usei arbório)

1 chávena de vinho branco

Sal q.b.

1 c. de sopa de raspas de laranja + 3 c. de sopa de sumo

¼ de chávena de queijo parmesão ralado

1 triângulo de queijo brie (200 g) cortado em cubos não muito grandes

600 g de cogumelos frescos

2 c. chá de tomilho seco (ou 2 c. de sopa tomilho fresco)

Pimenta preta q.b.

 

***

 

Primeiro que tudo, tenha o caldo bem quente, pronto a usar.

 

Aqueça duas colheres de sopa de azeite e duas colheres de sopa de manteiga num tacho grande, com o lume médio-alto. Junte dois dos dentes de alho e deixe-os começar a soltar aquele cheirinho bom – com cuidado, para não queimar. Junte o arroz (sem lavar!) e vá misturando durante dois a três minutos, até começar a ver algumas pontinhas tostadas. Nessa altura, vai juntar o vinho e temperar com sal, e depois vai deixar que continue a cozer por mais uns dois ou três minutinhos, até o vinho ser absorvido. Nessa altura junte cinco chávenas de caldo, suba o lume, deixe levantar fervura, tape o tacho, baixe o lume e deixe o arroz cozinhar durante quinze minutos.

 

Neste intervalo, salteie os cogumelos no que resta de azeite e manteiga, com o tomilho, a raspa de laranja e o dente de alho que falta usar. Não se esqueça de temperar com sal e pimenta.

 

Passados os quinze minutos do risotto, destape o tacho, junte a sexta chávena de caldo, o sumo de laranja e o parmesão, e mexa até estar tudo bem envolvido e muito cremoso, quase ainda líquido (risotto seco é a coisa mais desengraçada que há). Adicione os pedaços de Brie, mexa e apague o lume. Se vir que o risotto ficou demasiado espesso, adicione mais um pouco de caldo e misture.

 

E agora é só servir. Num prato (fundo é melhor) coloque o risotto e por cima os cogumelos. Se quiser junte um pouquinho de pimenta preta fresca. E delicie-se!

 

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Notas:

* Se não adorar cogumelos ou não os tiver à mão, salteie outro legume – espargos, por exemplo, são uma ótima ideia. Mas use o que houver no frigorífico aí de casa.

 

* Pode substituir a laranja (raspa e sumo) por outro citrino. Se gostar, limão e lima funcionam bem, também, sendo que dão um toque mais ácido.

 

29
Abr20

Lasanha (quase) vegetariana. E deliciosa!

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© Half Baked Harvest

 

É verdade. É lasanha. Lasanha, senhores! Um mundo feliz de massa, queijo e espinafres. E por isso quase vegetariana! Tiram-se aquelas tirinhas de presunto ali de cima e já está (para dar uma corzinha podem pôr-se rodelas de tomate, por exemplo – sempre fica mais bonito).

 

Esta lasanha, do melhor dos blogs de cozinha (o meu querido e infalível Half Baked Harvest), foi o nosso jantar de ontem, cá em casa. Era dia de festa e por isso o repasto foi à altura. Noutros anos, teríamos rumado ao restaurante que nos acolhe sempre na noite de 28 de abril, mas desta feita tivemos de optar por uma celebração mais caseirinha. O menu já estava programado há dias (nesta fase, mercearias, frescos e afins pedem toda uma gestão atempada) e eu até andava naquela emoçãozinha de quem sabe que vem aí petisco dos bons (não me julguem – eu fico meio tonta com esta coisa das comidas, sim). Mas isto não é só um petisco dos bons. Isto é comida de conforto no seu melhor. É leveza e sabor e textura. É quentinho no estômago que chega ao coração.

 

Agora só falta experimentar aí em casa. Hoje, amanhã ou assim que tenha todos os ingredientes. Mas faça esta lasanha mal possa. Por favor.

 

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Lasanha (quase e facilmente) vegetariana

Receita do blog «Half Baked Harvest»

Ingredientes:

½ chávena de manteiga
2 dentes de alho picados
1 c. de chá de manjericão seco
1 c. de chá de orégãos secos
Sal e pimenta preta q.b.
¼ chávena de farinha
2 chávenas de leite
2 chávenas de caldo de galinha ou de caldo de legumes (se for caseiro, perfeito!)
1 chávena de queijo mozzarella ralado
1 chávena de queijo parmesão ralado
2 embalagens de queijo ricotta
1 chávena de queijo cheddar ralado
400 g de espinafres congelados (mas já descongelados, e bem espremidos)
1 embalagem de folhas de lasanha frescas
3 a 4 fatias de presunto (opcional – pode trocar por tomate, por exemplo)

 

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Para começar, o habitual: pré-aqueça o forno, aí nos 180º C. E, antes de partir para a receita propriamente dita, unte levemente o tabuleiro que vai usar (eu usei um pirex, de sensivelmente 23 x 33 cm).

 

Agora, mãos à obra: num tacho, coloque a manteiga, o alho, o manjericão, os orégãos, sal e pimenta. Leve ao lume e deixe a manteiga derreter e ganhar o sabor dos temperos aí durante um ou dois minutinhos. (Tudo isto em lume brando, para a manteiga não queimar.) Depois, junte a farinha e mexa bem, porque se há coisa que não queremos é grumos. Vá mexendo durante mais um minuto e a seguir junte o caldo e o leite – primeiro aos bocadinhos, para dissolver bem a farinha, e depois já em doses maiores. Até levantar fervura, vá sempre mexendo, para não pegar, e quando ferver dê mais uns minutos, para engrossar  – no final vai ter um molho branco menos espesso do que o habitual, mas é mesmo assim.

 

Quando o molho estiver pronto, apague o lume e junte o queijo mozzarella e metade do parmesão. Mexa até os queijos derreterem.

 

Agora, numa tacinha à parte vai misturar o ricotta, o cheddar e os espinafres (bem escorridos, lembre-se!).

 

E depois é só montar a lasanha. Por esta ordem:

- ¼ do molho de queijo

- Folhas de lasanha

- Metade da mistura de ricotta

- ¼ do molho de queijo

- Folhas de lasanha

- A outra metade da mistura de ricotta

- ¼ do molho de queijo

- Folhas de lasanha

- ¼ do molho de queijo

- A outra metade do parmesão ralado

 

E já está. Depois é só dispor, por cima, as fatias de presunto, partidas em pedaços com as mãos. Ou rodelas de tomate, por exemplo, se quiser uma lasanha mesmo vegetariana.

 

Agora basta levar ao lume aí uns 40, 45 minutos – até que os bordos fiquem dourados e o topo com uma "corzinha". Depois de tirar do forno, deixe a lasanha "descansar" 20 minutinhos antes de servir.

 

Feitinha! E deliciosa! Nunca mais se vai esquecer desta receita. Garanto.

 

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21
Abr20

Pizza. Apenas isso: pizza!

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© Half Baked Harvest

 

Vamos imaginar que ainda ninguém engordou nesta fase mais dada ao recolhimento e que por isso pizza caseira é algo que faz sentido.

 

E faz. Faz, sim. Faz mesmo! Foi por isso que eu a levei ao forno aqui há dias (para o jantar de Domingo de Páscoa!). E é por isso que venho aqui deixar a receita. Por isso e porque é, como são sempre as receitas do Half Baked Harvest, tão-boa-mas-tão-boa-mas-tão-boa.

 

Para a base, há uma receita boa, fácil, rápida e só com dois ingredientes aqui. Mas, se não estiverem muito na onda de fazer a massa, ou se vos faltar esse bocadinho de tempo, ou se não tiverem um dos ingredientes, usem uma de compra. (Ou, tendo-a e querendo e podendo, optem pela receita caseira que costumam usar desse lado.)

 

Seja qual for a massa, não vai ser ela o problema. Até porque, na pior das hipóteses (e que mesmo sendo diferente é bem boa), podem cortar fatias de pão, espalhar o recheio por cima e levar ao forno. Não deixem é de fazer isto para um jantar de fim de semana, um brunch ou um daqueles momentos em que vos apetece mesmo um “petisquinho”.

 

No final, garanto que não sobra nada!

 

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Pizza de cogumelos e cebola caramelizada

Receita do blog «Half Baked Harvest»

Ingredientes [para uma pizza média]:

2 c. de sopa de manteiga

1 cebola grande, cortada em meias-luas (nem muito fininhas nem muito grossas)

⅓ de chávena de vinho branco (pode substituir por sidra ou sumo de maçã)

1 c. de sopa de salva fresca, picada

2 c. de chá de alecrim fresco, picado + umas folhinhas inteiras

1 pitada de flocos de piripíri (opcional, claro)

250 g de mistura de cogumelos

1 a 2 dentes de alho picados ou esmagados

Massa de pizza (esta, por exemplo – ou a que costuma fazer, ou a que costuma comprar…)

1 chávena de espinafres frescos

90 g de queijo de cabra em pedaços

1 chávena de queijo mozzarella ralado

Sal, pimenta e azeite q.b.

 

***

 

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© Half Baked Harvest

 

Para começar, coloque o forno a aquecer a 225º C. Se usar massa de compra, prepare-a.

 

Enquanto o forno aquece, derreta a manteiga numa frigideira e junte a cebola em meias-luas. Deixe cozinhar, em lume médio, até que a cebola comece a ficar molinha. Nessa altura, junte metade do vinho branco e tempere a cebola com sal e pimenta. Vá mexendo e, quando o líquido evaporar, junte o resto do vinho. Continue a mexer. Daí a uns cinco, dez minutos as cebolas já devem estar a dourar. É nessa altura que vai juntar os cogumelos, o alho, as ervas e o piripíri (se usar). Quando os cogumelos “quebrarem” e não houver líquido na frigideira, pode apagar o lume.

 

Sobre a massa, que nesta altura já deve estar pronta a utilizar, vai colocar um fio de azeite. Por cima, dispõe os espinafres e o queijo de cabra, partido com as mãos, e a seguir metade da mistura de cebola e cogumelos. Em seguida, polvilha com o queijo ralado e por fim dispõe o resto da mistura de cogumelos e umas folhinhas de alecrim.

 

A seguir é só mesmo levar ao forno entre 10 e 20 minutos – até a massa estar tostadinha nas bordas e o queijo ralado ter derretido. Depois é só tirar do forno e ter força de vontade para esperar. Ou isso ou queimar as pontas dos dedos e da língua… É que resistir é um bocadinho difícil!

 

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Notas:

* A sálvia pode ser difícil de encontrar nesta altura. Até mesmo o alecrim não tem sido fácil de conseguir… Troque as ervas pelas que tiver à mão. Orégãos, tomilho, salsa… Opte pelos sabores de que gostar mais.

 

* O mesmo vale para o queijo. No ralado, eu usei mozzarella. Mistura de quatro queijos, para gratinar, ou só emmental, por exemplo, também resultam. E para quem, como eu, gostar de travos mais fortes, queijo da ilha ralado é uma ótima opção!

Quanto ao queijo de cabra em pedaços, mais uma vez vale o que houver – Brie, Camembert…

 

* Sobre os cogumelos: eu usei, porque tinha em casa, uma mistura de cogumelos silvestres. Mas use os que tiver à mão ou os que encontrar com mais facilidade.

16
Jan18

Não diga a ninguém, mas isto é massa com legumes.

Mac & cheese de legumes.

 

É. É mesmo. E é das melhores invenções de sempre, sobretudo para quem tem criançada em casa e passa um tormento para os fazer engolir uma rodela de cenoura que seja. Aqui há cenoura, precisamente. E também há abóbora e couve-flor. E ainda há cogumelos.

 

Além de esta receita de "mac & cheese" meio a fingir (que descobri no BuzzFeed)  ser fácil de fazer – é mesmo –, tem aquele lado feliz de ser comida de conforto com muitos legumes lá pelo meio. Engana-se os miúdos, pois. Mas a verdade é que até nós acabamos por nos deixar enganar! E depois, quando nos lembramos de que isto está cheio de coisas que fazem bem, sentimo-nos ainda melhor.

 

Mesmo tendo um prato de massa à frente.

 

Que leva queijo. "Algum" queijo.

 

Mas também leva cenouras, e abóbora, e couve-flor, e cogumelos! Portanto... ;)

 

Resumindo: muitos legumes, forno ligado (no inverno é tão bom, não é?), conforto e simplicidade. Não podia ser melhor!

 

Mac & cheese de legumes.

 

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"Mac & cheese" de legumes

Ingredientes [para seis pessoas]:

450 g de massa cozida (cotovelinhos, espirais, penne, búzios, macarrão, ...)

1 a 2 chávenas de couve-flor (em floretes)

1 a 2 chávenas de abóbora-manteiga (em cubos)

1 a 2 chávenas de cenouras (em rodelas)

200 g de cogumelos shiitake

2 chávenas de leite

2 chávenas de queijo ralado

115 g de queijo creme light

Azeite, sal e alho em pó q.b.

 

***

 

Mac & cheese de legumes.

 

Para começar, há que cozer os legumes num tacho grande e largo. Simples, até aqui (e continua).

 

Enquanto os legumes cozem, pré-aqueça o forno, aí nos 200º C. E aproveite também para saltear os cogumelos num pouco de azeite, temperados com sal e alho em pó. Assim que estiverem prontos, reserve.

 

Quando os legumes cozerem, há que triturá-los – com a varinha mágica, num processador de alimentos, num liquidificador... Onde preferir. Pode ser necessário triturar em duas ou três vezes. Para ajudar, junte meia chávena da água da cozedura.

 

A seguir, deite este creme para o tacho onde os legumes cozeram. Leve a lume médio, médio-baixo, e junte o queijo creme e o leite. Vá mexendo e juntando também o queijo ralado (em duas ou três vezes, para ser mais fácil ir mexendo e deixando derreter). Reserve um pouco, para polvilhar.

 

Assim que o creme de legumes estiver suave, sem pedaços de queijo inteiros, só tem de juntar a massa e os cogumelos e envolver bem. Depois basta passar tudo para um tabuleiro, polvilhar com o queijo que reservou e levar ao forno até gratinar.

 

E está feito! Junte a família à mesa, não diga a ninguém o que usou para fazer aquele molho e aprecie – a massa e os palpites que cada um vai dar. ;)

 

Mac & cheese de legumes.

 

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Notas:

* Eu acrescentei cogumelos à receita original para ter ali qualquer coisa além de massa e molho. Não têm de ser shiitake – eu usei desses porque tinha cá em casa, mas pode usar outros. Também pode, em vez de cogumelos, juntar outros ingredientes: pedaços de couve-flor, cenoura e/ou abóbora inteiros, outros legumes, bacon em tiras... Ou pode ainda manter-se fiel à receita original – o creme de legumes, a massa e mais nada. De certeza que é bom na mesma.

 

* Quanto ao queijo ralado, use o que tiver à mão ou aquele de que gostar mais. Só um, uma mistura... Como preferir. (Eu usei emmental.)

 

Mac & cheese de legumes.

14
Dez17

Natal e Ano Novo. Mas, antes disso, o livro!

Por várias razões (umas mais felizes que outras), o Gulinha fecha hoje para férias de Natal. Regressa em 2018 – que, espero, será um ano mais feliz, mais tranquilo e de mais conquistas.

 

Mas, antes de ir, quero partilhar aqui uma novidade feliz:

 

As Presidentes – com Chakall

 

O livro! :)

 

2017 foi complicado. Se foi. Ainda está a ser. Mas mesmo os anos mais "confusos" (é melhor ficar-me pelos eufemismos...) têm lá pelo meio – ou mais para o fim, neste caso – coisas boas. Este livro é um orgulho para mim. Todo o processo para chegarmos até ele o foi. Começou em 2016, num desafio de culinária da Président Portugal. Fomos dez semi-finalistas, primeiro, e cinco finalistas, depois. N'«As Presidentes» cozinhámos muito e aprendemos ainda mais. E, além disso, foi um caminho que me tornou – aqui já só posso falar por mim – mais confiante. Pela primeira vez acreditei realmente no meu potencial. Comecei a arriscar mais. Cresci muito, muito. E este livro é em parte o culminar de toda essa caminhada.

 

As Presidentes – com Chakall

 

O As Presidentes – com Chakall sai já amanhã, dia 15. São mais de 100 páginas de receitas deliciosas, fotografias lindas e queijinho – muuuito queijinho. Há entradas, pratos, sobremesas... E até um "Especial Natal", com ideias boas e bonitas para a ceia!

 

As Presidentes – com Chakall

 

O livro é digital e é uma oferta exclusiva para os membros do Clube Président. Quem ainda não está inscrito que se inscreva! Vale a pena por várias razões – sendo este livro, para mim, a mais querida de todas elas. :)

 

As Presidentes – com Chakall

 

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A todos os que por aqui passam, votos de um Natal muito feliz! Que seja doce e quentinho. E, sobretudo, que seja passado dentro dos abraços dos que nos são mais queridos. Não há calor nem aconchego maior.

 

E que 2018 seja o ano das etapas superadas e dos sonhos realizados.

 

Boas Festas! :)

 

Sofia

07
Dez17

Carne quentinha num dia de frio.

Lombinho de porco com moscatel e queijo de cabra.

 

Nestes dias frios, tão frios, tão mas tão frios, que horror de frio que se pôs, tudo é uma desculpa para ligar o forno. Almoço, jantar, umas bolachas para o lanche, um bolo para o pequeno-almoço... Fosse o gás dado e eu passava o dia de forno ligado. (Ainda que nos últimos tempos não me tenha sobrado o tempo que eu gostava tanto de ter para receitas e mais receitas.)

 

Há aquelas alturas em que conseguimos planear ementas para 15 dias. Entre os pratos habituais e as receitas que queremos experimentar têm-se ideias para almoços e jantares num abrir e fechar de olhos. No meu caso, essa parte, a das ideias, não falta. Nunca! O que me falta é mesmo o tempo. O tempo para ir comprar as coisas que não tenho, o tempo para estar umas poucas de horas ali na cozinha... Por isso ultimamente tenho andado muito pelas receitas rápidas e práticas. Uma salada, um peixe no forno, uma carne grelhada... Nada que exija grande investimento de tempo.

 

Os domingos vão sendo (pelo menos por enquanto) a exceção. Não chegam, claro, para experimentar tudo – nem pouco mais ou menos. Mas dão, pelo menos, para aqueles acessos de criatividade que passam por olhar para o congelador, o frigorífico e a despensa e inventar qualquer coisa com base no que se tem em casa.

 

Foi assim que no domingo este lombinho de porco chegou à nossa mesa de almoço. Temperado de véspera com muitas coisas boas e assado com o devido tempo, ficou mesmo, mesmo bom. Suculento, tenro... Delicioso! (E bonito, pois.)

 

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Lombinho de porco com moscatel e queijo de cabra

Ingredientes [para duas a quatro pessoas, dependendo do tamanho do lombinho]:

1 lombinho de porco

Queijo de cabra (em "rolo" ou já em medalhões)

Sal, alho, pimenta preta e colorau q.b.

1 raminho de salsa

1 folha de louro

4 c. de sopa de azeite

2 dl de vinho moscatel

3 c. de sopa de mel

Sumo de 1 laranja

1 cebola grande

 

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Lombinho de porco com moscatel e queijo de cabra.

 

De véspera, ou de manhã se o lombinho for para o jantar, trate de temperar a carne. Tire algum excesso de gordura que possa ter e dê-lhe alguns golpes na diagonal, sem cortar até ao fundo e deixando cerca de 1 cm entre cada um.

 

Na taça onde vai deixar o lombinho a marinar, misture duas colheres de sopa de mel com o moscatel, duas colheres de sopa de azeite e o sumo de laranja. Coloque depois nessa taça o lombinho. Tempere com sal, pimenta, alho e colorau. Junte a folha de louro e o raminho de salsa (que pode "rasgar" com as mãos). Envolva tudo muito bem e leve ao frigorífico, com o lado dos golpes voltado para baixo. A meio do tempo, rode a carne, para que tome sabor do outro lado.

 

Quando for altura de pôr o almoço (ou o jantar) em andamento, ligue o forno nos 180º C. Corte a cebola em rodelas e disponha-as no fundo de um tabuleiro. Regue com uma colher de sopa de azeite. Por cima vai pôr o lombinho, com os golpes voltados para cima. Dentro de cada golpe, coloque um medalhão de queijo de cabra (ou meio – depende da profundidade do golpe). Regue com uma colher de sopa de mel e outra de azeite. Junte aí dois terços da marinada e leve ao forno. Uma hora deve bastar. (De vez em quando vá regando a carne com o molho, para que não seque. Se for necessário junte o resto da marinada.)

 

E bom apetite! :)

 

Lombinho de porco com moscatel e queijo de cabra.

 

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Nota:

* Se achar o queijo de cabra muito forte, pode usar outro. Ou pode até nem usar nenhum. Ou pode experimentar, por exemplo, colocar meias rodelas de laranja nos intervalos da carne. Também fica ótimo!

(O queijo de cabra tem duas vantagens, aqui: por um lado, aquece mas não derrete; por outro, há uns bocadinhos que acabam por se dissolver no molho e que por isso o deixam com uma textura meeeesmo boa.)

 

Lombinho de porco com moscatel e queijo de cabra.