Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Gulinha.

Peixe, carne, legumes. Entradas, sobremesas, petiscos. Experiências. Dicas. Erros. Um forno temperamental. Mesas para dois ou para dez. Dias bons, muito bons e assim-assim. A minha cozinha tem de tudo. E é o meu sítio mais feliz.

Peixe, carne, legumes. Entradas, sobremesas, petiscos. Experiências. Dicas. Erros. Um forno temperamental. Mesas para dois ou para dez. Dias bons, muito bons e assim-assim. A minha cozinha tem de tudo. E é o meu sítio mais feliz.

Gulinha.

23
Jan18

Sol de inverno numa tarte.

Tarte de maçã.

 

Que bom que é fotografar com sol. Eu não percebo nada de nada de nada do assunto, mas que a comida fica logo mais bonita, mesmo sem grandes enquadramentos... Isso fica.

 

Quanto a esta tarte de maçã, também ela é sol. Na mesa e no coração. É linda, douradinha, suave, leve e deliciosa. Fica doce q.b. – nem muito nem pouco. E é tão fácil de fazer! Mas fácil assim do género mais fácil era impossível. A sério. Mesmo quem não faz sobremesas porque isto e porque aquilo pode avançar para esta à confiança. Não tem por onde correr mal! E uma tarte de maçã nunca desaponta... Muito menos esta. Pode bem ser a solução ideal se, por exemplo, vai jantar a casa de alguém e quer levar alguma coisa que agrade a meio mundo e provavelmente a outro meio e que esteja no forno dez minutos depois de pôr o avental. Ou se tem um almoço aí em casa e entre entradas e pratos fica com pouco tempo para "saídas".

 

(E, sendo tarte de maçã, há sempre aquele lado psicológico do "é mais ou menos fruta...".)

 

A receita não é nova. Muito menos é minha. Tem anos e anos e existe, com pequenos "twists", em muitas casas. E em muitos blogs. E em muitos sites. Mas fica aqui, também – mais não seja para que eu nunca a perca, que esta é daquelas que dá sempre jeito ter à mão!

 

Tarte de maçã.

 

---

 

sep receitas.png

Tarte de maçã (rápida e fácil)

Ingredientes:

1 base de massa quebrada ou areada

3 a 5 maçãs reinetas

2 ovos

1 pacote de natas (ou de creme de soja)

3 c. de sopa de açúcar mascavado

Canela q.b.

 

***

 

Tarte de maçã.

 

Antes de preparar a tarte, coloque o forno a aquecer nos 180º C e retire a massa do frigorífico.

 

Descasque as maçãs e corte-as em oito pedaços (ou, provavelmente, mais finas – mas depende do tamanho delas).

 

Numa taça misture bem, mas sem bater, as natas/o creme de soja, os ovos e o açúcar.

 

Coloque a massa numa tarteira e pique o fundo com um garfo. A seguir vai lá colocar as fatias de maçã, bem arrumadinhas (fica bonito e coze tudo por igual). Depois polvilha a maçã com canela (a gosto – eu devo ter usado aí umas duas colheres de sobremesa...) e por cima deita o creme. Se houver pedacinhos de maçã muito "à tona", é pressioná-los ligeiramente, para que não fiquem demasiado tostados.

 

Para evitar que a massa queime (e também para a tarte ficar mais bonitinha) dobre-lhe os bordos para dentro.

 

E está tudo feito! É só levar ao forno até a massa dourar e o creme cozer. Isto vê-se a olho: quando o líquido já não "abanar", está pronto. Uns 25 minutos devem chegar, mas varia muito de forno para forno.

 

Tarte de maçã.

 

sep notas.png

 

Notas:

* Eu usei creme de soja, e a tarte ficou ótima – mas o resultado final é bastante diferente se se usarem natas. Aliás, eu uso creme vegetal quase sempre e acho que nunca notei tanto as diferenças como nesta tarte. Com creme de soja o sabor fica mais suave; com natas, a tarte é mais "gulosa"... ;)

 

* A receita habitual leva entre duas e três colheres de sopa de açúcar branco. Mas eu tenho um amor especial por aquele "travo" do açúcar mascavado, por isso decidi usá-lo aqui. E resultou muito bem.

 

* Dependendo do tamanho da tarteira, pode ser preciso acrescentar mais um ovo e mais meio pacote de natas/creme de soja (e eventualmente mais um bocadinho de açúcar).

12
Dez17

Peixinho, coentros e broa de milho. Há lá melhor?

Lombinhos de pescada no forno com maionese de coentros.

 

O frio não dá tréguas (bom, aqui há uns dias até deu) e eu e o meu forno somos (ainda mais) felizes um com o outro assim. A época é de assados, gratinados e afins. Bem sei que com as festividades à porta se calhar agora mais valia apostar em grelhadinhos, e sopinhas, e saladinhas, mas com o gelo que se pôs uma pessoa precisa de qualquer coisa mais aconchegante, não é verdade?

 

A receita de hoje é da tão querida e magnífica Isabel, do Cinco Quartos de Laranja. Faz-se algumas vezes por ano cá em casa. Adoramos. Tudo, diga-se – é deliciosa, fica pronta em três tempos, cheira bem, é uma forma diferente de comer peixe, fica bonita... Além disso, é um prato bom para quando há visitas surpresa, ou para quando temos um jantar em nossa casa mas o tempo para cozinhar não é muito.

 

Guarde esta sugestão com carinho. A sério. Tem tanto de simples como de útil e tanto de útil como de saborosa. À primeira garfada vai logo dar-me razão!

 

Lombinhos de pescada no forno com maionese de coentros.

 

---

 

sep receitas.png

Lombinhos de pescada no forno com maionese de coentros

Receita da Isabel Zibaia Rafael, do blog Cinco Quartos de Laranja

Ingredientes [para duas pessoas]:

4 lombinhos/medalhões/mimos/... de pescada

1 ovo

1 ramo de coentros

1 dente de alho

Sumo de ½ limão

150 ml de azeite

Sal e pimenta branca q.b.

Pão de milho q.b.

 

***

 

Lombinhos de pescada no forno com maionese de coentros.

 

É mesmo fácil. Quer ver?

 

Primeiro que tudo faça uns golpes, não muito profundos, nos lombinhos de pescada, de um lado e de outro, para que o tempero seja absorvido com mais facilidade. Depois, tempere o peixe com sal e pimenta e reserve (pelo menos uma meia hora).

 

A seguir desfaça o miolo da broa de milho, com a ajuda de um processador ou mesmo com as mãos (a logística é menor e resulta na mesma). A ideia não é ficar com pó, mas sim com uma espécie de migalhas grossas.

 

Ligue o forno nos 200º C. Enquanto o forno aquece, aproveite e trate da maionese. Num copo coloque o ovo, os coentros (folhas e talos), o dente de alho, o sumo de limão e o azeite. Tempere com sal e pimenta e triture tudo com a varinha mágica. Prove e se for preciso retifique os temperos. (Se souber muito a alho, não desespere – a coisa disfarça, e muito, depois de o prato ser cozinhado.)

 

Coloque um fio de azeite no fundo do tabuleiro que vai usar. Disponha os medalhões e deite sobre eles a maionese. Depois, polvilhe com a broa... E leve ao forno aí uns 20 minutos.

 

Et voilá!

 

(Vai ver que é delicioso!)

 

Lombinhos de pescada no forno com maionese de coentros.

 

sep notas.png

 

Notas:

* Para acompanhamento, sugiro puré de batata. Legumes salteados, salada ou arroz de legumes também são boas hipóteses.

 

* Não é grande fã de coentros? Bom, a boa notícia é que por incrível que pareça aqui o sabor a coentros não é assim tãããão forte. Mas experimente com salsa. (É a sugestão do costume, eu sei. E não vai ficar igual, obviamente. Mas é uma solução de compromisso...)

 

* Se usar lombinhos congelados, antes de os temperar esprema-os (com delicadeza, vá) entre folhas de papel de cozinha, para retirar o excesso de água que acumulam.

 

Lombinhos de pescada no forno com maionese de coentros.

30
Nov17

Ovo, espinafres, cogumelos. Brunch, almoço, jantar.

Tacinhas de espinafres e cogumelos com ovo.

 

Quando era miúda havia um conceito que me deixava imediatamente aos pulos (de forma literal, talvez, mas sobretudo de forma simbólica): "lanche ajantarado". Sempre que a minha mãe, normalmente a propósito de um aniversário ou de outra data especial, dizia que se ia fazer lá em casa um "lanche ajantarado", toda eu era festa. Além de sempre ter gostado de comer (oh, criança santa!), a ideia de se avizinhar uma tarde de petiscos vários e demorados fazia-me genuinamente feliz. Ainda hoje faz, a bem dizer.

 

Apesar de tudo isto, ainda não aderi ao equivalente matinal: o brunch (que seria mais um "almoço alanchado"). Porquê? Não sei... O facto de eu sofrer de uma espécie de DOC*, que me impede desde logo de me levantar mais tarde do que as 9h30 em 99% dos dias, é capaz de ter parte da culpa. Levantar tarde? Saltar esses momentos tão definidos que são o pequeno-almoço e o almoço e misturar os dois? Então e as horas das refeições? Vou acabar por atrasar o dia todo. Uma coisa é não ter horas a partir da tarde; outra é não as ter durante a manhã, quando ainda há praticamente um dia inteiro pela frente.

 

(Sim. Eu sou maluca. Corro quase tanto no dia de semana mais atarefado como num domingo em que não se passa nada. Mas horários são horários, caramba... Almoçar às quatro, por exemplo, é coisa para a qual eu não trouxe software instalado.)

 

Bom. Passando à frente esta pequena introdução biográfica... As tacinhas. As magníficas tacinhas. As tacinhas que fazem parte do menu cá de casa desde que as experimentámos. As tacinhas para as quais comprámos as primeiras loiças a dois.

 

Porque é que isto é tão bom? Porque tem espinafres. E cogumelos. E ovo. E porque se pode pôr no pão ou comer assim. E porque cheira bem. E porque, passadas algumas primeiras eventuais dificuldades, é fácil e rápido de fazer. E também, sim, porque é bom para um brunch mas também para o almoço ou para o jantar. Ah, e porque é versátil – eu mudei boa parte dos ingredientes da receita original (que é uma criação do Henrique Sá Pessoa).

 

Resumindo: nesta receita é tudo bom. Experimentem, testem, alterem... Se não sair perfeita da primeira vez, não desistam! Vale a pena tentar, tentar e voltar a tentar. Cá em casa não foi fácil mas depois atingir "o ponto"... Ai! :)

 

Tacinhas de espinafres e cogumelos com ovo.

 

*DOC - distúrbio obsessivo-compulsivo.

 

---

 

sep receitas.png

Tacinhas de espinafres e cogumelos com ovo

Ingredientes [para duas pessoas]:

1 molho (grande) de espinafres

200 g de cogumelos (use os que preferir ou os que tiver aí em casa)

75 g de bacon em tiras ou cubos

½ cebola grande picada

1 dente de alho picado

Azeite, sal, pimenta, tomilho fresco e piri-píri q.b.

2 ovos

Queijo ralado q.b.

Pão q.b.

 

***

 

Para começar, lave os espinafres e arranje os cogumelos (se forem muito pequenos, podem ficar inteiros; caso contrário, corte-os a meio ou em quartos).

 

A seguir, num wok, numa frigideira ou num tacho vai colocar azeite a aquecer. Quando estiver quente, junta a cebola e o bacon. Deixa fritar um bocadinho e a seguir junta também os cogumelos, as folhas de tomilho e o alho picado (mesmo bem picadinho). Vá salteando e ao fim de uns cinco, dez minutos junte os espinafres. Tempere com sal, pimenta e piri-píri a gosto.

 

Enquanto os espinafres reduzem, aproveite para untar duas taças (para doses individuais) com um pouco de azeite e coloque o forno a aquecer nos 180º C. (Espreite as notas, por favor.)

 

Quando a mistura de cogumelos e espinafres estiver pronta, distribua metade por cada tacinha. A seguir abra, com-muito-cuidado, um ovo para cada taça. Tempere os ovos com sal e leve as taças ao forno, aí uns 10 a 12 minutos.

 

Quando a clara estiver branca e cozinhada (no fundo isto são ovos escalfados no forno), ponha as tacinhas cá fora, polvilhe-as com o queijo ralado e sirva logo, ainda quentinho, com uma fatia de pão a acompanhar.

 

Bom apetite! :)

 

Tacinhas de espinafres e cogumelos com ovo.

 

sep notas.png

 

Notas:

* A questão do forno é... Bicuda, vá. Aqui indiquei os "valores" da receita original – 180º C, 10 a 12 minutos. Acontece que no meu forno, que é a gás e que só tem calor em baixo, isto não resulta. De todo. Se fizer assim, passados os 10 minutos tenho a gema seca e a clara crua. Por isso encontrei – depois de várias tentativas, lá está – outra solução: forno baixo (130º C, mais ou menos) e aí uma meia hora. Não é tão rápido, claro, mas é a forma que resulta aqui em casa.

 

* Quando puser os espinafres nas taças, alise-os o mais que puder. Quanto menos arestas houver em baixo menos hipóteses há de a gema se abrir. De resto, é mesmo uma questão de alguma sorte e alguma técnica... Deite o ovo devagarinho e o mais em baixo que conseguir.

 

* A receita original leva queijo da ilha. Mas pode alterar – se não gostar, ou se preferir usar outro, ou se tiver outro aí em casa, vá em frente. E o mesmo vale para os ingredientes. Eu substituí chouriço por bacon e tomate seco por cogumelos, porque prefiro assim. Vá experimentando combinações!

 

Tacinhas de espinafres e cogumelos com ovo.

14
Nov17

Um snack de grão pode não parecer viciante. Mas é!

Snack de grão crocante.

 

Grão. Um snack de grão. Caseiro. Saudável. Facílimo de fazer. E rápido, também, se o forno ajudar.

 

Não sei se esta ideia lhe parece estranha. A mim, há coisa de um ano, havia de parecer. Porque grão... Enfim. Em miúda era coisa a que não achava gracinha nenhuma. Já crescida, poucas vezes comi, e também verdade se diga que nunca lhe dei lá muita atenção. Mas aqui há uns anos eu e o grão ficámos amigos. Tudo começou pela sopa – e começou muito bem, porque fizemos as pazes logo à primeira colherada. Mas em que mundo terei eu andado até àquela altura?

 

Episódios biográficos à parte, a verdade é que hoje eu e o grão damo-nos bem. Aqui há tempos descobri o húmus e tenho feito umas experiências; outra experiência que fiz foi este snack. Não vou dizer que correu bem à primeira, porque não correu (ui!). Nem que correu bem à segunda, porque também não correu. Mas à terceira foi de vez! Fiz os ajustes todos e finalmente cheguei ao ponto certo: grãos crocantes, bem temperadinhos e deliciosos.

 

(Lá em baixo, nas notas, está tudo explicado – o que fazer e o que não fazer para a coisa correr bem e sem acidentes.)

 

O que é que se faz com isto? Bom, desde logo faz-se um snack. (Ainda para mais isso é inevitável, pelo menos comigo – mal os tiro do forno começo logo a "roer", mesmo que tenham outro destino.) Mas são ótimos para pôr em saladas ou para juntar à sopa (já no prato, como se faz com as sementes). Isto é bom de qualquer maneira. Resumidamente, é isso.

 

Snack de grão crocante.

 

Se tem aí em casa grão para cozer, ou um frasquinho ou uma latinha de grão, experimente lá fazer este petisco. Garanto que os cinco minutos que leva a preparar (fora o tempo de forno, claro) não são mal empregados. Muito pelo contrário! Tem aqui uma bela alternativa a pipocas. E bem mais saudável... ;)

 

---

 

sep receitas.png

Snack de grão crocante

Ingredientes:

Grão cozido

Sal fino, pimenta preta, alho em pó, colorau, noz-moscada, açafrão e canela q.b.

Azeite q.b.

 

***

 

Snack de grão crocante.

 

Nesta receita não pode haver quantidades. É mesmo ao gosto de cada um... (E isso começa logo nas especiarias – use as que preferir! Eu desta vez usei as que estão ali, nos ingredientes. Mas da próxima vez logo se vê.)

 

É muito, muito fácil. Para começar, ponha o forno a aquecer nos 180º C. Depois, coloque o grão num tabuleiro de ir ao forno, junte-lhe os temperos, regue com um fio de azeite e envolva tudo muito bem (para todos os grãos ficarem temperados).

 

Cubra bem o tabuleiro com papel de alumínio – por-favor-não-salte-esta-parte (e aqui "saltar" é o verbo certo – espreite as notas). Faça uns furinhos no topo, com a ajuda de um palito, só para que o ar circule.

 

Leve ao forno por uns 20 minutos. Passado esse tempo abane bem o tabuleiro, para dar uma volta aos grãos, e volte a colocar no forno. Deixe passar aí mais uns dez minutos. Depois tire o tabuleiro cá para fora e destape-o, para ver qual é o ponto de situação. Se estiverem douradinhos (assim um dourado para o escuro...), estão bons. Se não estiverem, deixe-os ficar mais um tempinho no forno. Sempre tapados! Vá vendo e controlando (e abanando, se for o caso), até lhe parecerem prontos.

 

E está feito! É só começar a "roer", como eu. Ou então juntar à salada (deixe-os arrefecer, nesse caso) ou à sopa.

 

Depois diga-me se correu bem! ;)

 

sep notas.png

 

Notas:

* Aquela parte do papel de alumínio é m-e-s-m-o importante, porque o grão salta. Mas é que salta muito. E para todo o lado. Os grãos a aquecer parecem pipocas – na verdade acho que em termos de estoiro ainda conseguem ser um bocadinho piores.

A primeira receita que vi de um snack deste género sugeria que se cozinhassem os grãos na frigideira, salteados num fio de azeite. Escusado será dizer que quando experimentei houve grão "explodido" por metade da cozinha. E o que não explodiu ficou mirradinho e sem ponta de graça.

Na segunda tentativa já levei os grãos ao forno. Mas fui tontinha! Quer dizer, a ideia do forno não foi má – mas é claro que os grãos também explodiram... Um bocadinho menos, é certo, mas mesmo assim cheguei ao fim com uma série deles no fundo do forno, já rebentados. E para a coisa não correr ainda pior tive de os tirar antes de estarem "no ponto".

Daí que o papel de alumínio seja essencial. O que saltar salta lá dentro e fica lá dentro. Não há desperdício nem sujidade. Nem sustos! Sim, porque aqueles "estrondinhos"...

 

* O tempo de forno vai variar muito, consoante o forno em si e a quantidade de grão. Eu fiz aí umas seis a oito colheres de sopa mal cheias (com o calor os grãos encolhem). Mas se a ideia for uma dose maior pode ser preciso mais tempo.

 

Snack de grão crocante.

20
Out17

A massa de pizza mais fácil de sempre.

A massa de pizza mais fácil de sempre.

 

Melhor que sexta-feira só sexta-feira com pizza no blogue.

 

Eu adoro pizza. Ponto. Porque é cheirosa e apetitosa. Porque é um dos cúmulos absolutos e supremos da comida de conforto. Porque aquece a cozinha, o estômago e até o coração.

 

É capaz de fazer mal, pois – mas se for só de vez em quando aposto que até faz bem.

 

Mas há pizzas e pizzas, não é? Já todos nós comemos aquela que, apesar de ser pizza (o que só por si devia garantir uma refeição feliz), não nos convenceu. Porque a massa isto, porque a cobertura aquilo... Por outro lado, também já aconteceu a todos descobrir aquela pizza. A melhor. A ideal. A que conjuga tudo na perfeição. E depois temos a pizzaria preferida, claro. E a combinação de ingredientes em que acabamos por apostar quase sempre. No meu caso, a estranheza suprema foi provar pizza com banana e adorar. Logo eu, que 1) nem sou de arriscar em pizzas e 2) não acho piadinha nenhuma a banana. Mas, no que toca a pizzas, foi o achado da minha vida em termos de ingredientes.

 

A massa de pizza mais fácil de sempre.

 

Mas é claro que pizza é mais do que a pizzaria preferida ou a encomenda de domingo à noite. Pizza pode ser mãos na massa e o forno aí de casa ligado. Porque pizza caseira é uma maravilha! E parece uma aventura mas não é. Mesmo sem massa de compra. Aliás, o assunto que me traz aqui hoje é mesmo esse, como se percebe pelo título deste post: uma massa simples-mais-simples-não-há. Faz-se em três tempos e só com dois ingredientes (o terceiro é sal – não conta).

 

A receita está espalhada por essa internet fora. Eu nunca a tinha testado, mas a verdade é que sempre que passava por ela lia maravilhas: quem a usa (e é muita gente!) chama-lhe a oitava maravilha da culinária italiana. Infalível, rapidíssima, deliciosa. E eu, que gosto de testar tudo e que já não comia pizza há meses, decidi experimentar. Resultado? É tudo verdade. Nada do que se diz sobre ela é exagero. Além de ser rápida de fazer e boa de comer, não dá para correr mal – bom, se nunca amassou nada na vida talvez seja melhor ter primeiro umas luzes de como se faz. Mas aqui "amassar" quase que nem é o termo...

 

Antes de irmos ao que mais interessa, só uma nota: esta massa não é aquela tipo miolo de pão. É, pelo contrário, a ideal para quem, como eu, gosta de pizzas de massa baixa e fininha. Se é o seu caso, faça isto ainda este fim de semana. Uma receita destas não pode ficar meses em espera! Não pode mesmo!

 

---

 

sep receitas.pngMassa de pizza rápida, fácil e só com dois ingredientes (três, vá, mas o sal não conta)

Ingredientes [para 2 pizzas médias]:

1 chávena de iogurte grego natural e sem açúcar [são cerca de 3 iogurtes]

1 ½ chávenas (generosas) de farinha com fermento

1 pitada de sal

 

***

 

Para começar, pré-aqueça o forno nos 180º C.

 

Enquanto o forno aquece, junte todos os ingredientes numa taça. Depois amasse, até que a massa forme uma bola (não é preciso ficar muito dura – só que se descole das mãos com facilidade).

 

A massa de pizza mais fácil de sempre.

 

Divida a massa em duas partes. Depois, enfarinhe a bancada e estique os dois pedaços de massa com o rolo.

 

Quando a massa estiver esticada, transfira-a para o tabuleiro e leve ao forno 5 minutos. Depois, retire do forno e cubra com o que entender.

 

A massa de pizza mais fácil de sempre.

 

Por fim, vai levar as pizzas ao forno mais uns 10, 15 minutos – até que tudo esteja cozinhado.

 

A massa de pizza mais fácil de sempre.

 

E está pronto! É cortar e comer. Com moderação, sim... Mas seja feliz!

 

sep notas.png

 

Notas:

* Pode colocar ervas na massa, se quiser, para dar um saborzinho extra. Orégãos, manjericão, rosmaninho, tomilho, alecrim, uma mistura de tudo isto...

 

* Na cobertura das pizzas comecei com molho de tomate e mozzarella ralado, mas já se sabe que não faltam opções de molhos (hei de experimentar um à base de couve-flor!) e de queijos. E depois é o que o gosto e a imaginação mandarem ou o que o supermercado ou o frigorífico permitirem. Eu fiz duas versões: uma com cogumelos, fiambre e banana – ai, a banana! – e outra com bacon, mozarella em fatias e tomate cherry.

 

A massa de pizza mais fácil de sempre.

Sofia.

Mais Gulinha.

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Dar sangue. Dar medula. Dar vida.

Arquivo

  1. 2018
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2017
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D